Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. João Corrêa, 1017 - Centro - São Leopoldo/RS - CEP: 93010-363
Fones: (51) 3591.2000 - Fax: (51) 3591.2032

PUBLICIDADE
Tensão na Ásia

Trump visita a China, etapa mais delicada da viagem asiática centrada na Coreia do Norte

Na Ásia, presidente americano pretende formar uma frente comum contra as ambições nucleares da Coreia do Norte
08/11/2017 10:55 08/11/2017 10:57

Andy Wong/AFP
Donald Trump e sua esposa Melania ao lado do presidente chinês Xi Jinping
O presidente americano, Donald Trump, visitou nesta quarta-feira (8) a Cidade Proibida de Pequim com seu colega chinês, Xi Jinping, no início da etapa mais delicada de uma viagem asiática dedicada principalmente a forjar uma frente comum contra as ambições nucleares da Coreia do Norte.

O avião presidencial pousou no aeroporto de Pequim, procedente de Seul, para uma visita de menos de 48 horas à China, país que o republicano criticou duramente antes de sua eleição, há exatamente um ano, com a acusação de que "roubou" milhões de empregos dos Estados Unidos.

Nas últimas semanas, no entanto, Trump elogiou Xi Jinping, de quem espera ajuda em sua missão contra a Coreia do Norte e uma redução do enorme excedente comercial da China em relação aos Estados Unidos. "Espero com muita impaciência a reunião com o presidente Xi, que acaba de obter uma grande vitória política", escreveu Trump no Twitter algumas horas antes de chegar a Pequim.

Trump se referia ao novo mandato de cinco anos obtido por Xi no recente congresso do Partido Comunista da China (PCCh) e, portanto, à frente do país de maior população do mundo. "Ele o elogia para preparar o terreno e deixá-lo de bom humor porque tem coisas desagradáveis a dizer", opinou o sinólogo Jean-Pierre Cabestan, da Universidade Batista de Hong Kong.

Apesar da China ter aprovado as últimas sanções da ONU contra a Coreia do Norte e prometido aplicá-las, Washington deseja que Pequim faça mais para asfixiar economicamente Pyongyang. "Prosseguem os intercâmbios comerciais na fronteira sino-coreana", afirmou uma fonte do governo americana à imprensa no avião que transportou Trump a Pequim. 

"Vamos trabalhar estreitamente com os os chineses para identificar estas atividades e acabar com elas", completou.

Pressão contra Pyongyang

A China, responsável por 90% do comércio com a Coreia do Norte, está em uma posição crucial para pressionar o regime de Kim Jong-Un, que em setembro realizou um novo teste nuclear.

Antes de viajar a China, Trump fez em Seul uma nova advertência ao regime norte-coreano, com o apelo para que abandone o programa nuclear e saia do isolamento através da diplomacia. "Não nos subestimem, não nos provoquem", declarou Trump em um discurso no Parlamento de Seul.

"Todas as nações responsáveis devem unir suas forças para isolar o brutal regime da Coreia do Norte", insistiu Trump diante dos deputados sul-coreanos. "Não se pode apoiar, fornecer ou aceitar", completou, em referência à China e à Rússia.

Em seu discurso, Trump chamou o regime de Pyongyang de "cruel ditadura", mas ofereceu ao líder norte-coreano "um caminho para um futuro melhor".

Relações com a China

As relações comerciais com a China serão o outro grande tema abordado durante a visita de Trump. "Responder ao desequilíbrio do comércio com a China está no centro das conversações entre o presidente Trump e o presidente Xi", declarou o secretário americano do Comércio, Wilbur Ross.

"Conseguir um tratamento equitativo e recíproco para as empresas é um objetivo comum", acrescentou. Empresas da China e dos Estados Unidos assinaram nesta quarta-feira em Pequim 20 acordos comerciais avaliados em nove bilhões de dólares.

Durante a cerimônia de assinatura, o vice-primeiro-ministro chinês Wang Yang chamou os acordos de "aquecimento" antes da reunião de cúpula de quinta-feira, na qual Trump e Xi assinarão contratos nos setores de gás e da soja.

A bordo do avião que levava Trump a Pequim, um alto funcionário da administração americana comentou os "graves desequilíbrios na relação econômica bilateral, não apenas o déficit comercial, como também as regras injustas, como as transferências de tecnologia impostas às empresas americanas".

O déficit comercial americano a respeito da China não dá sinais de redução um ano depois da eleição de Trump.

Em meio à chegada de Trump a Pequim, a administração alfandegária chinesa publicou que o excedente comercial com os Estados Unidos nos primeiros 10 meses do ano alcançou 223 bilhões de dólares, 8% a mais na comparação com o mesmo período de 2016.

Xi Jinping espera resultados positivos

O presidente chinês Xi Jinping disse hoje que espera resultados positivos e importantes da visita de Trump a Pequim, informou a agência estatal Xinhua. 

Trump, que chegou nesta quarta a Pequim, permanecerá no país até sexta pela manhã.


Jornal VS
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS