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Tema do dia

Câncer de mama, a luta que é possível vencer

Se descoberto no início, chance de cura chega a 95%, o que reforça importância de exames de rotina
12/10/2017 12:51 12/10/2017 12:53

O Rio Grande do Sul é o 2º Estado com maior incidência de câncer de mama no País, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a estimativa é que chegue a 57.960 novos casos este ano no Brasil, sendo 5.210 no Estado. Mas tem um lado positivo que deve ser lembrado, principalmente durante o Outubro Rosa: têm mais mulheres descobrindo o câncer a tempo e saindo vitoriosas do tratamento. Segundo a mastologista Gabriela Santos, se descoberto em estágios iniciais a chance de cura é de 95%. “Por isso devemos chamar tanta atenção para os exames de rotina, para que se possa detectar lesões muito pequenas. Acho que as mulheres estão mais atentas à sua saúde. O ideal é fazerem suas consultas anuais de rotina com seu ginecologista. E qualquer alteração serem encaminhadas ao especialista”, observa.

Para a vice-presidente do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama) e nutricionista oncológica Beatriz Moser, a evolução do tratamento é um dos motivos para isso. “Não temos um dado oficial, mas percebemos que têm mais mulheres vencendo o câncer de mama. Muito disso porque os medicamentos estão mais assertivos, hoje se analisa o DNA do tumor e antes se pensava apenas na paciente. Quando se tem informações, o tratamento é mais eficaz. Temos hoje uma evolução da tecnologia que é usada para uma detecção mais precoce”, avalia Beatriz, que também destaca a importância do diagnóstico precoce. “As pessoas estão indo atrás de seus direitos e tendo o autoconhecimento do corpo, são fatores que fazem tu evoluir em relação ao tratamento do câncer de mama. Antigamente era quase uma sentença de morte, hoje as pessoas como estão vivendo mais tempo, mesmo depois de doença grave como essa. As pessoas ainda têm um pouco de preconceito, ainda escutamos a frase: ‘quem procura, acha’. Mas essa frase tem que ser enaltecida, queremos que esta pessoa procure e ache o mais cedo possível ”, diz.

Elas superaram a doença

Juliana Nunes/GES-Especial
vitoriosas: Neli, Ely e Sirlene passaram por quimioterapia, radioterapia e medicação

E é exatamente o diagnóstico precoce (e a vontade de viver) que une três vitoriosas atendidas pela Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo. A dona de casa Ely Honória Celistre, 69 anos, a serviços gerais Sirlene Soares Krenske, 37, e a costureira aposentada Neli Formagini Braz, 65.

Ely teve o diagnóstico de câncer de mama há quase 11 anos. “Passei a mão e senti o caroço. Logo em seguida já procurei o médico e fiz os exames. Nesta mesma época meu marido teve câncer no pulmão e ficou muito mal. Esperei dois meses e meio, para ele se recuperar um pouco, e fiz a cirurgia para a nova biópsia, foi aí que veio resposta que eu já imaginava: era maligno”, lembra.

Já Sirlene quase confundiu o nódulo com efeito da musculação. “Descobri há dois anos. Eu senti um relevo no seio, mas ia muito na academia e achei que era efeito da musculação. Meu marido insistiu para eu fazer os exames e fiz a mamografia que detectou o câncer. Fiz a cirurgia logo em seguida, e fiz também a quimioterapia e radioterapia e estou tomando o remédio. Primeiro me deu um baque, eu pensava: ‘meu Deus, vou perder todo o meu cabelo’. Mas deu tudo certo e me sinto uma vitoriosa”, conta.

Neli percebeu que tinha algo errado na mama durante uma viagem a Santa Catarina há pouco mais de cinco anos. Na época, ela chegou a guardar segredo por mais de uma semana. “Eu fui dormir e estava tudo certo, quando acordei senti um carocinho. Fiquei uma semana apavorada, não quis contar com medo de estragar o passeio, estava com meu marido e minha filha. Quando voltei fiz exames e falaram que era caso urgente. Só então falei para minha família. Fiz cirurgia para retirada do nódulo, depois fiz a quimioterapia e a radioterapia e também tomei os remédios. Agradeço a Deus por ter descoberto logo. Hoje estou muito bem. Todas as mulheres precisam se cuidar, fazer a mamografia e a ecografia mamária”, relata.

