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Levantamento

São Leopoldo tem o menor número de casamentos desde 2010

Estatística divulgada pelo IBGE aponta tendência de queda no número de matrimônios na região
20/11/2017 08:11 20/11/2017 08:11

As Estatísticas de Registro Civil divulgadas pelo IBGE na semana passada revelam uma tendência na região: estamos casando menos. No Brasil, houve redução de 3,7% no volume de casamentos na comparação com 2015, e 20 Estados apresentaram queda. Em São Leopoldo, 2016 teve o menor número de matrimônios desde 2010, e o gráfico da série histórica não deixa dúvidas: o interesse pelo casamento tem diminuído com o passar do tempo.

Mas o que isso diz sobre as nossas relações? Para o professor do Programa de Pós Graduação de Ciências Sociais da Unisinos, Aloisio Ruscheinsky, não há apenas um motivo por trás da estatística. “Não é uma única causa, e sim um conjunto de aspectos”, avalia.

Múltiplas causas

Entre as possíveis explicações, Ruscheinsky aponta o crescimento das uniões estáveis, que ganharam status jurídico semelhante ao do casamento, os custos para formalizar e desformalizar a união, o fato de que, em média, as pessoas casam mais velhas do que antigamente e a cultura de consumo com foco na individualização. “O casamento como vínculo jurídico deixou de ser uma jaula de ferro. Houve uma época em que o casamento era para toda a vida, e estava diretamente ligado à procriação, mas essas duas dimensões se relativizaram. É um fenômeno social em curso”, analisa o professor da Unisinos.

Estatística aponta tendência de queda

Embora o gráfico não seja completamente linear, é possível perceber uma tendência de queda no número de casamentos na região. Ainda que São Leopoldo, por exemplo, tenha registrado queda de apenas 2,14% nos casamentos na comparação entre 2015 e 2016, os dados de anos anteriores mostram uma redução acentuada: na comparação com 2012, quando foram registrados 891 casamentos, o maior número da série histórica, a queda em relação a 2016 é de 7,63%. Novo Hamburgo, por outro lado, viu o número de matrimônios despencar em 2016, depois de dois anos de crescimento.

O volume de casamentos registrado em 2016 na cidade vizinha a São Leopoldo foi o menor desde 2010.  Já no que diz respeito aos divórcios, é difícil apontar alguma tendência a nível regional e nacional. No Brasil, os divórcios aumentaram 4,7% em 2016 na comparação com 2015. Na região, porém, a estatística mostra queda.

São Leopoldo teve redução de 13,19%, Sapucaia do Sul mostrou queda de 31,69% e Esteio se manteve estável. No Brasil, a guarda compartilhada dos filhos menores aumentou de 12,9% para 16,9% na comparação entre 2015 e 2016.

Redução

Na região, a queda também é percebida em Sapucaia do Sul, que chegou a 552 casamentos em 2011, mas registrou apenas 450 em 2015, numa redução de 18,47%. Em Esteio, fenômeno semelhante ocorreu. A cidade, que chegou a registrar 349 casamentos em 2010, encerrou 2016 com 305 cerimônias, o que representa uma redução de 12,6%.

Portão também apresentou queda no número de matrimônios nos últimos anos. Em 2014, foram 148 no município, recorde da série histórica. Em 2016, o menor volume desde 2008, com redução de 21,51% na comparação com 2014. Já a cidade de Capela de Santana manteve o número de matrimônios relativamente estável nos últimos anos.

Naturalmente sob o mesmo teto

Moradores de São Leopoldo, o jornalista Rodrigo Blum, 28 anos, e a arquiteta Jaqueline Ramos Grabasck, 31, fazem parte dos casais que não entram para a estatística do IBGE, embora morem juntos há três anos. Depois de nove anos de namoro, a ideia de dividir o mesmo teto teve como primeira motivação a conveniência. “Ela era minha namorada na época, e fazia Mestrado na Unisinos, mas morava em Porto Alegre. No mesmo período, eu estava me mudando para uma casa perto da universidade. Ela me ajudou na mudança e percebemos que seria mas fácil ela ficar em São Leopoldo para completar a pós-graduação”, lembra Blum.

A formação terminou e eles seguiram morando juntos. “Percebemos que a nossa vida melhorou e assim ficamos sob o mesmo teto. Não oficializamos em cartório talvez por comodismo”, reflete. “Do ponto de vista legal, os direitos estão estabelecidos pelo tempo de convivência”, completa.

O perfil de quem casa e se separa

No Brasil, nas uniões civis entre cônjuges solteiros de sexos diferentes, os homens casam-se, em média, aos 30 anos, e as mulheres, aos 28 anos. Nas uniões entre pessoas do mesmo sexo, a idade média no casamento é de 34 anos, tanto para homens quanto para mulheres. Em média, o homem tem 43 anos quando se divorcia, já a mulher 40, e o tempo de duração de um casamento é de cerca de 15 anos. Ainda segundo o estudo do IBGE, a maior proporção das dissoluções ocorreu em famílias constituídas somente com filhos menores de idade (47,5%) e em famílias sem filhos (27,2%). A guarda dos filhos menores é ainda predominantemente da mãe e passou de 78,8% em 2015 para 74,4% em 2016. A guarda compartilhada aumentou de 12,9% em 2015 para 16,9% no ano passado.

Nascimentos caem 5,1% no Brasil em 2016

Pela primeira vez desde 2010, houve queda no número de nascimentos no Brasil e em todas as grandes regiões. Foram registrados, no País, 2.793.935 nascimentos em 2016, uma redução de 5,1% na comparação com 2015. No Brasil o percentual de nascimentos ficou em -5,1%, em comparação a 2015, sendo 4,7% no Rio Grande do Sul.

Em São Leopoldo, a redução foi mais expressiva: nasceram 2954 pessoas em 2016, uma queda de 8,65% na comparação com 2015. Em Sapucaia do Sul, a redução atingiu 6,22%, enquanto Esteio teve 13,39% menos nascimentos. Pesquisadores do IBGE atribuem parte dessa queda à epidemia de zika que afetou o país entre 2015 e 2016 e ao nascimento de bebês com microcefalia.





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