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Niyama
Blog Niyama

Use a respiração como medidor de emoções

Consciência respiratória ajuda a lidar com a raiva, a ansiedade e a tristeza
Depois de um fim de ano agitado e um mês de férias, estou de volta e tentando focar em um aspecto importantíssimo do meu dia-a-dia que acabo "esquecendo" com frequência: respirar. Não é engraçado como exalar e inalar para oxigenar nossos pulmões e administrar nosso fluxo de energia são coisas que fazemos durante toda a nossa vida, desde que nascemos, mas quase nunca prestamos atenção nisso?
Emoções negativas têm um efeito direto no modo como respiramos. Em um texto para o site Yoga International, o psicólogo, presidente e diretor espiritual do Instituto Himalaia, Rolf Sovik, afirma que é possível utilizar a respiração como um ponto de referência para nos darmos conta dos nossos sentimentos.
Respirar
Consciência respiratória
Segundo Rolf, formado em filosofia, música, estudos orientais e psicologia clínica, a dor das emoções é tão real quanto a dor física, mas lidar com ela costuma ser bem mais difícil. E algumas emoções deixam turva a nossa visão. Em períodos de ansiedade, por exemplo, pode ser difícil saber pelo que estamos ansiosos. A raiva, normalmente, tem mais a ver com nos defender do que nos focarmos na origem da fúria, e a tristeza por uma relação perdida, por exemplo, pode facilmente ser confundida com amargura ou necessidade de um novo parceiro ou parceira.
Precisamos aprender a nos observar com mais clareza. O problema é que fica difícil fazer isso quando reagimos defensivamente. Segundo Rolf, as duas maneiras mais comuns de lidar com isso - reprimir ou jogar pra fora - trazem apenas alívio temporário.
As emoções negativas podem ser dolorosas, mas são, também, uma oportunidade para examinar áreas da nossa mente e das nossas vidas que costumamos evitar. Evitamos a dor a todo custo (a ponto de enganarmos a nós mesmos, às vezes). Quando ela vem, pode chegar acompanhada de um desespero por não saber o que fazer. Perdemos o chão, a perspectiva.
Por isso, para aprendermos a olhar para as nossas emoções, o yoga sugere a respiração. Ao nos darmos conta de como estamos respirando, podemos reduzir nossas defesas e observar as verdadeiras fontes da dor emocional.
"Calma, respire fundo e conte até dez!"
Lembra da última vez em que ficou com raiva, assustado ou sobrecarregado? Sua respiração mudou. Segundo o yoga, a respiração afeta a energia do corpo e, através da consciência da exalação e da inalação, podemos influenciar nossas reações emocionais. Para ter consciência da respiração, é preciso praticar diariamente.
Quando estamos relaxados, a respiração flui com facilidade e o ar parece inesgotável. Quando estamos estressados, ela fica curta e rápida, sentimos a necessidade de respirar mais intensamente para que os pulmões deem conta - até precisamos bocejar, às vezes, para que mais ar entre no peito.
MeditaçãoPara praticar a consciência respiratória, faça o seguinte exercício:
- Sente-se ou deite de costas;
- Relaxe o abdomen, as costas e os lados das suas costela. Sinta a exalação e a inalação e experiencie a sensação de limpar e nutrir que vem com cada respiração;
- Reconheça que nenhuma respiração precisa ser perfeita - outra logo dá seguimento à anterior para corrigir qualquer sensação de falta de ar;
- Deixe sua respiração se tornar profunda e suave, fluindo sem pausas;
- Observe que, uma vez que sua respiração esteja suave e ininterrupta, não pode ser facilmente perturbada;
- A pressão de pensamentos e emoções na respiração acaba ficando reduzida;
- Sinta a fluidez do tempo. Se concentrando na respiração, você está no presente, não correndo atrás das horas ou se adiantando a elas;
- Perceba que, quando dá atenção à respiração, você assume uma postura mais quieta e observadora - você se torna um observador interno;
- Continue a observar sua respiração por um período entre 5 a 10 minutos, percebendo-a como se seu corpo inteiro respirasse.
Na hora H
Sol
Respirar em meio a uma reação emocional é radicalmente diferente do que durante períodos ou exercícios de consciência respiratória. Com uma prática diária, contudo, você vai descobrir que isso lhe dá a oportunidade de restaurar um estilo respiratório mais normal. Isso reduz os sentimentos de defesa que acompanham padrões de respiração distorcidos, e aquietam o impulso de descarregar ou suprimir uma emoção negativa sem considerar as consequências.
