Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

PUBLICIDADE
São Leopoldo

Casa do Imigrante busca parceiros para reabrir à comunidade

Com infiltrações, espaço está fechado desde 2014. Museu aprovou projetos e agora busca captação de recursos


Daniel Rohr/GES-Especial
Com infiltrações, espaço está fechado desde 2014. Museu aprovou projetos e agora busca captação de recursos
Considerada um dos maiores símbolos de São Leopoldo, a Casa do Imigrante, que acolheu os primeiros alemães que chegaram à cidade em 1824, está fechada desde maio de 2014, quando a infiltração no telhado obrigou o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo - MHVSL a recolher o acervo e interromper a visitação. Agora, com a conclusão do projeto de restauração e a aprovação para captação de recursos, a equipe do museu busca parceiros para viabilizar a obra.

Com dezenas de telhas quebradas, o telhado é o principal problema da edificação. Para amenizar os avarias decorrentes da infiltração, foi colocada uma lona entre as telhas e o forro, mas a proteção não resistiu à força do vento. “Agora a tinta das paredes já descascou e boa parte do assoalho está comprometida, mas tudo isso é decorrente da infiltração”, aponta o diretor do MHVSL, Giovanni Mesquita. Nos primeiros meses, a equipe do museu posicionava baldes para conter as goteiras e evitar que o solo ficasse encharcado, mas, com o tempo, a tarefa ficou inviável, já que existe risco de queda de parte do forro. “Uma das piores coisas que existem para o patrimônio é a infiltração de água. Tem uma série de outras coisas que você consegue contornar. Agora, quando há uma infiltração de água, paulatinamente vai destruindo tudo”, avalia Mesquita.

Captação aprovada

Em 2014, o projeto para restauro do telhado da Casa foi delegado, pelo MHVSL, à produtora Um Cultural. A arquiteta Hannelore Tessmer ficou responsável pelos levantamentos e elaboração dos projetos arquitetônicos, e a empresa Arquium Arquitetura e Restauro pela execução do restauro. Depois de concluídos todos os trâmites burocráticos, o projeto para captação no mecanismo Pró-Cultura foi aprovado em junho deste ano. “Demorou muito para sair a aprovação para captação, por questões do governo do Estado. A coisa se arrastou muito, mesmo com a gente cobrando regularmente”, comenta Mesquita.

O valor a ser captado pela Rouanet é de R$ 733.214,35. O montante pode ser provido por empresas que contribuem com ICMS, através de incentivo fiscal, que garante ao patrocinador o abatimento de 100% no ICMS (conforme tabela da LIC). Há uma contrapartida de 5% para o Fundo de Amparo à Cultura.

Além disso, o Projeto também foi aprovado pelo Ministério da Cultura, enquadrado no Artigo 18 da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Rouanet, que garante o abatimento de 100% do Imposto de Renda, no limite de 4% para pessoas jurídicas e de 6% para pessoas físicas. O valor aprovado através pela Lei Rouanet foi de R$ 128.700,80. Agora, a direção do museu procura dar visibilidade para a Casa do Imigrante, a fim de sensibilizar possíveis doadores.

“Restauração é diferente de reforma”

O diretor do MHSVL explica que a restauração tem exigências específicas, e que não pode, por isso, ser comparada a uma simples reforma. Por ser um processo mais complexo, a obra acaba custando mais caro. “O custo é alto porque não é uma reforma. Não basta escolher a telha mais barata e pagar alguém para colocar. Esse patrimônio é protegido por lei”, aponta Mesquita.

“Existe uma série de regulamentações que detalham como lidar com o bem público. Por ser uma restauração, você não pode usar madeirame diferente, não pode usar telha diferente, não pode usar uma técnica moderna que vá desfigurar o patrimônio. Tem que manter conforme o bem era originalmente ou em algum momento em que começou a ser reconhecido como patrimônio histórico”, afirma o diretor do MHSVL.

Evento para a comunidade

Entre as estratégias da direção do MHSVL para sensibilizar a população, está previsto um evento voltado à comunidade no dia 3 de setembro, um domingo. A intenção é isolar a área da Casa do Imigrante e receber o público no gramado, com atrações culturais, food trucks e brinquedos infláveis. “Essa é uma ótima área, que precisa ser melhor aproveitada pelo bairro. Esse evento será utilizado para divulgar o projeto e sensibilizar a comunidade para ajudar na captação de recursos”, explica o diretor do Museu, Giovanni Mesquita. A equipe do MHSVL também vai organizar uma reunião com representantes da sociedade civil e órgãos públicos, para estimular pessoas físicas e jurídicas a colaborarem com o restauro e a futura manutenção da Casa.

Do prédio português às avarias no telhado

Em 1788, o local onde hoje está a Casa do Imigrante passou a servir de sede da Real Feitoria do Linho Cânhamo, fazenda imperial administrada por portugueses, onde a mão-de-obra escravizada produzia a fibra do linho cânhamo, fabricando cordas e velas para os navios.

Em março de 1824, a fazenda imperial foi desativada. No mês de julho desse mesmo ano, o local abrigou os primeiros imigrantes germânicos.

Deste grupo instalado ali, nasceu a Colônia Alemã de São Leopoldo. Razão pela qual São Leopoldo recebeu o título nacional de “Berço da Imigração Alemã” em 2011.

Em 1941, o Município realizou a 1ª intervenção com a germanização do prédio português.

Em 1998/1999, o prédio recebeu novas intervenções e novo acervo. Foi então que ocorreu a reconstituição de vários ambientes: sala de costura, cozinha, dormitório, sala do fotógrafo e venda colonial.

Em 2010, ocorreu o último restauro, de maior porte, do telhado e reparos em geral.

A Casa foi reaberta em 25/05/2011, e em 24/05/2014 novamente foi necessário suspender as visitações devido ao péssimo estado do telhado. Desta vez, o MHVSL precisou recolher praticamente todo o acervo.

Valores aprovados para captação

R$ 733.214,35: Pró-Cultura, Lei 13.490/2010

R$ 128.700,80: Lei Federal de Incentivo à Cultura - Rouanet

Como ajudar

Empresas e pessoas interessadas em contribuir podem entrar em contato com o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo pelos telefones 3592-4557, 3592-3984 ou 98115-0211. O e-mail para contato é museuhistoricosl@museuhistoricosl.com.br.

Saiba Mais 

Tombada como patrimônio histórico pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado - IPHAE em 1982, a Casa do Imigrante é um espaço que preserva e divulga a memória não só dos germânicos, mas de todas as outras etnias que compõem a comunidade leopoldense. É um símbolo histórico do Bairro Feitoria e de São Leopoldo, mas também do Vale dos Sinos, do Rio Grande do Sul e do Brasil.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS