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Investigação

Palocci nega que pediu doações para Odebrecht em troca de benefícios à empresa

Em depoimento a Moro, ex-ministro admite que empresas ofereciam contrapartida

Agência Brasil
Antonio Palocci
Ao ser interrogado pelo juiz Sérgio Moro, na manhã desta quinta-feira (20), o ex-ministro Antonio Palocci afirmou que nunca pediu nem recebeu doações partidárias da Odebrecht como contrapartida por projetos que a empresa tinha com o governo federal. O ex-ministro também negou que tenha feito pagamentos aos marqueteiros João Santana e Mônica Moura no exterior.

O ex-ministro admitiu, porém, que havia episódios em que as empresas procuravam políticos prometendo doações caso seus interesses fossem atendidos. Ele cita como exemplo a votação da medida provisória 460, de 2009, que previa mudanças na cobrança de tributos para incorporadoras. "Não preciso dizer o quanto se falava no Congresso sobre contrapartidas para a MP 460. Era uma coisa... Aconteceu intensamente, mas jamais recebi ou ofereci da Odebrecht qualquer contrapartida", afirmou Palocci.

Ao longo do depoimento, Palocci se lembrou de uma visita que recebeu do então presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, a quem descreveu como "insistente" ao defender seus interesses econômicos. Segundo a versão do ex-ministro, Marcelo teria dito que foi procurado por um petista, que pedira uma doação como contrapartida pela liberação de um projeto de submarino que era de interesse da Odebrecht.

"Ele (Marcelo) me pediu para ajudar a tirar esse assunto da mesa. Faço isso porque sou absolutamente contra qualquer vinculação a projeto", disse Palocci. "Eles jamais me pediram uma contrapartida e jamais dei margem que eles pensassem que era possível".

Moro quis saber que petista havia feito o pedido a Marcelo. Palocci respondeu que não saberia indicar um nome, mas que, na época, a única pessoa que solicitava doações em nome do partido era o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Palocci disse ainda que nunca atuou em favor da empresa para que fosse facilitada a liberação de créditos no BNDES.

"Jamais fui ao BNDES buscar linha de crédito para qualquer empresa, não digo só a Odebrecht". A exceção, segundo o ex-ministro, só deu em casos de empresas que estavam ameaçadas de falência. "Aí, sim, discutíamos com as empresas e o BNDES a possibilidade de salvamento. Essa nunca foi a situação da Odebrecht."

Entenda o caso

Em 2015, a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar Antônio Palocci pelo recebimento de 2 milhões de reais para campanha de Dilma Rousseff do ano de 2010. A medida foi tomada por ordem de Moro. Em março do ano pasado, o ex-senador Delcídio do Amaral acusou em delação premiada os ex-ministros Antonio Palocci, Erenice Guerra, e Silas Rondeau, de envolvimento num esquema de 45 milhões de reais.

Em abril de 2016, Monica Moura, mulher do publicitário João Santana disse em depoimento a procuradores federais de Brasília que o ex-ministro da Casa Civil e o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto teriam desempenhado o mesmo papel nas últimas campanhas presidenciais. Os dois teriam indicado a ela executivos de empresas para contribuir em dinheiro. De acordo com a Monica, são recursos que não passaram por contas oficiais do PT, sem serem declarados à Justiça Eleitoral.

Palocci foi preso em setembro de 2016 a pedido de Moro na 35ª fase da Lava Jato, batizada de "Omertà".


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