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Noite do Fogo

Malabaristas preparam evento para falar da arte que está nas ruas

Ideia é iniciar uma campanha de conscientização sobre trabalho de malabares nos sinais

Diego da Rosa/GES
Evento vai debater a arte do malabarismo
Ficar parado no sinal vermelho é uma situação que muitos detestam. E dependendo do horário é muito arriscado. Mas como desobedecer essa regra custa caro, a solução é aguardar. O tempo é curto, mas o suficiente para pequenas interferências de quem observa a troca de sinal para iniciar a performance de lançar para o ar pinos ou bolas de malabares. E São Leopoldo é generosa na avaliação de um desses artistas, que se move entre as luzes da sinaleira. “Muito bom fazer malabares em São Leopoldo. Procuro um horário em que não tenha outra pessoa fazendo. Estou de passagem. Iniciei minha caminha no ano passado e vou subindo”, ressalta o argentino Federico Zulian, que com também argentino José Pradis, ocupam o sinal vermelho em um cruzamento no Centro da cidade. Para clarear um pouco essa arte e também acompanhar com atenção um projeto que tramita na Câmara de Vereadores de São Leopoldo sobre essa prática, será organizada uma campanha de conscientização e também um grande evento.

A mobilização dos artistas, envolvendo até mesmo integrantes de renomados grupos cênicos da capital, em relação ao projeto, que inicialmente falava em proibição da prática, foi ouvida pelo autor da proposta, o vereador Adão Telmo Rambor, da bancada do PSB. “Procuramos o vereador para falar do projeto e da prática artística nos sinais. A conversa foi muito boa e com muito respeito ao nosso trabalho. Uma proibição ou limitação iria prejudicar muito. Vamos aproveitar essa discussão para organizar ações com ênfase nesse fazer artístico.” A assessoria de comunicação de Rambor, ressalta que o projeto já foi alterado, está em reformulação e deverá abordar a regulamentação. Rambor enfatiza, conforme sua assessoria, que está aberto para sugestões e que já foram feitos vários encontros sobre esse projeto.

Filipe Farinha, que também integra a trupe do Corpos & Sombras - teatro e circo, ressalta que até o final desta semana deverá estar organizada uma ação envolvendo vários artistas que jogam malabares. “A ideia é fazer a Noite do Fogo, evento em que vamos reunir vários malabaristas. Também vamos produzir um vídeo para falar desses prática. Também vamos aproveitar outro projeto consolidado na cidade que é o Palco Aberto, que acontece sempre no último final de cada mês na Praça Amadeo Rossi, para abordar o assunto”, avalia ele, ressaltando que a previsão é fazer a Noite do fogo em agosto.

Passando o chapéu

Assim como acontece na maioria das manifestações de rua, o artista passa o chapéu. Ou seja: pede uma contribuição. Às vezes nem mesmo fala. Apenas faz referência. Ajuda quem deseja. O que entra no chapéu varia muito quando se está no sinal. Às vezes dá para o almoço, para um café. Dá para um dia modesto. “Os leopoldenses são generosos. Nossa ideia é mostrar o malabares e seguir caminho. Estamos um pouco aqui e vamos adiante. Comecei a fazer em um praça em Córdoba há quatro anos”, ressalta Federico. Sobre a ideia de regulamentação, a dupla de amigos não entende bem o motivo, mas acredita que o importante é garantir a convivência da arte com o cotidiano. Enfim, deixar a arte em trânsito. E nesse caso específico, deixar em trânsito um trabalho para aproveitar a pausa de quem está ali esperando o sinal para seguir e tem a chance de abrir a percepção para um artista, que muitas vezes esquece do tempo de passar o chapéu e fica ali impregnado de gestos. Gestos que se misturam em uma coreografia com claves, diabolos, flags, pernas-de-pau, rola-rolas, monociclos,equipamentos para pirofagia e os pinos que invadem o céu.


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