Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

PUBLICIDADE
São Leopoldo

Preço da cesta básica apresenta segunda queda consecutiva

Diminuição na renda per capita do consumir justifica mudança dos preços nos supermercados
11/10/2017 21:04 11/10/2017 21:04

Diego da Rosa/GES
Dos itens que tiveram retração em setembro, estão ovos, com 23,20%
Com redução de 2,29% em outubro, o custo da cesta básica em São Leopoldo teve o segundo mês consecutivo de queda, de acordo com dados obtidos pelo Procon. A retração também foi percebida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Porto Alegre, onde a cesta básica caiu 2,04%. No acumulado dos últimos 12 meses, a trajetória também é negativa, com redução de 8,59% no preço dos alimentos que compõem a mesa das famílias.
 Em São Leopoldo, os principais itens que contribuíram para a variação negativa foram a cebola (-26,13%), os ovos (-23,20%) e a salsicha avulsa (-22,78%). Já os itens que tiveram maior variação positiva foram o sabão em pó (37,28%), o sal (29,13%) e o sabonete (18,02%).


Renda baixa impacta no consumo

Para o economista Alfredo Meneguetti Neto, da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE), a redução no preço da cesta básica é explicada por dois fatores principais: a safra abundante dos dois últimos anos e a queda da renda per capita dos brasileiros, reflexo da recessão econômica iniciada no fim de 2014, que interfere no consumo. “A safra gerou uma oferta muito boa de produtos, principalmente dos hortifrutigranjeiros, e isso impacta no preço da cesta básica, porque o custo tende a se estabilizar”, analisa. “Mas o fator mais importante é o enfraquecimento da economia. Temos renda em queda e muitas famílias endividadas, com desequilíbrio no orçamento, o que impacta a demanda. As pessoas consomem menos e isso reflete no preço, porque os empresários precisam se adaptar à demanda, que está baixa”, explica Neto, citando que os salários parcelados, tanto por parte do governo Municipal como Estadual, também interferem na redução do consumo das famílias.
O economista da FEE pontua que, embora a economia esteja apresentando sinais de retração, as famílias ainda estão longe de se recuperar do ciclo recessivo que começou no segundo trimestre de 2014 e gerou queda de 11% na renda per capita em onze semestres. “Os preços estão acusando o enfraquecimento da demanda”, resume Neto. A queda de inflação, que acumula 2,46% nos últimos 12 meses, a taxa mais baixa desde fevereiro de 1999, também é afetada pela retração no consumo, de acordo com o economista.

Realidade

“Isso aí é uma bobagem. Só quem compra semanalmente sabe da realidade. Às vezes a gente encontra uma ou outra promoção, mas, no geral, tá horrível, muito complicado”, queixa-se o pintor Loacir Santos de Arruda, 62 anos. De acordo com o economista da FEE, a percepção do consumidor, que, muitas vezes, não nota a redução dos preços, é explicada pelo custo de vida. “Embora a inflação esteja em queda, o custo de vida é muito alto”, explica.


Jornal VS
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS