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Adequação administrativa

Começa a transformação do Hospital Centenário

A partir de sexta-feira, hospital vai dedicar toda a capacidade instalada para atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde

Quatro dias depois da assinatura do decreto de número 8.843 pelo prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, o Hospital Centenário começa nesta sexta-feira (1º) a transformação do atendimento em 100% SUS. Mais do que resultados financeiros, a mudança adotada pela Prefeitura busca fortalecer o pedido por mais repasses junto à Secretaria Estadual da Saúde. Nesta etapa da luta pela saúde financeira do hospital, a casa de saúde, que apresenta déficit operacional mensal de R$ 6,46 milhões, terá 60 dias para se adaptar às mudanças.

A Prefeitura não revela em detalhes os serviços que serão impactados de forma imediata, mas garante que toda a estrutura do hospital, que abrange serviços de saúde, ambulatoriais e hospitalares, será colocada à disposição exclusivamente do Sistema Único de Saúde.

Secretário de Gestão e Governo da Prefeitura de São Leopoldo, Marcel Frison esclarece que, a partir de hoje, procedimentos e cirurgias eletivas (pré-agendadas) vão ser executadas apenas via regulação do SUS. O decreto também afeta atendimentos particulares e via convênio, que não serão mais autorizados, mas não altera os serviços de emergência.

Adequação administrativa 

Na prática, a transformação do atendimento do hospital em 100% SUS vai garantir que recursos do hospital e da Prefeitura não sejam desperdiçados com procedimentos particulares. “Os serviços particulares que eram prestados acabavam se misturando com os custos do hospital. Agora vamos poder nos dedicar apenas ao SUS”, explica Frison.

O secretário de Gestão e Governo destaca, ainda, que mais mudanças devem ocorrer à medida que as conversas com o governo estadual avançarem. “Dentro do prazo de 60 dias, vamos regulamentar caso a caso. Na traumatologia, por exemplo, a tendência é de que o paciente seja estabilizado e depois encaminhado para Canoas, que é referência na alta complexidade”, aponta.

Em relação ao atendimento de neurologia e neurocirurgia, não há garantias de que o Centenário continue atendendo novas consultas para pacientes dos 15 municípios para os quais o hospital é, atualmente, referência na rede de saúde.

“Não resolve as finanças”

Frison destaca que a transformação do Hospital Centenário em atendimento 100% SUS não é uma solução do ponto de vista econômico, mas permite que o Município cumpra a tarefa de atender apenas ao Sistema Único de Saúde, argumento utilizado pela Prefeitura para repactuar o orçamento e aumentar os repasses da Secretaria Estadual de Sáude.

De acordo com números apresentados pela Prefeitura, o hospital tem custo mensal de R$ 9 milhões. Desse montante, o Governo Federal repassa R$ 2,3 milhões e a Prefeitura aporta R$ 4,8 milhões, enquanto o Estado repassa R$ 235 mil. O déficit financeiro mensal é de R$ 1,66 milhão. Desde o início do ano, a dívida consolidada acumulada supera os R$ 29 milhões.

Prefeitura estreita diálogo com o Estado

No início de agosto, o prefeito Ary Vanazzi concedeu entrevistas afirmando que o Hospital Centenário iria suspender os atendimentos a pessoas de fora de São Leopoldo se a Secretaria Estadual de Saúde não aumentasse os repasses ao hospital. O secretário João Gabbardo dos Reis respondeu à ameaça publicamente, sustentando que o Estado não possui “dinheiro novo” para o Centenário, e que São Leopoldo ficou de fora da repactuação orçamentária de 2015 por razões políticas.

De lá pra cá, o debate saiu dos microfones e partiu para os gabinetes. No primeiro encontro oficial entre Estado e Prefeitura, os representantes do governo estadual reconheceram que o Município é injustiçado na comparação com cidades vizinhas, já que recebe até 15 vezes menos por um faturamento semelhante, e se colocaram à disposição para intermediar a negociação com municípios para os quais o Centenário é referência. Em contrapartida, a Prefeitura assinou o decreto transformando o Hospital em 100% SUS, numa demonstração política de que deseja estreitar relações e viabilizar mais recursos para a casa de saúde.


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