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Judiciário

Cármen Lúcia anuncia que deve voltar a dar aulas em 2018

Ela defendeu reformas nos currículos dos cursos e lamentou que muitos profissionais se formam aprendendo a recorrer, mas não a conciliar

José Cruz/Agência Brasil
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, deseja acumular suas funções na Corte com o exercício do magistério no próximo ano. A declaração foi feita nesta segunda-feira (20) durante uma palestra na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), instituição na qual ela é professora licenciada do curso de direito.

Desempenhar atividades de docência durante o exercício de mandato no STF não seria uma novidade. O ex-ministro Teori Zavascki, por exemplo, nunca se afastou da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) enquanto era membro do Tribunal. Ele manteve participações em bancas de mestrado e doutorado e fazia palestras. "A PUC Minas é o lugar onde mais estive da década de 1970 até maio de 2006. Preciso da faculdade para recuperar minha alma", disse a presidente do STF.

A palestra O Papel do STF na Consolidação da Democracia foi feita durante aula inaugural do semestre do curso de direito da PUC Minas. Na chegada à instituição, Cármen Lúcia foi recepcionada por manifestantes com faixas questionando a atuação do STF no processo do impeachment de Dilma Rousseff. No início de sua palestra, ela comentou o episódio e disse que a manifestação é um direito e faz parte da democracia.

A ministra falou ainda sobre a morosidade do Judiciário e destacou que atualmente 16 mil juízes precisam dar conta de 80 milhões de ações. Ela defendeu reformas nos currículos dos cursos e lamentou que muitos profissionais se formam aprendendo a recorrer, mas não a conciliar.


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