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Condicionamento físico

Bungee dance é exercício que diverte e desafia

Em treinamento que surgiu a partir da dança aérea, aluno faz atividades preso a elástico

Eduardo Cruz/GES-Especial
Alessandra incorporou o bungee dance às aulas de pilates

Quando dança, acrobacias e bungee jump se encontram é possível saltar longe sem medo de cair ou se jogar de peixinho sem tocar no chão. Assim é o bungee training, em que os movimentos são executados com o praticante preso a elásticos em um divertido treinamento que brinca com a gravidade. Os pés ficam em contato com o chão e quanto mais afastado do ponto de ancoragem (preso ao teto), maior será o esforço para resistir à retração elástica. “É um desafio a cada aula e dá uma sensação muito prazerosa, de liberdade, pois tu consegue fazer coisas que não imaginava. Saio feliz das aulas porque consegui realizar movimentos que pareciam muito difíceis”, comenta a fisioterapeuta Mariana Azevedo Ferreira, 33 anos, que começou a praticar a modalidade há poucos meses.

Os primeiros registros da dança aérea são da década de 1970, na Califórnia, Estados Unidos, e o uso artístico da cadeirinha similar à de alpinismo e cordas elásticas (bungee cord) existe há pelo menos 16 anos. Mas foi o bailarino profissional tailandês Sivavut Mathong que adaptou a modalidade para o formato de aula. Vídeos de coreografias feitas por ele, que mesclam a dança aérea com treinamento, se popularizaram na Internet e contribuíram para que a prática fosse difundida e adaptada por academias e estúdios do mundo todo, ganhando diversos nomes e estilos: Indoor Sky Dance, Bungee Assisted Dance, Grounded Aerial, Vertical Dance, Wall dance e Ballet Bungee.

No Brasil, o bungee dance chegou em setembro de 2016 e, em Novo Hamburgo, a modalidade já foi integrada a aulas de pilates. “Como é uma atividade de alta intensidade calórica (HIIT), é intercalada com exercícios mais lentos”, explica a educadora física Alessandra Wolf, que, em maio deste ano, participou de um curso de instrutores de bungee dance, em São Paulo, ministrado por Karen Fuhrman, principal nome do treinamento com dança no mundo e diretora artística da Companhia Grounded Aerial, de Nova York. “É uma aula muito forte, de bastante perda calórica e ao mesmo tempo divertida, que vai desafiando o aluno. Permite movimentos que tem medo de fazer, dá sensação de que está voando, tira o peso e te faz sentir mais livre”, destaca Alessandra.

Eduardo Cruz/GES-Especial
Exercício praticado por Lilian e Mariana também trabalha bastante os músculos abdominais

Treino intercalado

O treinamento suspenso trabalha bastante os membros superiores e inferiores, músculos abdominais e a flexibilidade, além de promover uma grande perda calórica. “É um exercício para todas as idades, só não indicado se já houver alguma restrição médica por causa do aumento da frequência cardíaca”, observa a professora de pilates Alessandra Wolf. Além de saltos que simulam voos, a aula também inclui exercícios isométricos e movimentos mais suaves. Para simples mortais, uma hora inteira seguida de bungee dance é praticamente impossível de aguentar. Alguns minutos de exercício de alta intensidade já são suficientes para trazer benefícios e contribuir para a melhora do condicionamento físico. “O tempo vai aumentando aos poucos para que os alunos não se esgotem demais. Trabalha o aumento da resistência com treino intercalado, com um movimento ora mais intenso, ora menos intenso, é um treino progressivo com uma evolução bem visível e rápida”, comenta a educadora física. A psicoterapeuta Lilian Jancenowski Oliveira, 45, conta que não conseguiu fazer os exercícios nem por 10 minutos da primeira vez que foi presa aos elásticos, por conta da resistência, mas, em poucas aulas já se sente muito mais confortável. “Não é difícil, mas exige concentração e preparo físico. Como tenho problema de joelho, fazer qualquer coisa com impacto é ruim, então esse exercício está maravilhoso. Trabalha o corpo todo e, dependendo do direcionamento da professora, trabalha bem partes específicas”, comenta.

Gabriel Guedes/GES-Especial
Ensaiando novos saltos, Amanda diz que exercício lhe dá mais autoconfiança e melhora consciência corporal

Exercício para a autoconfiança

Além dos benefícios físicos, o bungee dance ajuda a superar medos e adquirir autoconfiança. Acostumada a fazer aulas de balé, sapateado e dança contemporânea, para a estudante Amanda Medeiros Escobar, 17, não foi difícil dar os primeiros saltos com o elástico. Mesmo assim, os primeiros movimentos ainda foram um pouco vacilantes. “Olhando parece que vai ser muito fácil, mas estar ali é bem diferente. Aos poucos é que vai despertando a confiança e também sinto que é muito bom para a consciência corporal”, observa. A educadora física Denise Pacheco diz que um dos principais desafios para quem começa é lidar com o medo de cair. “Mas o elástico vai te puxando, vai e volta, e tudo é feito dentro do limite do aluno”, ressalta. Depois de conhecer a modalidade através de vídeos no YouTube, seu objetivo é incorporá-la às aulas de dança, criando coreografias.

Equipamento de segurança
O elástico usado no bungee dance é semelhante ao do bungee jump – esporte radical em que os praticantes saltam de pontes e/ou outras estruturas presos a uma corda elástica. Uma ponta do elástico é fixada firmemente no teto e a outra é atada a uma cadeirinha semelhante às usadas em rapel, presa na cintura do aluno, que permanece com os pés tocando o solo. “O número de elásticos utilizados depende do peso da pessoa, para que ela não caia no chão e tudo deve seguir uma regulagem de segurança”, destaca Alessandra.



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