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Tecnologia
Tecnologia alimentícia

Os bizarros aparelhos para detectar carne podre

Em época de Operação Carne Fraca, confira aparelhos que buscavam farejar eletronicamente alimentos decompostos

Depois da operação Carne Fraca na semana passada, que investiga possíveis irregularidades na distribuição e fiscalização de carnes, muitos ficaram preocupados com a qualidade dos alimentos de origem animal que estão consumindo. Especialistas apontam uma série de dicas com as quais a maioria dos consumidores já está acostumada, desde observar a coloração da carne até a consistência. Um conselho recorrente, também, é prestar atenção no odor.

Claro que no caso das fraudes na distribuição, o odor era mascarado por produtos químicos. Porém, vale aproveitar para lembrar tecnologias e produtos dos últimos anos que, justamente, buscavam ajudar a detectar carnes estragadas pelo cheiro.

O princípio científico faz sentido. Gases e umidade são os componentes dos aromas que o olfato capta, e estes são fatores que teoricamente poderiam ser medidos. Alguns aparelhos e dispositivos tentavam atuar por aí.

Divulgação/
O Food Sniffer, aparelho para detectar odor de carne decomposta que entrou em venda nos Estados Unidos em 2015, a 129 dólares
Um produto curioso, que inclusive entrou em venda nos Estados Unidos em 2015, é o Food Sniffer. O aparelho, que é anunciado como dotado de tecnologia suíça, era vendido a 129 dólares. Semelhante a um pequeno aspirador de pó, consiste em um detector que "fareja" a carne e depois passa os dados a um smartphone ou tablet.

Resenhas feitas com o Food Sniffer por sites especializados em gadgets apontaram que ele até funcionava, mas em uma utilidade muito restrita. O aparelho só funcionava em carnes cruas. Além disso, tinha regulagens apenas para carne de gado, frango e peixe. A bateria não durava muito, e alguns usuários opinaram que o que ele fazia, basicamente, era o mesmo que uma pessoa faria com o próprio nariz.

O Food Sniffer também tinha um comercial muito curioso, meio malicioso e cheio de duplos sentidos, com direito a apresentadora fazendo comentários insinuantes e um assistente de auditório simulando carícias para pedaços de carne. Assista abaixo, mas só se você já jantou.

Divulgação/MIT
Tim Swager, do MIT, mostra chip detector de odores que pode ser configurado para encontrar explosivos e também alimentos em decomposição. Ele usa circuitos de nanotubos de carbono e etiquetas RFID, que passam dados para um sensor sem necessitar de bateria
Tem pesquisas mais confiáveis que ainda não foram transformadas em produtos. O pesquisador e professor Timothy Manning, no Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), criou um chip que pode ser configurado para detectar o odor de carne em decomposição ou de frutas podres. O protótipo foi criado por encomenda do Exército dos EUA, para detectar explosivos. Mas a tecnologia pode ser usada, defende o autor, para aumentar a segurança alimentícia. Ele defende que os chips, que podem ser produzidos em massa, sejam incluídos em engradados e caminhões de carga. Com isso, emitiriam alertas automaticamente quando a qualidade do produto estivesse comprometida.


Tecnologia

por André Moraes
andre.moraes@gruposinos.com.br

André Moraes é editor de Tecnologia do Jornal NH. Sua experiência profissional inclui o jornalismo de divulgação científica, publicações técnicas e reportagem de tecnologia.

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