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Walter Galvani

Como peixe dentro d'água

"Comecei com a Feira do Livro de Porto Alegre"
Walter GalvaniWalter Galvani é jornalista e escritor
galvaniwalter@gmail.com
É bem assim que eu me sinto. Como um peixe no seu elemento. Na água. Mergulhando, rodopiando, andando para lá e para cá, passeando, numa boa. Ninguém segura um peixe dentro d’água. É assim.
Imagine o caro leitor, como é que a gente se sente, depois de 62 anos de prática! Comecei com a Feira do Livro de Porto Alegre. Era a primeira no Rio Grande do Sul, depois é que vieram as edições de Novo Hamburgo, São Leopoldo, Canoas, e assim as pessoas foram apresentadas, em 1955, à primeira e feliz ideia, aliás copiada do Rio de Janeiro e de Lisboa, e assim, de lá para cá, anos após ano, os livros passaram a povoar a praça da Alfândega, a principal praça da capital do Estado. E tudo começou no dia 16 de novembro de 1955, quando a incipiente Câmara Rio-Grandense do Livro inaugurou para espanto e alegria das pessoas, a primeira Feira do Livro em Porto Alegre, que depois serviu de lição e porto de atracação, sugestão e modelo de comportamento, tanto que foi seguida por várias e importantes cidades do interior gaúcho, depois outras capitais pelo País afora.
Mas foi assim mesmo que tudo começou, em meio à descrença geral e hoje para o aplauso de todos, gaúchos e demais brasileiros sortudos que nos visitam, pelo menos uma vez por ano.
Havia o professor Guilhermino César, o grande porta-voz da primeira experiência, e havia Henrique e José Bertaso da gloriosa Editora e Livraria do Globo, os irmãos livreiros Leopoldo e Nelson Boeck, Augusto da Cunha Carneiro, irmão do jornalista Flávio Carneiro, Ernani Nerva, Edon Poetter e até os lusitanos arraigados aqui, Ruy Diniz Netto e Edgardo Xavier e até o maior candidato a “Pai e Padrinho”, o então político e jornalista Say Marques.
Mas foi destas mãos prodigiosas que nasceu o milagre, a grande feira, pequena naquele início, cinco banquinhas, não mais do que isso, garantiam a Praça da Alfândega para os livros. Como hoje. Não importa quantas inaugurações e hoje a Feira de número 62 está lá com toda a sua força total.
No segundo ano, aliás, de Feira, isso lá em 1956, uma tradicional amiga, em algumas vezes considerada adversária, mas sem dúvida hoje fazendo parte da personalidade inegável, falo da Chuva, se instalou para valer. Veio para ficar.
Amigos leitores, a chuva é benfazeja, quer dizer sempre saúde, benefícios, alegria e a criatividade. E foi isso que aconteceu já na segunda edição da Feira, quando o editor e livreiro Paulo Flávio Ledur já estava lá na diretoria. Hoje nem se pode pensar em Feira do Livro em Porto Alegre, sem uma chuvinha amiga...
Também, marcar um acontecimento desses, a céu aberto em Porto Alegre, para o mês de novembro (ou até mesmo outubro que pega de raspão...) e não querer chuva, aí é demais também...
Ano após ano tem sido assim. E, como se vê, como cada ano é ela mais importante, só pode mesmo desembocar em algo que deu certo e gerou muitos filhotes pelo Estado inteiro e ainda há de gerar mais...
Então com guarda-chuvas, capas, galochas, o que for o caso, a obrigação é mesmo ir à capital e mergulhar no coração da cultura gaúcha e brasileira, internacional, sim e sair com muitos pacotes de livros, dia após dia. Como se faz há 62 anos...

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