Obras da RS-118 estão há dois anos paradas

Mais um veraneio está chegando e uma das principais rodovias que liga o Vale do Sinos ao litoral norte segue com buracos e sinalização insuficiente


reportagem ADAIR SANTOS
imagens INÉZIO MACHADO
Desvios, buracos e sinalização insuficiente. Mais uma temporada de veraneio está chegando e as obras de duplicação da RS-118 – importante ligação entre o Vale do Sinos e o litoral norte – estão paradas há dois anos. A reportagem do ABC Domingo percorreu a estrada na última quinta-feira (17) e verificou apenas uma máquina e alguns operários trabalhando na abertura de uma rua lateral do viaduto da Avenida Itacolomi – muito pouco em relação aos 11,5 km que ainda faltam duplicar da rodovia, que tem extensão total de 22,4 km.
O responsável pela obra junto à Secretaria Estadual dos Transportes, engenheiro Vicente Britto Pereira, diz que devido à necessidade de realizar novas licitações para a contratação de empreiteiras em dois dos três trechos, os trabalhos só deverão ser retomados a todo vapor no segundo semestre do próximo ano.
Britto revela que também há obras junto ao viaduto da Rondon e que recentemente foram substituídas as placas de sinalização. ‘‘A RS-118 é um caso extraordinário de tentativa de fazer uma duplicação sem projeto’’, pondera. A estrada tem 22,4 quilômetros e liga a BR-116, em Sapucaia do Sul, à BR-290 (free way), em Gravataí. A duplicação começou em 2006, mas somente a partir de 2011 seu ritmo foi intensificado. Desde novembro de 2014, porém, está praticamente paralisada.
Inezio Machado/GES
RS-118
Se a duplicação não está concluída, no trecho de Sapucaia do Sul, o pavimento  que era repleto de buracos recebeu uma camada asfáltica nova, que melhorou a vida de quem precisa usar a estrada diariamente para se deslocar ao trabalho. Entretanto, como ainda não conta com a pintura, os motoristas sequer sabem onde está o meio da pista de rodagem. Neste trecho, porém, é impressionante a quantidade de lixo e entulho depositados às margens da estrada – o recolhimento, conforme a Secretaria Estadual dos Transportes, é de responsabilidade dos municípios.
Mais adiante, há quilômetros e quilômetros de trechos duplicados que não estão interligados. Ou seja: a pista permanece com mão dupla. Há buracos e rachaduras inclusive nos trechos duplicados recentemente. Já próximo à free way, em Gravataí, há rachaduras e ondulações que atravessam toda pista de rodagem. O responsável junto à pasta revela que as placas de concreto que ainda compõem a pista original serão quebradas e substituídas por asfalto. ‘‘Será um projeto todo novo, com uma construtora internacional, em uma metodologia nunca usada por aqui’’, adianta Britto.