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Grupo Sinos
Publicado em 05/05/2014 - 14h43
Última atualização em 05/05/2014 - 15h14

Cães participam de projeto com alunos da Apae de Taquara

Contato com animais traz benefícios ao desenvolvimento de crianças e jovens atendidos na instituição

Gabriela da Silva - gabriela.silva@gruposinos.com.br

O labrador Nestor é um dos cachorros que participam de encontros com alunos da Apae de TaquaraNestor e Fred são os novos colegas na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Taquara. Um é preto, grande, gosta de cheirar todo mundo. O outro é pequeninho, mais comedido, prefere um colinho. Das raças labrador e yorkshire, os dois cães participarão de encontros com alunos da Apae ao longo do ano dentro do projeto do grupo de pesquisa Interação Humana Animal (Interha), do curso de Psicologia das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat). “O contato com os animais permite o desenvolvimento de habilidades sociais, intelectuais, motores e ainda se pode desenvolver as questões de cada aluno para poder entendê-lo no contexto das suas potencialidades e oferecer estratégias pedagógicas e experiências para que ele possa expressar o que tem dentro de si”, comenta a coordenadora do Interha, a professora Ceres Faraco.

O projeto ocorre há três anos na Apae, com um encontro de cerca de uma hora por semana, todas as quartas-feiras, durante o período letivo. Em 2014, 18 alunos de três turmas serão beneficiados com o projeto, que envolve a participação de cinco estudantes voluntários da Faccat. “A gente percebe um nítido desenvolvimento durante esse processo. Alunos que tinham dificuldades hoje estão tentando se comunicar, estão mais conectados com o que está acontecendo. Os animais têm contribuído para mudanças significativas. Hoje, este trabalho é vital para a Apae”, destaca a diretora da instituição, Silvia Adriana Gelinger.

Voluntários da comunidade
Os cães são levados aos encontros na Apae de Taquara por seus próprios donos, que são voluntários da comunidade. Para integrar o projeto, ambos passam por um processo de avaliação, que considera bastante a parceria entre os dois e identifica pontos que ainda podem ser aprimorados. “O voluntário se beneficia não só pela experiência, mas sai com conhecimentos para melhorar sua relação com o animal”, ressalta a professora Ceres Faraco. Atualmente, a Apae conta apenas com cachorros, mas gatos também são aceitos para as atividades lúdicas com as crianças. Sempre depois do momento de interação com os bichos, os integrantes do Interha se reúnem para avaliar os resultados do encontro. “Observamos o que pode melhorar em cada aluno e o que já melhorou, além de pensar em novas ações para desenvolver com eles. Também é feita uma avaliação do cachorro, de como ele agiu e de como é a convivência do dono com o animal”, explica a estudante de Psicologia Ana Paula Machado, que faz parte do projeto. O grupo está selecionando mais voluntários com cães e gatos para participar das atividades semanais (às quartas-feiras, das 14 horas às 15h30). Interessados podem fazer contato no câmpus da Faccat, pelo e-mail ceresfaraco@gmail.com ou pelo telefone (51) 9772-8231.
 
Curso sobre tratamento com animais
Em abril, a Universidade Feevale realizou um curso de extensão sobre a utilização de cachorros em tratamentos e terapias em casos de doenças como Alzheimer, depressão e Pessoas com Deficiência (PCD). A atividade ministrada pelo diretor da escola Cão Sentinela, Marcelo Silva dos Santos, e pelo fisioterapeuta André Fabiano Fröhlich, destacou comandos e exercícios para serem feitos com cães. Entre seus benefícios está a estimulação dos processos cognitivos, potencialização da memória e concentração, elevação da autoestima e mais motivação e interesse em processo de reabilitação, sem falar no auxílio para evitar o estresse, isolamento e solidão.

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