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Saúde

Vacinar a mãe para proteger o bebê de doenças como a coqueluche

Pesquisadora da Unisinos investiga efetividade da vacina dTpa em gestantes

Imagine o desafio de colocar para dormir um bebê recém-nascido, enquanto ele tosse sem parar de forma agressiva por até 30 segundos. Comuns durante a noite, os episódios de crise da coqueluche em recém-nascidos provocam azulamento dos lábios e das unhas, devido à falta de oxigênio provocada pela dificuldade na respiração. Considerada uma doença infecciosa de alta transmissibilidade, a coqueluche é uma das causas mais significativas de morbimortalidade infantil, porque afeta o aparelho respiratório dos recém-nascidos, causando uma tosse muito agressiva, capaz de provocar a ruptura de vasos sanguíneos, além de parada respiratória e convulsões.

A doença pode ser evitada com vacinação, mas, por se tratar de uma bactéria, como o tétano, a imunidade não se mantém na vida adulta. O problema da queda na imunidade, somado à reincidência de casos de coqueluche no Brasil e no mundo, motivou os órgãos de saúde a ampliarem o quadro de imunidade ao recém-nascido, com a implementação, no final de 2014, de uma vacina para as gestantes. Também conhecida como Tríplice Bacteriana Acelular, a vacina Tríplice Absorvida Difteria, Tétano e Coqueluche (Pertussis Acelular) Tipo adulto (dTpa) agora faz parte do calendário de vacinação das gestantes disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Efetividade

Mas até que ponto a vacinação na gestante previne a coqueluche no recém-nascido? Como medir a efetividade da vacina? Intrigada por esses questionamentos e querendo comprovar estudos realizados na Inglaterra, mas ainda inéditos no Brasil, a doutora em Clínica Médica e professora do Mestrado Profissional em Enfermagem da Unisinos, Priscila Schmidt Lora, liderou uma pesquisa iniciada há um ano e meio para estudar os efeitos da vacina. Para isso, foram pesquisados todos os casos registrados de coqueluche em recém-nascidos no Rio Grande do Sul, desde que a vacina passou a fazer parte do calendário de vacinação das gestantes.

“Queremos analisar os dados para comprovar na prática o que a teoria mostra. Espero que, ao analisar o dado, as mães das crianças que tiveram coqueluche não tenham tomado a vacina durante a gestação”, explica a Priscila. Em fase final de coleta de dados, a pesquisa deve ser concluída até o fim do ano.

Divulgação/Sxc.hu
Bebê recebe a imunidade da mãe através da amamentação

Reforço na imunidade

A pesquisadora explica que a população é vacinada contra a coqueluche nos primeiros meses de vida, e toma outras doses quando criança, mas a imunidade não dura a vida toda, por se tratar de uma doença bacteriana, a exemplo do que acontece com a vacina do tétano. A única maneira de um recém-nascido ter garantia de imunidade é receber a proteção da mãe, que precisa ser vacinada durante a gestação. “Até dois meses, a criança não tem defesa. A única forma é de se proteger é receber a defesa da mãe”, ensina Priscila.

Desafio de difundir o conhecimento

Ao analisar a efetividade da vacina, a pesquisadora da Unisinos também estuda a translação do conhecimento, termo traduzido do inglês “knowledge translation”. “O conhecimento científico existe, foi gerado, mas precisa chegar em quem ele tem que chegar: nas pessoas responsáveis por informar as gestantes que elas precisam tomar a vacina”, afirma Priscila.

De acordo com a pesquisadora, o conhecimento é mais difundido na rede pública de saúde. “A vacina é grátis e disponível para todos os gestantes, mas na rede pública as campanhas de vacinação estão mais difundidas. É uma nova prática que precisa ser divulgada”, resume a professora da Unisinos.

O que é a coqueluche?

Especialmente perigosa para bebês, a coqueluche, também chamada de tosse convulsa, é provocada por uma infecção altamente contagiosa do trato respiratório. O principal sintoma da doença é uma tosse que parece um “grito”, acompanhada por coriza, congestão nasal e espirros. A doença pode ser evitada por meio da vacinação, e o seu tratamento requer acompanhamento médico, com uso de antibióticos. Em adultos, a doença, quando tratada, não costuma gerar complicações, mas, por afetar o aparelho respiratório dos recém-nascidos, é uma das causas mais significativas de morbimortalidade infantil.


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