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Entrevista com Bela Gil

"Nós temos que entender que precisamos ser aliados da terra"

Apresentadora dos programas Bela Cozinha e Vida + Bela estará no Teatro Feevale, em Novo Hamburgo, no dia 19 de agosto

Pedro Serrão/Pedro Serrão/Divulgação
Bela Gil é a primeira atração do projeto Conexões para o Futuro
Conhecida por incentivar alimentação e hábitos conscientes e saudáveis no dia a dia, a apresentadora e chef de cozinha natural Bela Gil estará em Novo Hamburgo no próximo dia 19 para a palestra Mudando o Mundo Através da Alimentação, no Teatro Feevale. À frente dos programas Bela Cozinha e Vida + Bela, do canal GNT, ela é a primeira atração do projeto Conexões para o Futuro desenvolvido pela Universidade Feevale e pela Opus Promoções.

De que forma você está colaborando para sua qualidade de vida e de sua família? Quais atitudes precisamos tomar hoje para que possamos efetivamente transformar nosso mundo, nossa realidade e nosso futuro? Essas e outras questões serão abordadas por Bela. Na entrevista abaixo, ela comenta a relação entre alimentação, política e economia e destaca a importância de conhecer a origem dos alimentos consumidos.

De que forma a alimentação pode ser uma ferramenta política para mudar o mundo?

O Brasil é um país em que uma boa parte da sua economia é baseada na agricultura, no agronegócio, na pecuária e isso tem um impacto ambiental e social muito grande. São produções baseadas em monoculturas e têm um impacto enorme na biodiversidade, um impacto enorme na fertilidade, na fertilização da terra, então a gente, cada vez mais, entra em um ciclo vicioso. A gente vai precisando de mais agrotóxicos, a gente vai precisando inventar sementes transgênicas. É uma produção insustentável. Essa produção tem que mudar, esse olhar tem que mudar. Nós temos que entender que precisamos ser aliados da terra, temos que tratar bem a terra para que ela nos devolva. A natureza é muito generosa. Se nós a tratamos bem, ela nos devolve em abundância. Primeiro de tudo é mudar política e maneira de produção.

Eu acredito que uma das chaves para a democratização da comida saudável e limpa, da comida orgânica, agroecológica é a gente mudar primeiro a política de produção de comida no Brasil. O consumo tem que mudar também. As pessoas consomem muita carne, só 25% da população consomem quantidade de legumes e frutas recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). As pessoas consomem muitos produtos processados, uma quantidade absurda de açúcar, então tudo isso tem que mudar pra que a gente consiga uma melhora na produção de orgânicos, pra que a gente consiga democratizar o seu acesso. A comida está relacionada com a nossa economia, meio ambiente, saúde e educação. Então uso a comida e o que escolho colocar no meu prato para tentar mudar alguns setores da sociedade que acho que precisam melhorar. Escolher comer comida de verdade, de preferência orgânica, é um bem que fazemos para a saúde, pros produtores, pra terra e pra economia. Acredito que a mudança só chegará na mesa das pessoas através de muita informação e conhecimento.

Quais os meios possíveis de criar o estímulo ao consumo de frutas, legumes e verduras em um cenário em que alimentos como refrigerantes e biscoitos têm preços mais baixos e são mais práticos para consumo?

Acho que o segredo pra ter uma alimentação mais saudável é a gente começar a priorizar mesmo os alimentos que vêm mais perto da natureza. Começar a descascar mais e desembrulhar menos. Ir mais à feira e menos ao supermercado. É voltar o olhar ao ato de cozinhar como uma tarefa doméstica saudável. Esses pontos são importantes, porque a gente acaba priorizando a saúde não só nossa, mas do meio ambiente também. Acho que dá pra você comer bem investindo em alimentos menos processados. Quase 1/3 das nossas crianças, por exemplo, estão com sobrepeso e muitas já obesas com outras doenças crônicas relacionadas à obesidade. As crianças são resistentes àquilo que não são acostumadas ou não conhecem. Crianças que crescem num ambiente com alimentação saudável tê muito mais facilidade de aceitar do que aquelas criadas com junk food. O Brasil é um país de dimensões continentais com regiões bem diferentes, que produzem alimentos bem diferentes, mas também muito nutritivos. A gente passou a década de 1990 muito ligado aos produtos importados desde carros, eletrodomésticos até a comida e acho que agora estamos resgatando a cultura de alimentos brasileiros, alimentos locais, alimentos regionais. Poder ir ao supermercado e encontrar um bolo com farinha de licuri, com mesocarpo de babaçu é incrível. Pra mim, é uma grande conquista.

