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Terapias integrativas

Só remédio não basta para fim da dor

Problema que atinge cerca de 30% da população brasileira, dores crônicas precisam ser tratadas com métodos que integrem aspectos físicos, emocionais e sociais

Gabriela da Silva/GES-Especial
Microfisioterapia faz parte do tratamento de Joselda

Sentir dor é ruim, mas essencial para a saúde, já que serve como alerta de que algo não está bem. No entanto, sentir dor por muito tempo não é normal. O desconforto que se prolonga por mais de três meses passa a ser considerado uma dor crônica, problema que atinge cerca de 30% dos brasileiros, conforme pesquisa da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).

As dores de cabeça e de coluna estão entre as mais comuns, destaca o médico especialista em dor e medicina paliativa Newton Barros, membro da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs). Ele explica que a dor crônica surge de uma dor aguda, de curta duração, que não foi tratada adequadamente. “A dor crônica é considerada uma doença. Prejudica o sono e, se a pessoa não dorme direito, não relaxa os músculos e não melhora. É um ciclo vicioso, uma coisa piora a outra”, comenta o especialista. Por isso, Barros enfatiza a importância de um tratamento que integre aspectos físicos, emocionais e sociais. “Tudo que está prejudicando aquela pessoa em sua qualidade de vida precisa ser tratado. Não é simplesmente tomar remédio, precisa de abordagem multidisciplinar”, ressalta.

Evolução lenta

Por cerca de um ano, a professora Joselda Caraffini, 50 anos, ficou com movimentos limitados por conta de tendinite no braço e tendinose no ombro esquerdo. “Tinha crises de dores agudas toda semana e não conseguia colocar para as pessoas o que estava sentindo, o que gerava ansiedade e uma sensação de impotência, por não conseguir fazer coisas que estava acostumada a fazer antes”, recorda. Intérprete e tradutora da Língua Brasileira de Sinais (Libras), Joselda chegou a um ponto em que já não conseguia mais mexer o braço. Em 2015, estava prestes a passar por uma cirurgia quando decidiu procurar uma clínica especializada em reequilíbrio corporal. “No começo foi só RPG (Reeducação Postural Global), depois veio pilates, faço yoga, já fiz tai chi chuan, faço massagens, tem a microfisioterapia. É uma evolução lenta, mas hoje me sinto muito melhor. Não parei de trabalhar, mas diminuí o ritmo e troquei de atividade dentro da minha área.. Também fui mudando a alimentação e o emocional foi sendo trabalhado, consequências de um organismo reequilibrado”, comemora.

É preciso saber a origem da dor

A fisioterapeuta Christiane Zapelini, que atende Joselda há dois anos, diz que o principal no tratamento para dores crônicas é identificar a origem do problema, se é articular, muscular, neuropático ou psicossomático. “Tem que enxergar o ser humano como um todo, o físico e o mental. O fim da dor envolve mudanças de alimentação, de padrão, de pensamento, é enxergar a vida de forma diferente”, comenta. No caso de Joselda, o RPG foi a primeira opção para alívio da dor, proporcionando realinhamento para o corpo atuar em equilíbrio, mas o método vai depender das condições físicas e emocionais de cada paciente, diz Christiane. Além disso, para que a mudança aconteça, não bastam apenas algumas sessões da terapia que for. “Se não diminuir o ritmo, não tem como tratar a dor. A pessoa precisa se afastar ou diminuir a atividade causadora”, enfatiza.

Método atua na soltura de tecidos

Gabriela da Silva/GES-Especial
Joice encontrou no Rolfing o alívio para dores na cervical
Por muitos anos, a maquiadora Joice de Oliveira Prestes, 32 anos, conviveu com fortes dores na coluna cervical e incômodo no ombro cada vez que virava a cabeça para o lado. “Passou muito tempo até que tomei consciência dessa dor. Fazia outras atividades físicas, mas sempre sentia muita dor no ombro. Muito vinha da postura inadequada, como ficar muito tempo com a cabeça curvada para baixo, mexendo no celular”, conta. Ela diz que só encontrou alívio para o problema nas sessões de Rolfing, processo de realinhamento corporal que surgiu há cerca de 50 anos nos Estados Unidos.

