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Alerta

Tratamento da meningite exige atendimento imediato; veja os sintomas da doença

Ante qualquer suspeita, o paciente deve procurar o médico

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) diz que não há surto de meningite no Rio Grande do Sul neste início de ano, mas casos isolados da doença têm sido registrados. Isso é suficiente para alertar sobre a importância de ser ágil na busca de atendimento médico, quando os sintomas surgem.

No início deste mês, as queixas de dores na cabeça e a febre alta do falante Henrique da Silveira Borges, 4 anos, chamaram atenção da sua mãe, a técnica em enfermagem, Patrícia Crasiela da Silveira Borges, 35 anos. Ela e seu marido, o empresário Márcio Borges, 37, não pensaram duas vezes em levar o filho para o hospital. A agilidade foi essencial, pois foi na madrugada de 10 de fevereiro que o casal de Campo Bom recebeu a notícia de que Henrique estava com meningite. Ao todo, o menino ficou hospitalizado durante dez dias em Novo Hamburgo.

No período que acompanharam o filho, o casal conta que outras duas crianças estavam hospitalizadas e ouviram da médica que neste início do ano já havia acompanhado diversos casos de meningite.

Conforme a SES, assim como no Brasil, no Rio Grande do Sul a meningite é considerada doença endêmica, pois são observados casos em todos os períodos do ano. Em 2015, foi registrado um surto em um bairro do município de Cachoeirinha e as medidas de controle foram realizadas. Desde então, segundo a Secretaria de Saúde, não houve mais registros de surto no Estado e nem se tem observado o aumento de casos da doença nos últimos anos.

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Diagnóstico

"A agilidade em avaliar e atender a criança é muito importante. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, mais cedo será iniciado o tratamento. Isso é fundamental para aumentarmos as chances de sucesso na resposta ao tratamento e na recuperação da criança", diz o membro do Comitê de Infectologia e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Juarez Cunha.

Conforme ele, a doença pode ocorrer em qualquer época do ano, mas no inverno com ambientes mais fechados podem aumentar a incidência. "Qualquer pessoa pode contrair a doença, mas em geral as crianças são consideradas o grupo de maior risco", diz.

Vacinação é fundamental

A Secretaria Estadual de Saúde informa que a vacinação é considerada a forma mais eficaz na prevenção da doença. Entre as vacinas disponíveis no mercado, a vacina conjugada contra o meningococo do sorogrupo C está indicada pelo Calendário Básico de Vacinação da Criança do Programa Nacional de Imunização (PNI/MS), estando disponível na rede pública. A imunização consiste de duas doses, aos três e cinco meses de vida, e o reforço entre 1 ano e 1 ano e três meses de idade.

A partir deste ano, o Ministério da Saúde passa a disponibilizar a vacina para adolescentes de 12 a 13 anos. Estão disponíveis outras duas vacinas que também protegem contra meningites bacterianas: a vacina contra a bactéria Haemophilus influenzae e a conjugada 10-valente.

Ante qualquer suspeita de meningite, o paciente deve procurar atendimento médico. Após a avaliação e análise preliminar de amostras clínicas do paciente, ele ficará internado e receberá tratamento de acordo com o agente causador. No caso de meningite bacteriana, o tratamento será realizado com antibióticos específicos.

Atendimento faz a diferença

Susi Mello/GES-Especial
A mãe do pequeno Henrique, Patrícia Crasiela da Silveira Borges, disse que nunca imaginou que filho, que tem todas as vacinas em dia, pudesse ter a doença

A mãe de Henrique da Silveira Borges, 4 anos, a técnica em enfermagem, Patrícia Crasiela da Silveira Borges, 35 anos, disse que os sintomas no filho surgiram repentinamente. Durante o dia, ele andou de bicicleta, brincou com carrinhos e ainda tomou chimarrão. Na noite, ele se queixou de dores na cabeça e de frio. "Eu comecei a monitorá-lo, dei remédios para baixar a febre, mas nada adiantava e, por isso, corremos para o hospital", comenta.

A pediatra pediu tomografia computadorizada do crânio, exame de sangue e punção lombar, que resultaram em meningite bacteriana. "O atendimento e cuidados da equipe fizeram toda a diferença", elogia o pai de Henrique, o empresário Márcio Borges, 37. 

"Os primeiros cinco dias ele estava abatido, mas depois deu tudo certo", acrescentou o empresário, que fotografou o filho sob uma barraquinha improvisada no quarto do hospital, onde brincava com seus bonecos de estimação. 

A situação deixou uma lição para a família, que continua dando toda a atenção ao menino. "Se uma criança tiver febre e dor de cabeça não é normal. Nunca imaginamos que ele, com todas suas vacinas em dia, teria essa doença", acrescenta Patrícia.

Sintomas podem confundir

Arquivo pessoal/
O filho da Andréia Stein Deberofski, Lucas, contraiu a doença e ficou uma semana hospitalizado
Em junho do ano passado, Lucas Stein Deberofski, 2 anos, contraiu a doença e ficou uma semana hospitalizado. Passados oito meses, sua mãe, a analista contábil, Andréia Stein Deberofski, 39 anos, só tem a comemorar. A meningite viral, que recebeu o mesmo tratamento da bacteriana, não deixou sequelas. Depois do tratamento de uma semana, onde ficou em quarto isolado em hospital, o menino se recuperou. "Quando ele voltou para casa, tudo ficou normal", comentou nesta semana.

Ela ressalta que é importante os pais ficarem sempre atentos aos filhos. "É uma doença que afeta especialmente crianças e muitos dos sintomas podem ser confundidos com outras doenças. Entre o ser normal ou não, o melhor é logo procurar um médico", ressalta Andréia, que levou o filho ao hospital sem febre, mas muito decaído. "Parecia um resfriado ou uma virose, mas quando os exames foram feitos, constatou-se a doença", relembra a mãe.


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