Como iniciar a inserção da alimentação saudável na rotina?

Eliminar certos alimentos da dieta, mas de uma forma bem natural. Evitar produtos ultra processados, açúcar refinado, carne vermelha, ver o alimento como uma fonte de saúde mesmo. Ir mais à feira, priorizar alimentos orgânicos. Porém, consumir apenas orgânicos nas grandes cidades ainda é um grande desafio. Mas eu aconselho comprar os produtos nas feiras orgânicas que diferentemente das feiras convencionais são os próprios produtores ou familiares que estão ali vendendo. Outra opção seria comprar diretamente das fazendas on-line. Muitas delas têm serviço de cestas que encomendamos e eles entregam na porta de casa. E para ajudar pessoas nessa busca por uma alimentação mais saudável, seguem algumas dicas: preparar mais refeições em casa, congelar potes de feijão, sopas e legumes, congelar frutas que podem virar sorvetes e vitaminas para o lanche, lavar os vegetais assim que chegarem da feira antes de guardar na geladeira, tirar um ou dois dias na semana para preparar uma boa porção de arroz, feijão e purês que podem ser guardados na geladeira e servir de base para criar outras receitas durante a semana.

O quão importante é o contato direto com o alimento, seja no cultivo ou no preparo de uma refeição, tanto no aspecto nutricional como social?

Acho que é preciso mudar o processo de produção para que a gente possa conhecer o que a gente está comendo, e conhecer os alimentos é muito importante. Antigamente, a gente ia ao açougue, o moço do leite batia na nossa porta pra vender o leite, você podia pegar o ovo da galinha do vizinho e hoje não temos mais isso. Acho que o segredo é a gente começar a produzir mais localmente pra podermos equilibrar o urbano com o rural, começar a incrementar mais fazendas na cidade, fazendas urbanas, hortas urbanas e também mostrar para as nossas crianças e pra juventude que estar no mato é legal. Isso é uma coisa até que eu quero pra minha vida, quero daqui a pouco estar no mato. É legal você mexer na terra. As pessoas podem começar a procurar mais sobre a procedência do alimento, de onde vem a comida que ela compra. Alimentação saudável vai muito além de um prato. Ela precisa trazer saúde pra gente, mas também pra própria terra, pros produtores e pro meio ambiente. Quando temos ciência do que estamos ingerindo, como aquele alimento foi plantado (tipo de agricultura), se é orgânico, convencional ou transgênico, acabamos entendendo o nosso impacto na sociedade e no meio ambiente e assim escolhemos melhor os ingredientes do nosso prato.

Mês do Nutricionista

O evento ocorre no mês do Nutricionista e destaca os desafios relativos à qualidade de vida. Bela também vai ministrar uma oficina, limitada a 30 participantes, em que serão preparados três pratos especiais. No encontro, ela deve explorar a nutrição integrativa e as mudanças que cada um de nós pode realizar em si e no mundo por meio de uma alimentação mais consciente, proporcionando bem-estar.

Serviço

O quê: Conexões para o futuro #1 – com Bela Gil

Quando: dia 19 de agosto, sábado, às 18 horas

Onde: Teatro Feevale (RS-239 – Câmpus II da Universidade Feevale)

Ingressos: R$ 100. Oficina + Palestra: R$ 200.

Descontos: 20% para funcionários e graduados da Universidade Feevale na compra de dois ingressos; 20% para titular e acompanhante do Clube do Assinante NH. Venda somente na Rua Coberta, Câmpus II, Universidade Feevale; 20% para Cliente Banco Bradesco e Cartões de Crédito e Débito Bradesco e guichê exclusivo limitado a dois ingressos por clientes; 20% para titulares dos cartões do Assinante Jornal NH e um acompanhante.

Pontos de venda: www.ingressorapido.com.br; Call Center 4003-1212; Agência Brocker Turismo, em Gramado; Bilheteria do Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre; Rua Coberta, Câmpus II, Universidade Feevale; Bourbon Shopping Novo Hamburgo.No local: somente na data da apresentação, duas horas antes do espetáculo ter início.


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