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Tensão

Brasileiro detido na Venezuela foi deportado para os Estados Unidos

Governo brasileiro fez comunicado neste sábado (6) pelo Twitter
06/01/2018 20:55 06/01/2018 20:56

Reprodução/Facebook/Jonatan Diniz
Brasileiro foi detido pelas forças de segurança da Venezuela
O brasileiro Jonatan Moisés Diniz, que havia sido detido no fim de dezembro na Venezuela, acusado de tentar desestabilizar o governo de Nicolás Maduro, foi deportado para os Estados Unidos, onde, aparentemente, residia, informou neste sábado (6) a chancelaria brasileira.

"O incidente envolvendo o brasileiro Jonatan Moisés Diniz foi encerrado, com sua expulsão da Venezuela", confirmou o chanceler Aloysio Nunes em sua conta no Twitter.

O jovem, 31, que aparentemente vive em Los Angeles e teria viajado à Venezuela para realizar um trabalho humanitário, "foi deportado hoje para os Estados Unidos", assinalou à AFP uma fonte da chancelaria, sem dar detalhes.

A deportação de Diniz acontece dois dias depois que o governo Michel Temer exigiu de Caracas informações sobre o brasileiro, afirmando que estava há dias tentando confirmar se ele estava detido desde 26 de dezembro, como havia anunciado na TV o número dois do chavismo, Diosdado Cabello.

Segundo Cabello, o brasileiro era diretor da ONG Time to Change the Earth, uma fachada para promover nas redes sociais supostas atividades de entrega de alimentos e utensílios que, na verdade, buscavam arrecadar dinheiro para desestabilizar o governo esquerdista de Maduro.

Cabello acusou Diniz de fazer parte de uma "organização criminosa com tentáculos internacionais", e, mostrando mensagens do jovem nas redes a favor dos recentes protestos contra o governo, apontou sua suspeita de que um residente nos Estados Unidos estivesse na Venezuela realizando atividades humanitárias.

No Brasil, os pais de Diniz publicaram mensagens nas redes sociais pedindo a libertação de seu filho, afirmando que o mesmo era inocente.

O episódio aconteceu após divergências recentes entre Brasil e Venezuela, cujas relações diplomáticas estão congeladas desde agosto de 2016, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff.


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