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Portugal

Pelas páginas de Lisboa

Fonte de inspiração para escritores de todos os tempos, capital portuguesa é destino imperdível para amantes da literatura

As calçadas de pedra que sobem e descem as tantas colinas de Lisboa se assemelham a um constante virar de páginas. É que a cada trecho colorido pelas fachadas azulejadas, surge uma nova história que pode ser lida ou, quem sabe, escrita, a exemplo do que fizeram tantos antigos e ilustríssimos residentes da capital portuguesa. Ao andar por lá, fica fácil perceber de onde saltava a inspiração dos gigantes Fernando Pessoa, Luis de Camões e José Saramago, ou ainda de Eça de Queiroz, Almeida Garrett ou Sophia de Mello Breyner Andresen. E isso só para citar alguns, já que há uma infinidade de escritores que colocaram e ainda colocam a cidade como pano de fundo em suas obras.

Lisboa, como todo bom livro, precisa de ser apreciada com atenção. Somente com todos os sentidos a postos é que se pode ingressar por completo em suas tramas, em seus tantos personagens, cenários, sons e aromas. Há lá o Beco dos Sonhos, o Beco do Imaginário, a Avenida da Liberdade. São cantos todos percorridos por mestres da literatura e que, hoje, talvez inspirem o visitante a rascunhar a sua própria história.

PARA LER A CIDADE

Casa Fernando Pessoa
O poeta fingidor, um dos maiores de sempre na língua portuguesa, deixou aberta a casa no número 16 da Coelho da Rocha. Talvez porque sua poesia precise de luz, de ar ou da visita de ilustres desconhecidos, todos os dias. A morada, que foi o lar de Fernando Pessoa na etapa final de sua vida permite um mergulho intenso em sua personalidade poética e complexa. Já na entrada, o visitante precisa passar por um mapa astral desenhado no chão, encontrado também em outros cômodos com as posições dos astros variando conforme o heterônimo usado. Sim, Pessoa não só acreditava no zodíaco como também elaborava os mapas astrais para Ricardo Reis,


Alberto Caeiro e Álvaro de Campos, além dos outros nomes que assinavam sua escrita.
Subindo as escadas, há anotações, canetas, fotografias e documentos, expostos pelas salas, além de máquinas de escrever e dos óculos redondos característicos do escritor. Também é possível ver de perto as últimas palavras que ele deixou, anotadas num pedacinho de papel e à lápis, um dia antes de sua morte. O bilhete deixado no Hospital de São Luís dos Franceses, em 29 de novembro de 1935, também foi poesia: “Eu não sei o que o amanhã trará”.
O visitante pode ainda entrar no quarto que foi dele, que conserva alguns móveis originais. A famosa arca onde havia milhares de poemas, encontrados somente após a sua morte, está lá, em uma réplica. Há também a cômoda verdadeira sobre a qual ele realizou alguns de seus maiores escritos e cartas à sua única namorada, Ophelia. Tudo, é claro, acompanhado de diversas poesias estampadas nas paredes. Um passeio para ler, ver e sentir.
Informações: o espaço fina na Rua Coelho da Rocha, 16, no Campo de Ourique. O ingresso custa 4 euros e há parceria com desconto para visitar a Fundação Saramago. A casa também conta com exposições temporárias, que variam conforme o período da visita.

Fundação Saramago
Único escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura, entregue em 1998, José Saramago escolheu a Casa dos Bicos, pertinho do Tejo, como a morada para suas palavras. E para si, também, já que é debaixo de uma oliveira, logo à frente, que

repousam desde junho de 2011 as suas cinzas. Autor de mais de 40 obras entre romances, ensaios, contos, poesia e crônicas, o português nascido em Azinhaga retratou em seus livros diversos cenários lisboetas. Em Memorial do Convento, por exemplo, Baltasar Sete-Sóis conhece Blimunda Sete-Luas no Rossio, os dois passam a morar perto do Castelo de São Jorge antes de irem a Mafra.
Na Casa dos Bicos, a literatura está por toda a parte: nos degraus, nas paredes, no ar. É possível conferir exemplares antigos dos livros assinados por Saramago, alguns objetos pessoais, assistir a seus discursos e também ver de perto a medalha do Nobel. Há ainda uma reprodução do escritório onde ele escrevia e é permitido ver sua vasta biblioteca. O filme José e Pilar, que narra sua relação com a jornalista espanhola Pilar del Río, também fica disponível aos visitantes.
Informações: A Casa dos Bicos fica na Rua dos Bacalhoeiros, 10. O ingresso custa 3 euros, sendo que quem apresenta o tíquete de visita à Casa Fernando Pessoa paga apenas 1 euro.

Mosteiro dos Jerônimos

Apesar de ter um ar mais religioso do que literário, o Mosteiro dos Jerônimos, que fica em Belém, abriga túmulos famosos, que valem a visita. É lá que estão sepultados o poeta Fernando Pessoa, o romancista Alexandre Herculano e o autor do poema

épico Os Lusíadas, Luis de Camões. Também é possível ver de perto o túmulo do navegador Vasco da Gama, cujas descobertas figuram no livro de Camões.
Informações: O Mosteiro dos Jerônimos fica em Belém e custa 10 euros, havendo preços promocionais para bilhetes que incluem outros pontos turísticos, como a Torre de Belém (12 euros). O acesso mais tradicional é feito com o elétrico 15, com saídas da Praça do Comércio.

Livraria Bertrand
É no Chiado que está a livraria mais antiga do mundo ainda em atividade, a Bertrand. Com o título conferido pelo Guinness Book exposto logo na entrada, a casa dos livros acumula exemplares de toda ordem, dos clássicos às novidades, com direito a uma sessão especial para as crianças. Fundada em 1732, é desde sempre ponto de encontro de muitos escritores.
Informação: A Bertrand do Chiado fica Rua Garrett, 73-75, no Chiado.

Café A Brasileira
Logo à frente da Bertrand do Chiado está uma das casas mais tradicionais do bairro. É o Café A Brasileira, frequentado antigamente por poetas, políticos, escritores e jornalistas, está também uma estátua de Fernando Pessoa. Lá, é possível se juntar a ele, dividindo uma mesa na esplanada. A decoração do estabelecimento conserva os traços originais, oferecendo uma espécie de viagem ao tempo em que discussões importantes ocorriam ali, entre um café e outro.
Informações: Rua Garrett, 120-122, Chiado.


VISITE TAMBÉM

Castelo de São Jorge

Ainda que não tenha sido a morada de escritores, o Castelo de São Jorge é passeio imperdível em Lisboa. Localizado no alto de uma colina, com acesso por elétricos ou mesmo a pé, oferece uma das vistas mais completas da cidade, capaz de justificar a razão de ter sido ela a fonte de inspiração para tantos artistas das palavras. A principal dica é fazer a visita em horário próximo do final da tarde, quando é possível sentar num cantinho da muralha secular e apreciar o sol caindo sobre o Tejo, num espetáculo de cores sensações. Além da estrutura bem preservada do castelo, há um sítio arqueológico que pode ser visitado, jardins, um restaurante e espetáculos artísticos variados que têm o local como palco. A fortificação foi erguida por muçulmanos em meados do século XI.
Informações: O Castelo de São Jorge fica na Rua de Santa Cruz, 1100-129.
Ingresso custa 8,50 euros.



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