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São Leopoldo

Estudantes protestam contra onda de assaltos no entorno de escolas

Pais, aluno e professores da escola Polisinos farão passeata na tarde desta segunda-feira (4)
Foto: Susana Leite/GES-Especial
São Leopoldo - Estudantes estão sendo cada vez mais visados por assaltantes. A ação dos criminosos tem ocorrido com frequência nas imediações das escolas, em que o alvo, na grande maioria das vezes, é o telefone celular. Somente no bairro Santa Teresa, nas imediações da Escola Estadual Amadeo Rossi, a comunidade escolar tem conhecimento de pelo menos sete assaltos a alunos nos últimos dias. O caso preocupa pais e alunos, que resolveram se mobilizar para chamar a atenção para a insegurança.
Os relatos dos estudantes dão conta de que os criminosos agem em qualquer turno, nas ruas que costumam ser o trajeto de estudantes até a escola. Assaltantes usam touca-ninja e andam armados. Conforme contam os estudantes, os assaltantes abordam de carro, às vezes a pé e até de motocicleta.
“Já aconteceu de três alunos que vinham juntos para a escola, foram assaltados e tiveram as mochilas levadas. Os assaltantes sempre querem o celular”, conta a estudante do 3.º ano do ensino médio Jéssica Pereira Dias, 18 anos, presidente do Grêmio Estudantil da Escola Amadeo Rossi, que na manhã de sábado (2) organizou uma manifestação para entregar panfletos na vizinhança, alertando para o risco que correm os estudantes.
A mobilização dos alunos da Amadeo Rossi teve o apoio da escola. Conforme ressalta a diretora, Márcia Matte, o problema da insegurança não é dentro da escola, mas no bairro. “Existe ronda da Patrulha Escolar, inclusive um policial é pai de aluno. Apoiamos a causa porque a escola está inserida na comunidade e esses assaltos têm afetado muito os alunos”, comenta a diretora.

Problema assusta também estudantes da Escola Polisinos 
Além da situação que se verifica no bairro Santa Teresa, alunos do Polisinos, no bairro Rio Branco, reclamam do mesmo problema no entorno da escola. Nesta segunda-feira (4) às 16 horas, alunos, professores e familiares farão uma passeata para chamar a atenção para insegurança. A proposta é sair da escola e seguir pelas ruas, nos pontos onde os estudantes já foram assaltados.
O aluno do 3.º ano noturno da escola, Carlos Alberto de Carvalho Júnior, 18, que já foi vítima de assalto, conta como os criminosos agem. “Grande parte dos que foram assaltados essa semana foi na saída da aula”, conta. Os alvo dos bandidos é principalmente o celular, mas também levam bolsas e mochilas.
Segundo a BM, maioria dos crimes está ligada ao consumo de drogas
A incidência de roubos a pedestres que se verifica não só nas imediações das escolas, mas em outras partes da cidade, já é de conhecimento da polícia. O capitão da Brigada Militar Francisco da Cruz Cauduro, que atua no Batalhão de Polícia Militar (BPM), comenta que embora o policiamento efetue as prisões os crimes seguem acontencendo por estarem atrelados ao consumo de drogas.
“Sabemos que o roubo a pedestre tem sido alto, e sabemos também que isto é uma questão social. A grande maioria desses crimes está intimamente ligada ao consumo de drogas. Qualquer bem de valor, como celulares, é trocado por pedra (crack)”, observa Cauduro.
O policial ressalta que mesmo havendo o policiamento preventivo, por meio das rondas na cidade, em que a Brigada Militar faz as abordagens, ainda não é suficiente para conter a prática desses roubos a pedestres. “Esses assaltantes costumam usar simulacros de armas de fogo, armas brancas como faca de cozinha; então, mesmo que sejam pegos com esses artefatos antes de cometer um crime, eles acabam soltos, pois o fato é registrado como Fato Atípico”, explica. Nesse caso, o fato atípico não se configura num delito que culmine numa prisão em flagrante.
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