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Interativa

Lorenzi e Pinheiro

Leia a crônica de Mauro Blankenheim
Mauro BlankenheimMauro Blankenheim é publicitário
mauro@gpspropaganda.com.br
Talvez seja um assunto muito hamburguense para a vasta gama de leitores do ABC, talvez não. Mas venho liderando uma campanha (simplesmente porque não há liderados) contra o dedo na língua em padarias, mercados, farmácias, lanchonetes, food trucks e comércio em geral, na hora de embalar os alimentos ou cobrar a conta no caixa. Invariavelmente para separar as cédulas que estão empilhadas nas gavetinhas da “registradora”, os profissionais desta área, certamente focados em dar o troco certo, e agindo de forma automática, umedecem os dois dedos que pinçam o dinheiro, na língua, para serem mais eficientes e velozes. Dr. Bactéria engoliria a saliva e se engasgaria ao ver isso acontecer ao vivo com a mesma frequência que eu observo: em 90% dos estabelecimentos que visito.
O mesmo acontece na hora de encartuchar o pão e outros mantimentos. Uma verdadeira nojeira, porém uma instituição nacional. O Pastor R. R. Soares, famoso no País inteiro, usa a molhadeira natural para virar as páginas da Bíblia, e quase se tornou médico no início da vida profissional. Mas aí se compreende, pois estamos tratando de algo espiritual. Silvio Santos brada “Quem quer dinheiro?”, e, ao lançar notas de valores diversos ao auditório, usa o mesmo sistema. Nota-se que é uma bandeira inglória de se levar, porque o dedo na língua, assim como o carnaval e o futebol são patrimônios culturais da nação.
Dois nomes tradicionais de Novo Hamburgo saltam na frente e mediante avançada tecnologia, eliminam a transmissão de micro-organismos através desse contato exageradamente íntimo com os clientes. O Supermercado Lorenzi e a Fruteira Pinheiro como se fizeram conhecer, por seus serviços inestimáveis e até longevos, adotaram aquela pequena esponja circular umedecida em água, encaixada em um estojo plástico para evitar o dedo na língua que Madonna celebrizou, ao induzir o vômito, quando perguntaram a ela o que pensava sobre o ator Kevin Costner. Para a estrela, o politicamente correto ator norte-americano sempre pautou sua carreira por um comportamento demasiadamente previsível e isso não poderia agradar alguém tão dual, que foi definida pelo ex-marido como um saco de ossos e pelo mercado consumidor, como uma musa da inovação. A banca paga e recebe como reza a lenda.
Espero que a inovação e a quebra de paradigmas alcance nosso setor de comércio de alimentos e medicamentos, embora a causa seja muito minha, opinativa e polêmica. Imagino que muita gente não aprecie sair da padaria levando o pão pra casa sem o carimbo-veículo do DNA dos atendentes do balcão.

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