Jornais
FECHAR
  • Jornal NH
  • Diário de Canoas
  • Jornal de Gramado
  • Diário de Cachoeirinha
  • Correio de Gravataí
Grupo Sinos
Publicado em 27/02/2014 - 08h41
Última atualização em 27/02/2014 - 11h17

Identificado o menor morto em Sapucaia do Sul

Garoto de 15 anos seria usuário de pedras de crack

Fernanda Bassôa - fernanda.bassoa@gruposinos.com.br

Sapucaia do Sul/São Leopoldo - O rapaz encontrado sem vida no meio do matagal, que fica às margens da Estrada Cristina Juliano, ao pé do Morro do Chapéu, em Sapucaia do Sul, ainda no início da manhã de segunda-feira, foi identificado como um adolescente de 15 anos.

O menino, que havia desaparecido de casa desde a noite de sábado, seria, segundo a Polícia, usuário de crack e morava com a mãe no bairro Santa Teresa, em São Leopoldo. O corpo do adolescente foi encontrado por agricultores, moradores da zona rural da cidade, que assim que se depararam com a vítima, fizeram contato imediato com a Brigada Militar.

O menino (cuja identidade será preservada), tinha pelo menos quatro perfurações feitas por disparos de arma de fogo entre o pescoço e a cabeça. Além disso, as mãos estavam amarradas para trás do corpo. “Esse menino foi torturado. Um dos disparos (abaixo da orelha) foi feito com a arma encostada no corpo do garoto. Havia um vermelhão na região (pele) onde o tiro foi
feito; uma espécie de queimadura ao redor”, disse o chefe da seção de investigação da 2.ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul, inspetor Adenor Domingos, salientando que o menino foi executado com requintes de crueldade. “Ação típica de traficantes vingativos da região.”

Domingos conta que o garoto já havia sido internado pelo menos três vezes e a mãe tentava uma quarta internação para o filho. “Segundo ela, o garoto vinha sendo ameaçado há algum tempo, mas não soube precisar quanto. Ela disse que sempre alguém dava um jeito de passar em frente a residência e dar algum tipo de recado ao menino.” Domingos ainda disse que para sustentar o vício, o adolescente cometia pequenos roubo e furtos na vizinhança, mas ele acredita que está longe do crime ter tido esta motivação.

Publicidade