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Emoções

Na dose certa, raiva pode favorecer relações; veja entrevista com psicóloga

Livro aborda o sentimento e ajuda leitores a entender, aceitar, validar, discriminar e quantificar quando ele surge em suas vidas

Reprodução/
Livro A Onda da RaivaENTITY_apos_ENTITY aborda a ideia de que as emoções passam por nós da mesma forma que as ondas
A raiva é um sentimento que aparece nas pessoas e virou tema central do livro ‘A Onda da Raiva’, escrito para ajudar leitores a entender, aceitar, validar, discriminar e quantificar quando ela surge em suas vidas e também a pensar que existem formas adequadas e inadequadas de externar esse sentimento. Assim como qualquer outra emoção, faz parte do “kit básico emocional” das pessoas.

Na dose certa, ela favorece as relações dando limite aos outros. Na dose baixa, traz passividade. Já na dose excessiva, pode trazer agressividade. E, dessa forma, a partir do momento em que a criança ou mesmo o adulto compreende isso, fica muito mais fácil manejá-la.

O livro, escrito pelas psicólogas Marina Gusmão Caminha, que fala sobre o tema com mais profundidade nessa entrevista, Carmem Beatriz Neufels e Aline Henriques Reis, e publicado pela Sinopsys Editora, aborda a ideia de que as emoções passam por nós da mesma forma que as ondas - uma metáfora utilizada no protocolo do TRI (Trabalho de Reciclagem Infantil).

Viver - Por que as pessoas sentem raiva?

Marina - Sentimos raiva porque todos seres vivos nascem com a capacidade de sentir emoções. A raiva existe por uma questão de preservação e proteção. Ela é necessária como uma espécie de proteção, ou seja, para darmos limites ou mesmo para expressarmos que nos sentimos injustiçados, agredidos ou desrespeitados. A raiva é um disparo biológico.

Viver - Quando a raiva ocorre?

Marina - Quando situações, atreladas às nossas interpretações ocorrem, desencadeando esse sentimento. Em nossas intervenções, a Terapia de Reciclagem Infantil (TRI) e o Trabalho de Reciclagem Infantil – Preventivo (TRI-P) ensinamos às crianças que as emoções são como ondas. Elas vêm, mas passam. Elas aparecem como qualquer emoção, mas normalmente quando nos confrontamos com aquilo que entendemos ser desrespeitoso ou ofensivo.

Viver - Há diferença na raiva de adulto e de criança?

Marina - O que difere de pessoa para pessoa é a frequência, a intensidade e a expressão da emoção. Questões culturais podem influenciar. A idade é um aspecto que interfere na expressão das emoções. Pensemos num bebê fazendo birra ou tendo um ataque de raiva. Ainda não existe um equipamento neurológico maduro o suficiente, capaz de expressar uma insatisfação ou frustração de forma organizada e assertiva. Assim a criança chora, grita, se joga no chão, pois é a forma de expressar sua emoção. Se pensarmos num adulto lidando com frustrações e tendo um disparo de raiva, não podemos esperar a mesma reação, pois já possui sofisticação neurológica e um repertório comportamental mais amplo na hora de expressar-se.

Viver - Quais os malefícios da raiva?

Marina - Uma pessoa que vive ativada nessa emoção pode estar desregulada emocionalmente, o que acarreta em prejuízos individuais e sociais. Como o físico e o psicológico andam juntos, isso vulnerabiliza e predispõe a pessoa ao adoecimento.

Viver - Em algum momento ela pode se tornar benéfica?

Marina - Sim. Precisamos de uma dose de raiva para nos proteger. Ela ajuda a dar limites aos outros, a ter força para combater quem nos faz mal e até para enfrentar obstáculos.

Viver - Podemos controlar a raiva? 

Marina - Nenhuma emoção é controlada. O que podemos controlar é o que fazemos com aquilo que sentimos.

Viver - As pessoas devem temer ou esconder a raiva? 

Marina - Se entendermos melhor sua função não há por que temer ou esconder. Melhor é aprender como mostrar de forma assertiva e sem prejudicar o outro ou a si próprio.


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