Tarde de chá e maquiagem das vitoriosas

Juarez Machado/GES
O evento foi na Sociedade Ginástica e contou com oficina de maquiagem. O momento foi aproveitado pela costureira aposentada Sirlei Anacleto
Pacientes do grupo de apoio Mãos Dadas participaram ontem do Chá das Vitoriosas, organizado pelo Centro de Diagnóstico por Imagens da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH). “É um mês de falar em prevenção e cuidados e também de comemorar as conquistas diárias de todas vocês”, destaca a diretora da FSNH, Cláudia Schenkel, O evento foi na Sociedade Ginástica e contou com oficina de maquiagem. O momento foi aproveitado pela costureira aposentada Sirlei Anacleto (foto), 60 anos. “Venci o câncer de mama há sete anos. Vim celebrar a vida”, comenta.

Eu venci/Daniela Moraes, editora do Jornal NH

Tu pode estar sofrendo com o diagnóstico de câncer de mama. Pode estar com medo da quimioterapia, da perda de cabelo, de ter a tua história desenhada em uma cicatriz no teu corpo e te digo que isso é normal. Queria te contar que eu passei por isso também. Sei o que tu deve estar sentindo. E hoje, editando essa página, revivi a minha história através dos relatos da Neli, da Ely e da Sirlene e de tantas outras mulheres que todos os dias recebem o diagnóstico. Vivi e venci o câncer de mama este ano. Só queria te dizer que é possível e que depois desse chacoalhão da vida, tu vais te descobrir mais forte. O diagnóstico não é o fim... É a chance de um novo começo.

APOIO

A Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo tem atualmente 426 pacientes cadastradas. Um dos trabalhos é o de reinclusão social. “Temos diversas atividades, entre elas, oficinas de informática, arteterapia, caricatura e beleza, esta última com o apoio da Feevale”, conta a presidente da Liga, Regina Dau. Em contato diário com pacientes que venceram ou estão na luta contra o câncer de mama, Regina também nota uma mudança na conscientização sobre o diagnóstico precoce. “Notamos que a mentalidade começou a mudar, as mulheres têm feito mais exames preventivos, tem procurado ajuda. E é um trabalho que não para, as ligas se mobilizam para chamar a atenção e melhorar ainda mais estes resultados. A cura para o câncer é a prevenção”, afirma.

Onde tem liga

NOVO HAMBURGO - Rua Tupi, 758, Centro, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 17h30. A filial fica no Hospital Regina, bairro Hamburgo Velho, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12 horas, e de segunda a quinta-feira das 13h30 às 17 horas.

ARARICÁ - Rua Jacob Rech, 289, com atendimento em terça e quinta-feira, das 14h30 às 17h30, e no sábado, das 8h30 às 11 horas.

CAMPO BOM - Rua 7 de setembro, 411, Centro, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 17h30.

DOIS IRMÃOS - Rua Gramado, 388, Centro, com atendimento na terça e sexta-feira, das 14 às 17h30.

ESTÂNCIA VELHA - Rua Presidente Lucena, 3145, sala 2, Centro, com atendimento na segunda-feira, das 13h30 às 17 horas, e quarta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17 horas.

GRAMADO - Rua Ernesto Volk, 300, no Posto Bairro Floresta, com atedimento nas terças, das 13h30 às 15h30.

IVOTI - Rua Bento Gonçalves, 780, Centro, com atendimento em terça e quinta-feira, das 14 às 17 horas.

SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA - Rua Coronel Victor Vila Verde, 126, Centro, com atendimento na terça e quinta-feira, das 9 às 15 horas.

SÃO FRANCISCO DE PAULA - Avenida Júlio de Castilhos, 603, sala 28, com atendimento nas terças-feiras, das 15 às 17 horas, e nas quintas-feiras, das 14 às 16 horas.

SÃO LEOPOLDO - Rua Azambuja Fortuna, s/nº, com atendimento de terças a sextas-feiras, das 7h30 às 11h30, na terça-feira, das 14 às 17 horas, e na quarta e quinta-feira, das 13 às 16 horas.

SAPIRANGA - Rua Duque de Caxias, 48, Centro, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 14 às 18 horas.

TRAMANDAÍ - Rua Saldanha da Gama, 726.


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