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Seminário

Profissionais de saúde precisam falar sobre gênero e sexualidade

Preconceito impede e cria condições negativas, torna um grupo ainda mais vulnerável

Ana Knevitz/Universidade Feevale
Ângelo Brandelli Costa abriu o II Seminário de Saúde da Universidade Feevale

Questões de gênero e sexualidade devem fazer parte do dia a dia do profissional da saúde. “É importante debater estes temas para desfazer estereótipos e garantir a atenção em saúde”, defende o doutor em Psicologia Ângelo Brandelli Costa, que abriu o II Seminário de Saúde da Universidade Feevale, no último dia 29, abordando a diversidade de gênero e o diálogo sobre sexualidade no âmbito da saúde. A partir de dados sobre a violência contra o grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) no Brasil, Costa expôs as consequências do preconceito na saúde nesta parte da população, que por vezes acaba evitando procurar atendimento por temer uma reação negativa, assim como também há influência no aumento do risco de desenvolvimento de transtornos mentais e até de casos de suicídio. “O preconceito impede e cria condições negativas, torna um grupo ainda mais vulnerável”, destaca. Em pesquisa feita com 710 pessoas transgênero de Porto Alegre e São Paulo, 72% responderam ter sintomas de depressão. Além disso, 86% relataram já ter sofrido algum tipo de violência por sua identidade de gênero ou orientação sexual.

Para Costa, o que funcionaria para mudar esta realidade e integrar a população LGBT de forma plena em todos os processos de saúde é educação e o contato com os grupos estigmatizados. “Quando detectamos essa barreira social temos que fazer o máximo esforço e atingir estas pessoas para que tenham acesso, tanto a questões de atenção básica, como uma gripe, assim como atendimento a necessidades específicas. É importante criar um ambiente acolhedor, independente da complexidade da demanda”, destaca. A afirmação de gênero em pessoas trans é um processo complexo e que necessita de acompanhamento psicológico e medicamentoso, por isso os serviços de saúde se tornam locais importantes de apoio e acolhimento. Em 2011, foi instituída a Política Nacional de Saúde Integral LGBT, justamente para promover a saúde integral dessa população e enfrentar o preconceito e a discriminação dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Chamar pacientes trans pelo nome social já um fator que contribui bastante para a inclusão deste público no serviço de saúde, cita o psicólogo. Costa recomenda aos profissionais de saúde que façam duas questões simples: como você foi designada ou designado ao nascer? E como se identifica agora? “Temos que perguntar à pessoa, ela não vai se sentir ofendida”.



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