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Teatro

Grupo Corpos & Sombras chega aos 30 anos em cena aberta

Celebração está marcada para este sábado (30) com muita arte, circo, histórias e homenagens
29/09/2017 13:56 29/09/2017 13:56

Por: Alecs Dall' Olmo

Ana Clara Carvalho/Divulgação
Celebração está marcada para este sábado (30) com muita arte, circo, histórias e homenagens
Você tem fome de quê? A frase é mais conhecida pela canção Comida, do Titãs.
Uma pergunta básica e existencial. Um questionamento importante de se fazer em qualquer momento da vida. A arte provoca com mais intensidade essa intoxicação pulsante de desejos, necessidades e vontades e atos. Coloca em trânsito que fome é essa que nos devora como seres humanos. Que fome é essa que nos incomoda, que nos entristece, que nos enche de esperança. E que até assusta mesmo que tudo ali seja uma ilusão em cena aberta, mas tão verdadeira de nossos medos.

Há 30 anos o grupo Corpos & Sombras - teatro e circo iniciou uma caminhada em expansão. Desde a primeira cena da montagem de estreia, Universo em Expansão, a trupe criada por Claudia Severo e Rodrigo Colombo procura em seus atos colocar diante do público a fome que move o universo do grupo e um pouco do banquete. Aliás, neste sábado (30), o banquete será especial, pois o grupo celebra seus 30 anos, a partir das 20 horas e com casa nova.

Trata-se da festa: Desaniversário - Corpos & Sombras – teatro e circo - 30 anos: Vibrar, Brincar e Celebrar a Vida e a Arte. E como pondera Claudia, juntamente com Filipe Farinha, seu filho, “uma festa para celebrar a vida, a arte e os 30 anos do grupo Corpos & Sombras - teatro e circo em um desaniversário para tomar um chá, trocar uma ideia com o coelho, bater papo com as flores e muito mais.” No encontro intervenções, interações e inspirações cênicas, musicais, visuais, gastronômicas, surreais e oníricas, além de homenagens. Tudo isso no Ateliê Corpos & Sombras, instalado na Avenida Theodomiro Porto da Fonseca, 1368, bairro Padre Reus, em São Leopoldo. Além de Claudia e Farinha, a comissão organizadora do evento conta ainda com Ângela Miler e Cátia Cylene. Conforme eles, as apresentação iniciam às 21 horas, o encontro termina por volta das 22 horas e casa já está cheia.

E um dos momentos especiais será a intervenção cênica da oficina de teatro ‘Será que eu levo jeito pra isso?’. Na verdade, esse foi um dos primeiros cursos oferecidos pelo grupo em São Leopoldo. Muito provavelmente uma das primeiras iniciativas para aproximar uma geração das artes. Gente que já gosta, mas não sabia bem se levava jeito. Para completar, além de muitas outras performances e convidados, está na programação uma homenagem para Aldivan Camargo (in memorian), Almerindo Batista - o Gaba, José Miguel Severo (in memorian) e Rodrigo Colombo. “Não imaginei que iria tão longe. Minha herança é o grupo e a vontade e o desejo que a arte seja para todos uma necessidade. Assim como temos necessidade de segurança e saúde. Necessidade de arte para a nossa fome de vida”,diz Claudia.

Do Universo à bicicleta

Claudia lembra que tudo começou com a encenação Universo em Expansão, reunindo Aldivan Camargo, Rodrigo Colombo, Elisabeth Heinz, Luis Gonzaga (o xida) e Jari da Rocha. Tudo muito intuitivo, mas com o desejo de conhecer e foi assim que Claudia iniciou um trabalho intenso, pois a relação do grupo com o teatro de rua e com a ocupação dos espaços públicos era uma das marcas da encenação do Corpos & Sombras antes mesmo da pesquisa ganhar fôlego no fazer da trupe. A partir daí foram períodos de estudos com artistas variados, um período considerável de atividades no Rio de Janeira e experiências da cena até chegar na ideia do teatro e circo. Ideia que foi reconhecida nacionalmente quando o grupo recebeu em 2012 o Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua, com o projeto Circocicleta para ser desenvolvido em bairros de São Leopoldo.

Recado das ruas

Em 2009, durante o encontro da rede nacional de teatro de rua, Claudia e Filipe assumem o teatro de rua como linguagem. “Já fazíamos teatro de rua. Mas a partir de 2009 assumimos como linguem e com conhecimento. Assumimos o conceito de arte pública e ocupação cultural. A arte para todos. Para trazer a visão da necessidade da arte”, ressalta Farinha. Com o trabalho de rua cada vez mais intenso e com um projeto para rodar toda a cidade, a trupe percebeu uma oportunidade. “O projeto Circocicleta iniciou exatamente no dia 12/12/2012. Data em que estava anunciado o fim do mundo. Então, decidimos percorrer vários locais na e ocupar a praça logo antes que tudo acabasse. Rodamos todos os bairros da cidade.

Com essa experiência, fizemos uma leitura da cidade a partir de tudo que vivenciamos e projetos como a Caravana Cultural, que participamos pelo País. Percebemos uma oportunidade de fazer chegar a arte, de propor o acesso”, pondera Farinha. O resultado disso são os ensaios abertos nas praças e o Palco Aberto, que está completando 4 anos de atividades sempre no último domingo de cada mês na Praça Amadeo Rossi.

Artistas convidados

- Ben-Hur Pereira (circo)
- Carollini Marafigo Arpino (circo)
- Caravana Esmeralda (dança/música cigana)
- Diego Roveda (rap)
- Dominique Martins (circo)
- Everton Lpj (rap/grafite)
- Éver Ribeiro (música)
- Feijão Soul Brasil (música)
- Gilnei Lucas (música)
- Juju Coutinho (circo)
- Luisa Gonçalves (música)
- Os Quixotescos (teatro)
- Renata Ibis(Circo)
- Vini Vini (circo)

Participações especiais
Intervenção Cênica : Oficina de teatro ‘Será que eu levo jeito pra isso?’
DJS: Cristiano Adeli e Artemi Fagundes
Gastronomia: Rafael Löhr
Exposição de Artes Visuais:Ricardo Seffrin
Projeção de Fotografias: Gil d Gil
Projeção de Vídeo: SoloUrbanofilmes e Rosana Almendares
Brechá Maluco

Do Corpos & Sombras

Grupo totalmente independente, que acredita e pensa a arte como veículo de transformação, celebração e inclusão social. No trabalho de ator, investiga e pesquisa o circo e teatro de rua em toda sua especificidade, possibilidade e singularidade.

Fonte: Corpos & Sombras – teatro e circo


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