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Saiba onde está a gasolina mais barata na região

O menor valor do combustível foi encontrado a R$ 3,04, em um posto em São Leopoldo. Já em Gramado, na Serra, chega a custar R$ 3,89

Em uma distância de cerca de 19 quilômetros, ou seja, entre São Leopoldo e Canoas, o preço da gasolina comum pode variar de R$ 3,04 a R$ 3,649. Mas quem for a Gramado vai encarar um aumento ainda mais salgado. Lá, o valor chega a R$ 3,89. Isto é o que mostra o levantamento feito pela equipe do ABC Domingo em várias cidades da região (confira a tabela abaixo) entre quinta e sexta-feira: foram consultados 15 postos de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Canoas, Gravataí e Cachoeirinha, além de nove em Gramado.

A gasolina mais barata foi encontrada em apenas um posto de São Leopoldo, localizado no bairro Feitoria, a R$ 3,04. Porém, é em Novo Hamburgo onde há maior número de postos que oferecem preços mais acessíveis – o mais baixo é de R$ 3,058 e, o mais alto, R$ 3,079. A cidade, inclusive, recebe migração de motoristas de outras localidades, inclusive leopoldenses. “Moro em São Leopoldo, mas trabalho em Novo Hamburgo. O preço da gasolina em geral é mais alto lá, então, como preciso dirigir sempre por aqui, fica mais fácil abastecer”, revelou a manicure Ingrid Souza, 35 anos.

“Em outras regiões, o litro da gasolina está absurdo. Compensa encher o tanque em Novo Hamburgo e rodar pela cidade que moro, em Nova Petrópolis”, confessa o marceneiro João Schenkel. Os valores mais caros em Gramado fazem com que muitos moradores busquem alternativas. “Deixo o carro em casa e faça tudo a pé ou de bicicleta”, comenta a moradora Lúcia de Amorim Filho, 55 anos.

Porém, há também consumidores que preferem abastecer na cidade que moram a economizar os centavos no litro da gasolina. “A gasolina comum realmente está mais barata em Novo Hamburgo. Vim abastecer porque estava visitando um cliente na cidade, mas se fosse em outra ocasião, não iria. Acredito que o valor acabe não compensando tanto se eu saísse de Canoas. Acho que daria elas por elas,” explica o empresário Juarez Assis de Moraes.

Redução em bombas para atrair clientes

Atendente de caixa em um dos postos pesquisados, Juliana Silva conta que o movimento no estabelecimento aumentou pelo valor mais baixo do que o fixado em outros postos de combustível. “O valor é de R$ 3,079, então, mesmo não sendo o mais barato, os consumidores acabam abastecendo porque ainda é acessível para eles. Se antes eles colocavam 50 reais de gasolina comum por dia, hoje eles pedem para abastecer no valor de 100 reais para durar mais dias.”

Segundo alguns donos de postos, o preço da gasolina comum teve redução para atrair clientes e fidelizar os que já costumam abastecer. “A verdade é que todo mundo sofreu e ainda sofre com a crise. A maneira de equilibrar a balança no final do mês é diminuir o preço aplicado na bomba, pois para o consumidor, cada centavo a mais no bolso faz diferença”, reconhece o proprietário de um dos postos pesquisados de São Leopoldo, que preferiu não ser identificado.

Diferença reflete no consumidor

O gerente de posto em Gramado, na Serra gaúcha, Sidinei Motter, esclarece que a diferença de valor entre o município e outros se dá pela tabela da base de carregamento nas refinadoras. “Cada base de carregamento possui uma tabela de preço por região sobre o custo do produto, isso também depende da bandeira comercializada, no nosso caso é a Ipiranga. Com isso, teremos um preço final, às vezes, diferente de outras bombas”, explica. Sidinei acrescenta que houve uma baixa no valor da tabela, e com isso estão conseguindo repassar ao cliente final um menor valor no combustível.

Sindicato não pode comentar

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Rio Grande do Sul (Sulpetro), Adão Oliveira, explica que não pode comentar sobre valores de combustíveis pois o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) proíbe, para evitar que isso influencie nos preços empregados nos postos de combustíveis. Conforme Oliveira, até 1996, os preços eram controlados pelo governo federal. A partir daí, os valores estão tabelados até as refinarias. Depois disso, cada estabelecimento pratica a tomada de preço, conforme sua planilha de custos própria.

Composição do preço

De acordo com a Petrobras, o preço praticado ao consumidor é composto por três parcelas: realização do produtor ou importador, tributos e margens de comercialização. No Brasil, esta margem de comercialização equivale às margens brutas de distribuição e dos postos revendedores de gasolina. Há múltiplos fatores que fogem da responsabilidade da empresa Petrobras, como carga tributária (municipal, estadual, federal), concorrência com outros postos na mesma região e a estrutura de custos de cada posto (encargos trabalhistas, frete, volume movimentado, margem de lucro, etc.).


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