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Bom sinal

Economia: comércio esboça reação nas vendas

Ainda tímido, crescimento anima os lojistas da região

Diego da Rosa/GES
Consumidor analisa preços e adquire produto que realmente precisa

A crise econômica cobra seu preço. Afetado pela maior recessão da história do País, o consumo das famílias brasileiras cai há oito trimestres consecutivos, segundo números do IBGE. Alarmada com os efeitos do encolhimento da economia, verificado desde 2015, a população reduz os gastos e diminui a lista de compras. Mas o cenário econômico parece estar mudando. É isso que indica uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS). De acordo com a análise da entidade, as vendas do varejo gaúcho cresceram entre 1,5% e 3% na comparação com janeiro e fevereiro de 2016.

Cenário

O número é tímido, mas pode indicar uma reação da economia em 2017, segundo projeção do presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch: “Ainda estamos longe de um cenário que gostaríamos de observar, ou seja, de plena recuperação do poder de compra dos gaúchos, mas é um primeiro passo positivo se lembramos dos dois últimos anos de quase total recessão.” Na região, os números são analisados com ressalvas. Embora alguns lojistas admitam o crescimento, ainda há insegurança em relação ao comportamento dos consumidores. “Estamos sentindo um pouco de melhora da autoestima. A expectativa é boa, até porque a inadimplência vem caindo”, confirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Leopoldo (CDL-SL), Olinto Menegon.

Lojistas não têm opinião unânime

Entre os lojistas de São Leopoldo, o otimismo existe, mas não é unânime. Gerente de uma loja de vestuário localizada na Rua Independência, Jorge Galvão conta que o volume de vendas de março já representa um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado. “Como a nossa rede consegue comprar em grande quantidade, as peças ficam com um preço bastante justo para o consumidor. Nessa época de crise, o pessoal aproveita”, revela.

Mas essa diferença não é percebida pelo gerente de uma loja de eletrodomésticos, localizada a alguns metros. “Nós percebemos um incremento muito tímido das vendas, que não chega a superar a inflação do período, por isso não é um crescimento real”, explica o gerente Joceli Sbeghen.

Na mesma quadra, o gerente de uma loja de uma loja de calçados corrobora o crescimento pouco expressivo, e aponta que os comerciantes diminuíram as expectativas em relação às vendas. “Hoje em dia, os lojistas estão aceitando empatar em vendas com o ano anterior. Há dez anos, isso seria uma tragédia para o comércio, mas hoje o pessoal comemora”, compara Max Müller.

Consumidor prioriza gastos no que precisa

Hesitantes, inseguros, ponderados e racionais. É assim que os lojistas descrevem – desta vez com unanimidade – os consumidores que circulam pelas ruas de São Leopoldo nos últimos meses. “A gente percebe que o cliente está hesitando bastante. O pessoal só compra quando realmente precisa. Há muita insegurança no ar”, analisa o gerente da loja de calçados, Max Müller.

De acordo com o IBGE, a retração no consumo das famílias é influenciada pela recessão econômica e pelo desemprego. Em uma loja de eletrodomésticos, a percepção do gerente Fabio Miranda é de que o consumidor se tornou mais seletivo nos últimos meses.

Contas inativas para quitar as dívidas

O saque das contas inativas do FGTS, autorizado pelo Governo desde o início do mês, deve injetar cerca de R$ 1,5 bilhão no varejo do estado, segundo projeção da FCDL-RS. Até o momento, porém, os lojistas não perceberam um movimento de crescimento no consumo devido aos saques, mas sim de pagamento de dívidas.

“As pessoas deixaram seus débitos em dia, adiantaram prestações, mas melhora no consumo diretamente nós não percebemos”, avalia Joceli Sbeghen, gerente de uma loja de eletrodomésticos. “Esperamos que a quitação do débito possa gerar abertura do crédito, imediato ou futuro, para que o consumo seja aquecido”, finaliza.


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