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Nova Cinderela

Projeto da Escola Paulo Beck prepara meninas para o baile de 15 anos

Além dos preparativos para a festa, professoras e parceiros realizam oficinas e debates sobre diversos temas

Susana Leite/GES-Especial
Queli, Luciaira, Sandra, Fernanda, Amanda, Andreia, Catriele, Gabriele, Anette
Num dos contos mais antigos, não só de história oral, mas também da literatura, a história de Cinderela narra os percalços que uma jovem enfrenta para conseguir ir a um baile. Os infortúnios se mostram mais cruéis na busca pelo vestido da grande noite. Numa das versões do conto, uma fada madrinha concede à Cinderela a realização do sonho e ir à festa e se divertir como as outas meninas da sociedade. Inspiradas na história de Cinderela, professoras da Escola Paulo Beck montaram um projeto que envolve um grupo de estudantes. De semelhança com a fantasia, existe o baile e a busca pelos vestidos. Mas nessa história real não existem vilãs, e as fadas madrinhas são pessoas que se voluntariam para realizar a festa das meninas. A diferença entre o conto e o projeto Nova Cinderela é que o baile não será o encerramento de uma conquista, mas o começo.

“Desde o ano passado tínhamos a ideia de fazer um baile de debutantes, no início deste ano falei do projeto para a diretora da escola, então começamos a nos organizar”, conta a professora Andreia Oliveira, que atua na Sala de Recursos da Escola Paulo Beck. A ideia era realizar um baile para festejar com as meninas que completassem 15 anos este ano. Mas logo nas primeiras reuniões o projeto teve novo rumo. “Tivemos uma reunião com a vice-prefeita, Paulete Souto, que nos deu apoio. Foi então que veio a proposta de fazermos uma releitura do filme a Cinderela”, completa Andreia.

Hoje o projeto Nova Cinderela, além de ter o baile como o grande evento, realiza oficinas com as meninas e tem o propósito de inclusão. Todos os alunos que completassem 15 anos foram convidados a participar. Então foram reunidas 19 meninas e 19 meninos. Mas a turma não se prepara só para o baile. A diretora da escola, Anette Morelle, conta que ao longo deste ano são realizados encontros para debater diversos assuntos, como uma espécie de preparação para a nova fase da vida. Para todas as atividades, as professoras foram em busca de parceiros. Nas oficinas, os jovens discutem temas relacionados à saúde, sexualidade, DST, debatem sobre identidade de gênero e padrões de beleza, eles têm aulas de expressão corporal, dança e noções de protagonismo juvenil. “Nós problematizamos essa questão do baile e daí surgiram as discussões sobre as oficinas”, explica Anette. “Temos a ajuda de uma psicóloga, uma estudante da Unsinos e voluntários anônimos que doaram ajuda em dinheiro para a festa”, revela a professora.

Estilista vai vestir as meninas para o baile

Embora as meninas admitam que as oficinas sejam a parte mais interessante do projeto, os preparativos para o baile chamam a atenção. Em pequenos grupos, as meninas visitam o ateliê no Centro de São Leopoldo para escolher vestidos e fazer as medidas. Diante de cores e modelos, mas meninas corriam os olhos pelos vestidos que serão usados no dia 26 de outubro, dia do baile, na Sociedade Ipiranga. As peças serão emprestadas pela estilista Sandra Rocha, proprietária do estabelecimento. Nesta semana, 14 meninas, acompanhadas da professora Andreia e da diretora Anette escolheram as roupas para a festa. “Eu fiquei muito feliz em poder ajudar essas meninas, me sinto muito honrada”, declara Sandra. “Vou ajudar no que for possível para realizar o sonho das meninas”, finaliza.

Preparação para o mercado de trabalho

As professoras envolvidas com o projeto estão engajadas em não só conseguir realizar a festa das meninas, mas também em prepará-las para a próxima etapa da vida. Como forma de incentivo, as meninas terão documento de identidade e carteira de trabalho confeccionados até o final do projeto. “Não queremos que esse trabalho termine no baile, queremos que o baile seja o começo”, diz a professora Andreia. Além dos documentos, a professora conta que, entre as parcerias que procurou, conseguiu uma bolsa parcial para um curso profissionalizante na área da beleza. “Estamos buscando outras parcerias, com outras escolas para oferecer mais possibilidades a nossas alunas”, completa Andreia.


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