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Educação

Medicina na Unisinos apenas no segundo semestre

Previsto para março, início das atividades na Unisinos foi adiado para agosto, segundo universidade

Equipamentos e laboratórios: segundo Nêmora, Unisinos já investiu R$ 10 milhões

A estrutura foi ampliada e reformada. Os laboratórios estão prontos. Novos professores integraram o corpo docente. Depois de quatro anos de planejamento para o curso de Medicina, a Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos) aguardava apenas a homologação por parte do Ministério da Educação (MEC) para receber os alunos já no primeiro semestre de 2017. Mas a comunidade precisará de um pouco mais de paciência: atrasos nos procedimentos internos da equipe do ministério forçaram a universidade a adiar o início das atividades do curso para agosto.

Assinado em outubro do ano passado, o termo de compromisso previa o início das aulas para o primeiro semestre, mas colocava o pressuposto das visitas da equipe do ministério, que precisa conferir os últimos detalhes do edital antes de homologar o curso e permitir a seleção dos candidatos. Só que o MEC não conseguiu se organizar a tempo. “Eles nos chamaram há duas semanas e explicaram que iriam publicar uma portaria para as vistorias. Mas eu perguntei objetivamente se a gente conseguiria começar nesse semestre, e eles disseram que não”, revela Nêmora Barcellos, coordenadora do curso de Medicina da Unisinos.

Unisinos já contratou novos profissionais

O imbróglio não é exclusivo da Unisinos. Os outros 36 cursos autorizados pelo MEC também dependem da vistoria do ministério para homologação, e devem adiar o início das aulas. Na região, a Feevale, em Novo Hamburgo, vive situação semelhante à Unisinos.

Na comparação com as outras universidades, Nêmora conta que a Medicina da Unisinos está em estágio avançado, pois o curso é planejado há anos. “A Unisinos estava preparada para começar em março. Contratamos professores por um número pequeno de horas, e agora vamos aproveitar essa oportunidade para que eles façam todo o detalhamento das atividades. Eles também estarão envolvidos na capacitação docente, para qualificar ainda mais o curso no momento em que ele começar”, afirma.

O investimento recente em equipamentos, laboratórios e estrutura em geral ultrapassa os R$ 10 milhões. “A universidade se planejou e reformou todos os laboratórios do curso”, explica Nêmora, salientando que o processo de qualificação não ficará restrito à Medicina. “Os laboratórios são compartilhados por todos os cursos da área de saúde. É uma questão de justiça e também de utilizar ao máximo a estrutura, otimizar espaços”, reforça. Dos 20 laboratórios do curso, 18 já estão prontos. As aulas do curso de Medicina transcorrerão no câmpus São Leopoldo, pela manhã e à tarde, a partir de agosto. O ingresso ocorrerá exclusivamente por meio dos resultados obtidos no Enem dos anos de 2014, 2015 e 2016. O MEC autorizou a abertura de 65 vagas para a universidade.

Rede de saúde da região será utilizada

A boa notícia para a comunidade é a confirmação de que a rede de saúde da região será utilizada pelos alunos do curso. “Temos parceria com três municípios para as práticas do curso: Sapiranga, Estância Velha e São Leopoldo”, conta Nêmora. Com as adaptações progressivas previstas no edital, o Hospital Centenário será o hospital escola do curso.

A ordem é se integrar à comunidade e qualificar a rede de saúde do Município, já que a submissão inicial partiu da cidade, e a Unisinos se integrou oficialmente depois. “O nosso campo são os municípios. São as unidades básicas de saúde, os centros de especialidades, as UPAS e o Hospital Centenário”, afirma Nêmora. A coordenadora explica que os alunos serão inseridos no campo desde os primeiros semestres, e demonstra otimismo com os efeitos da implementação do curso: “Eu não tenho dúvidas de que vai qualificar o sistema como um todo. O curso de Medicina leva a academia para a rede de saúde dos municípios”.

Nêmora também cita o bom relacionamento com o poder público. Mesmo com a transição de governo na Prefeitura, que poderia fragilizar a parceria, a relação se manteve sólida. “Tanto o governo atual como o anterior são parceiros. Temos uma articulação excelente. Esperamos que realmente continue assim pelo resto da vida, porque é um casamento que não vai poder se dissolver nunca”, observa.


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