Confira algumas estratégias sugeridas por Rolf para lidar com três fontes comuns de estresse emocional: raiva, ansiedade e tristeza:
Raiva
Trate a raiva com cuidado. Normalmente, é um sinal de dor ou necessidade, mas também pode ser simplesmente um jeito conveniente de fazer você conseguir o que quer. Você pode ser um reator que se aborrece rapidamente, ou um reator frio, cuja raiva raramente atinge um ponto de ruptura. Sua raiva pode se manifestar como impaciência ou explodir, mas seja lá que forma tome, não é efetivo e suga muita energia.
O yoga oferece uma técnica que pode ajudar a administrar a explosão da raiva e dar tempo para processar a situação sem perder o controle. O método é sentir a respiração passando pelas narinas. Experimente agora! Sinta a inspiração e a exalação passando pelas suas narinas por um ou dois minutos e você vai começar a sentir um processo de centramento dentro de você. Quando está com raiva, se concentrar assim lhe dá tempo para ganhar uma perspectiva mais clara sobre a situação em volta de você. Então aprenda a mudar sua atenção para a respiração nas narinas quando sua raiva começa a aumentar. Ajuda a analisar a fonte da perturbação, ver os prós e os contras de liberar sua raiva e ganhar distância suficiente para escolher uma reação apropriada.
Ansiedade
A ansiedade está ligada ao futuro: ficamos ansiosos porque percebemos ou achamos que há perigo à frente. Quando a ansiedade se torna insuportável, leva a um sentimento de impotência. O que podemos fazer quando nos sentimos nervosos por causa da ansiedade?
Uma boa estratégia é mudar a atenção para a consciência respiratória o mais rápido possível - isso vai começar a acalmar sua agitação e a sensação de que você perdeu o controle. Se possível, sente ou deite e observe sua respiração de seis a oito vezes por dia. Tire cinco minutos na sua cadeira para fechar os olhos e observar a respiração. Caminhe pela quadra observando-a. Deixe que as sensações de exalar e inalar mantenham você relaxado e no presente para que possa pensar e agir clara e decisivamente.
Tristeza e depressão
A tristeza é a sensação de perda; depressão é o desligamento de respostas emocionais quando a perda parece esmagadora. Em qualquer um dos casos, a aparência de inatividade e inércia que, frequentemente, caracterizam estes dois estados é enganosa - a mente está ativa, passando por situações e situações e situações para tentar aceitá-las. Isso afeta a respiração criando pequenas pausas - momentos em que estamos perdidos nos pensamentos, momentos durante os quais a energia que precisamos tanto para nos sentirmos completos é sutilmente quebrada.
Você vai se sentir melhor se usar a consciência respiratória para manter um fluxo constante de respiração. Pratique com frequência. Deixe suspiros ou respirações profundas e pesadas alertarem você para o fato de que sua respiração foi interrompida. Não lute consigo mesmo. Encoraje a respiração a fluir sem pausas para que possa deixar sair a fadiga e a tristeza, recuperando sua energia.
A ideia é praticar a consciência respiratória todos os dias para que possamos criar uma rotina diária em que possamos confiar para nos equilibrarmos mais quando eventos perturbadores acontecem. Pratique dez minutos de respiração relaxada uma ou duas vezes por dia e use as dicas acima para tentar lidar com as situações que você encontra! 
Respiremos.
Namaste! _/\_

Niyama

por Raquel Reckziegel
raquel.reckziegel@gruposinos.com.br

Mente. Energia vital. Autoconhecimento. Respeito ao corpo, aos próprios limites e ao mundo em que vivemos. A prática do yoga vai muito (mas muito mesmo!) além de meia dúzia de posturas de alongamento. O blog Niyama* surgiu justamente para apresentar um pouco desta fascinante filosofia de vida que se concentra não somente no corpo, mas em aquietar as flutuações da mente, curtir o presente e descobrir uma forma diferente de encarar a vida. Raquel Reckziegel é jornalista, trabalha na redação online dos sites do Grupo Sinos e pratica yoga há quase dois anos. (*Niyama é uma espécie de "código de conduta" que permite ao praticante olhar para dentro de si seguindo cinco conceitos: pureza, ou saucha; contentamento, ou santosha; austeridade, ou tapas; auto-estudo, ou svadhyaya; e devoção (ishvara-pranidhana).

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