Através de um toque específico, o terapeuta trabalha a fáscia (tecido conjuntivo que envolve músculos, grupos musculares, vasos sanguíneos e nervos), alongando-a, o que permite ao corpo libertar-se de padrões habituais de tensão. “O Rolfing trabalha o corpo todo, pois está tudo conectado. Assim, o método estimula a irrigação e solta tecidos. É considerado uma massagem mais profunda, em que o relaxamento é uma consequência da soltura do tecido”, explica o rolfista Carlos Eduardo Riese. Para Joice, a técnica também lhe trouxe mais consciência corporal. “Hoje me dou conta que estou sentando errada, estou mais consciente, mais presente e conectada com o que estou fazendo no momento”, diz.

O trabalho inicial inclui uma série de 10 a 15 sessões, depende da evolução e do caso de cada paciente, e é indicado para dores musculares, dificuldade de movimento e traumas físicos, tensão e estresse, melhora no desempenho esportivo e autoconhecimento.

Quando a dor tem origem emocional

Sintomas psicossomáticos estão entre os mais comuns nas causas de dores crônicas. Por isso, trabalhar o lado emocional também faz parte do tratamento e há diferentes técnicas que podem ser aplicadas, como a EFT (Emotional Freedom Technique ou Técnica de Liberação Emocional). “Foi concebida para o tratamento das questões emocionais do ser humano e atua parcial ou totalmente no alívio ou na cura de qualquer dor”, destaca a pedagoga Sandra Castro, especialista no método. Antes de qualquer coisa, a terapeuta conversa com o paciente para tentar identificar a origem da dor, já que a base da EFT está na conexão do estado emocional com o físico e no desbloqueio de pensamentos ligados à causa do incômodo. A técnica se completa com leves batidas com as pontas dos dedos em pontos energéticos do corpo, para liberar energias retidas ali. “A EFT é uma versão emocional da acupuntura, sem agulhas, que trabalha com as pontas dos dedos”, explica Sandra. As sessões duram cerca de uma hora e, após orientação, a técnica pode ser aplicada em casa pelo próprio paciente. 

Alimentação também tem influência no processo de inflamação

Assim como os hábitos adotados no dia a dia, a alimentação também tem influência tanto na intensificação como no alívio da dor. A médica especialista em nutrologia Analía Arguello destaca que os tipos de alimentos consumidos com frequência podem predispor o corpo a sentir mais ou menos dor. “Há pessoas com lesões semelhantes, algumas com muita e outas com pouca dor. Se a gente consome alimentos mais ricos em matéria-prima de inflamatórios vai responder com dor muito maior”, explica. As gorduras trans são as principais fontes destas substâncias inflamatórias, pois são óleos vegetais modificados que aumentam a propensão a doenças cardiovasculares e inflamações relacionadas a doenças crônicas. “Estão presentes em alimentos processados, como doces, chocolates, salgadinhos, feito com esses óleos, que acabam influenciando no impacto negativo”, aponta.

Por outro lado, está nos alimentos também a matéria-prima para que o corpo produza anti-inflamatórios. “Principalmente alimentos com ômega 3, presente em peixes, como a truta, em nozes, castanhas, amêndoas, linhaça, chia. Há também a cúrcuma, um tempero utilizado no arroz, que tem efeito anti-inflamatório”, cita. Assim, a forma de alimentação é o que irá estimular o corpo a responder de um jeito ou de outro a esse processo inflamatório, complementando o efeito das terapias indicadas para o tratamento de dores crônicas.

Seminário multidisciplinar

Profissionais de diferentes áreas da saúde participam do Seminário sobre Dores Crônicas, que ocorre no dia 26 de agosto na Zape Reequilíbrio, em Novo Hamburgo, das 9 às 18 horas. O encontro terá uma abordagem integrativa para falar sobre as causas e o tratamento de dores crônicas, englobando medicina, nutrologia, fisioterapia, quiropraxia, Rolfing, espiritualidade, pedagogia e exercícios de respiração e relaxamento. O evento é aberto à comunidade e as inscrições podem ser feitas pelo site www.vitafair.com.br. O ingresso individual custa R$ 120, mais taxas de serviço on-line. As vagas são limitadas.


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