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São Leopoldo

Sem troco para parquímetro, motoristas recorrem ao comércio para conseguir moedas

Porém, de acordo com lojistas, faltam moedas nos bancos e no mercado

Diego da Rosa/GES
Equipamentos: dificuldade a mais para os motoristas
Não é falta de vontade, é que a moeda está em falta no mercado. E de todos os valores, principalmente de R$ 0,05, R$ 0,10 e R$ 0,25. Essas são as afirmações feitas pelos empresários e comerciantes da área central da cidade, que não conseguem atender a demanda de pessoas que chegam nos endereços, diariamente, em busca de trocar notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10 ou mais valor, para pagar o estacionamento rotativo que há no entorno. Tamanha a demanda que comerciantes optaram por colocar cartazes nas portas de entrada de que não são feitas trocas para pagamento de parquímetros.

 A medida foi tomada pelo sócio-gerente de uma cafeteria na Avenida João Corrêa, Everton Oliveira, devido ao número de motoristas que chegavam em busca de moedas. “Há casos de pessoas que chegam até aqui e pegam alguma coisa, de pequeno valor, apenas para conseguir as moedas”, salienta. Devido à demanda, muitas vezes o empresário precisa dar até desconto nos produtos porque não há moeda.

Comunidade se queixa

 A falta de moedas não é uma justificativa aceitável para o motorista Gilberto Gonçalves, 37 anos. Ele disse que na semana passada caminhou mais de duas quadras na Rua Independência e não localizou nenhum monitor. “Estava sem moeda no bolso. Deixei o carro estacionado e fui em uma loja tentar trocar, não consegui. Quando voltei tinha uma multa no parabrisa”, lamenta. A mesma queixa é a da auxiliar administrativo Vanessa Meirelles, 29 anos. Ela já ouviu de um profissional da empresa que a responsabilidade do pagamento era dela.

Cartaz 

De acordo com a sócia-gerente da mesma empresa, Patrícia Bonilha, a maioria chega com notas de valores grandes, como R$ 20 e R$ 50. “Temos pouco troco, não é má vontade. Há dias que não conseguimos atender toda a demanda”, pondera. Oliveira lembra conta que pediu para que o cartaz fosse colocado depois que cinco pessoas entraram no café para solicitar a troca do dinheiro para pagamento do parquímetro. “Nós dizemos que não temos e as pessoas não gostam, optamos por avisar. Realmente, está muito escassa a quantidade de moeda no comércio”, lamenta. Para conseguir o troco, muitas vezes, o empresário vai até estabelecimentos vizinhos ou conta com o auxílio de clientes, que eventualmente trocam as moedas por cédulas no local.

Queixa é a mesma

Proprietário de um restaurante na Rua Independência, o empresário Moacir Antônio Mello conta que há semanas que não entram moedas nos caixas do estabelecimento. Os pagamentos são feitos com notas altas ou cartão de crédito e débito. Mesmo assim, diz que o movimento de pessoas que chegam para trocar as cédulas por moedas é alto. “Eles chegam com R$ 2, R$ 5 ou R$ 10, geralmente, mas nem sempre conseguimos. Quando tempos, ajudamos. Sentimos falta de moedas de R$ 1, R$ 0,50 e R$ 0,25, principalmente”, revela. Mello conta que os bancos também têm dificuldade em conseguir quantias elevadas em troco e muitas vezes a responsável pela administração do estacionamento rotativo é a que faz as trocas.

Bancos sem moedas

Um levantamento feito pelo Sindicato dos Bancários de São Leopoldo, na tarde de ontem, constatou que há falta de moedas nas agências da cidade. Conforme o vice-presidente da entidade, Fabiano Haubert, faltam principalmente as de R$ 0,05, R$ 0,10 e R$ 0,25. “O Banco Central não está fornecendo, não é culpa de um banco ou dos colaboradores. Eles fornecem trocos para os clientes, pouco, mas é o que conseguem”, destaca.

A gerente operacional da Rek Parking, Leniza Soares, diz que há alternativas para o cidadão. “Vendemos o cartão e temos os monitores, para aqueles que não carregam o valor para o estacionamento. Hoje temos 18 monitores posicionados, um em cada quadra, além dos supervisores e técnicos.” Ela salienta que todas as moedas arrecadadas são distribuídas para o comércio que solicita: “Todos os dias temos, eles nos solicitam, depositam o valor e retiram conosco.”


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