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Psicologia

Apostar, perder e continuar: quando o jogo vira doença

Jogador patológico pode deixar em segundo plano atividades sociais, convívio familiar e até o trabalho em função de seu descontrole
31/10/2017 14:05 31/10/2017 14:06

Reprodução/Reprodução
Doença é caracterizada pela incapacidade de controlar o tempo e o dinheiro gastos com jogos de azar


Prejuízos financeiros, emocionais, no trabalho e nas funções do dia a dia. Estes são alguns dos problemas que o transtorno do jogo acarreta para seus pacientes e familiares. A incapacidade de controlar o tempo e o dinheiro gastos com jogos de azar – como loterias, bingo e jogos eletrônicos – é o que caracteriza a doença, classificada mundialmente no Manual Diagnóstico Estatístico de Doenças Mentais.

Psicóloga da Unimed Encosta da Serra, Daniela De Negri explica que o jogador patológico apresenta traços de personalidade compatíveis com transtorno relacionado a substâncias químicas: busca prazer, sensação de bem-estar, mesmo considerando todos os riscos e consequências negativas posteriores ao comportamento. “Assim como na dependência química, o indivíduo pode experimentar abstinência quando impossibilitado de jogar. Isso ocorre porque jogar, para essas pessoas, ativa circuitos cerebrais que provocam um prazer semelhante ao das drogas”, detalha a psicóloga.

Este perfil de paciente, continua Daniela, pode deixar em segundo plano atividades sociais, convívio familiar e até o trabalho em função desse descontrole. A prioridade passa a ser a prática do jogo de sua preferência. Ocorrem frequentemente mentiras acerca do que está fazendo, pois dificilmente ele admite que esteja envolvido com a atividade ou que perdeu o controle da situação, como explica a psicóloga.

Apoio familiar

As mentiras, inclusive, são uma forma da família perceber que há algo errado e poder apoiar seu familiar. Psicólogo ou psiquiatra são os profissionais que devem fazer o diagnóstico e conduzir o tratamento, por meio de psicoterapia, combinada ou não com uso de medicações, neste caso sob prescrição do psiquiatra. “Como parte do tratamento, algumas mudanças serão necessárias: evitar passar em lugares onde o paciente possa ter acesso à casa de jogos ou apostas, lugares onde de costume frequentava para jogar, evitar assuntos ou pessoas que também joguem ou incentivem a jogar”, detalha Daniela. Para administrar as finanças, a interferência da família é fundamental.

Fatores de risco para jogadores patológicos

* O transtorno do jogo pode estar relacionado a fatores ambientais e genéticos; existe uma prevalência em parentes de primeiro grau de indivíduos com transtorno por uso de álcool moderado a grave.

* Na questão ambiental, padrões familiares em que já exista o hábito do jogo podem ter aumentada a chance de algum dos indivíduos daquele ambiente vir a desenvolver o transtorno.

* O início do transtorno do jogo pode ocorrer na adolescência, início da idade adulta, meia-idade ou na idade adulta avançada. Não há um padrão nesse sentido para se atribuir a fase de vida em que pode ocorrer. No entanto, o começo precoce pode estar associado à impulsividade e é mais comum ocorrer no sexo masculino.

* Algumas comorbidades estão ligadas a esse transtorno, sendo elas o transtorno da personalidade antissocial, transtornos depressivo e bipolar e a outros transtornos por uso de substâncias, como álcool.


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