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Mauro Blakenheim

Pole MacartNEI

"Na verdade, Paul nunca imaginou que poderíamos acrescentar ao seu sobrenome de filiação escocesa, o Nei"
05/11/2017 06:55

Mauro BlankenheimMauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

A mais recente visita do sempre beatle Paul McCartney rendeu a ele todo o tipo de rebatismos. Nosso gauchês, aliado ao brasileirês, mistura de Português com sotaque Pau Brasil, redefiniu a pronúncia do nome do refinado artista. Na verdade, Paul nunca imaginou que poderíamos acrescentar ao seu sobrenome de filiação prefixal escocesa, o Nei, tão popular entre nós. Tampouco imaginava que devido à familiaridade com que todos nós nos referimos a ele nessas últimas semanas, poderia ser chamado de poste, bastão, mastro ou vara, ao invés de Paulo. O Póól, filho de Cartney, como deve ser entendido o sobrenome do roqueiro inglês (e pronunciado como monkey, key, donkey – sem o e) deve achar muito interessante e até simpático ver seu nome “traduzido” em sotaques do mundo inteiro, tal a arraigada e densa capilaridade internacional de seu sucesso como compositor e intérprete. O Brasil, então, é líder mundial na nacionalização fonética de seus ídolos e marcas internacionais. Palavras como love (lãv) soam lóve. Marcas históricas como a da hoje vintage raquete de madeira compensada, Dunlop Maxply, eram faladas como Maxplay no meio tenístico dos anos 1960, certamente porque o verbo play significa entre outros, jogar. As pessoas viam o que não estava escrito por pura e mera sugestão de percepção. Uma leitura dinâmica, dinâmica demais. Caberia aí um compêndio de estudos sobre os fundamentos científicos da comunicação. Como se não bastasse, nós brasileiros nos referimos ao nosso próprio País em inglês, como Brézil, ao invés de Brazil, zil, zil, como diria Galvão Bueno nas suas épicas narrações esportivas que viraram vinhetas de áudio. Nem mesmo o estúdio dos Beatles em Abbey Road passaria incólume. Nem mesmo NYC, The Big Apple, ou a marca que assina os produtos McIntosh ou a estrela semiótica da fábula da Branca de Neve: se pedirmos uma “eipel” numa fruteira norte-americana, certamente o semblante do atendente viraria um sisudo ponto de interrogação. O som do a antes de um duplo P deveria soar aberto, épãl.

Ao contrário do que possa estar parecendo aos leitores que estoicamente me acompanharam até esta linha, não foi mostrar-se professoral o intuito desta crônica e sim apenas uma simples viagem pela fonética e linguagem. Algo fascinante para quem aprecia e se fascina com essas curiosidades e, ao mesmo tempo, sem querer deslocar emprestadas palavras de Alguém infinitamente superior, ter consciência de que o povo perece por falta de conhecimento. Amém? E mais importante do que refletir é ser espelho, pois, entre pensar e agir, seguimos atrás do money, ou melhor, mãni.


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