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Saúde

Com salários atrasados, hospitais de Tramandaí e Osório vão suspender atendimento

Casas de saúde alegam salários atrasados e não pagamento do 13º
09/01/2018 08:00 09/01/2018 08:02

Sindisaúde-RS/Sindisaúde-RS/Divulgação
Funcionários protestaram em frente ao hospital
Os narizes vermelhos de palhaço não indicam bom humor, tampouco que estão dispostos à brincadeira. As placas são reivindicatórias e cobram pagamento de salários em dia, o que não está acontecendo em duas casas de saúde do litoral gaúcho, o Hospital São Vicente de Paulo, de Osório, e o Hospital Tramandaí, na cidade de mesmo nome. As queixas são referentes à falta de pagamento do 13º salário, das férias e dos atrasos nos pagamentos salariais. Em alguns casos, desde julho do ano passado.

Uma assembleia foi realizada na última quinta-feira em Osório, onde os trabalhadores do Hospital São Vicente de Paulo decidiram pela paralisação das atividades a partir das 7 horas de quarta-feira (10), com previsão de encerramento para as 7 horas da quinta-feira, com nova assembleia para definir os rumos do movimento paredista. A paralisação é em função no atraso do pagamento do 13º salário e das férias. Com a organização do Sindisaúde-RS, os trabalhadores fizeram uma bloqueio na BR-101 e atos em frente ao hospital. Sem garantias dos repasses do governo do Estado, os funcionários querem dar um basta. “Basta de assédio moral”, “chega de exploração”, “cadê o nosso salário?” e “a saúde pede socorro” foram algumas das reivindicações dos cartazes feito pelos trabalhadores na ação realizada em frente à casa de saúde.

Não é surpreendente o atraso do pagamento do 13º salário de 2017 e das férias. Na casa de saúde de Osório - única do município - além dos atrasos nos pagamentos desde julho do ano passado, o 13º salário de 2016 ainda não foi pago na integridade, conforme o vice-presidente do Sindisaúde-RS, Julio Appel. “Desde julho do ano passado não temos os repasses, oriundos do governo estadual”, confirma.


Só emergências no São Vicente

Somente casos graves e emergenciais serão atendidos no hospital de Osório. Segundo Appel, serão mantidos 30% das áreas que não oferecem risco de vida, além da emergência. “O comando de greve vai se organizar para os atendimentos necessários. Na quinta pela manhã, queremos fazer uma nova assembleia para definir a greve por tempo indeterminado. Queremos o que é nosso por direito, que são os salários em dia e o 13º que não foi pago”, salienta o vice-presidente do Sindisaúde-RS. Ele garante que essa é uma situação de crise que representa apenas a ponta de um iceberg. “Sequer temos um repasse das questões salariais de 2016 e 2017, os salários estão atrasados”, lamenta.

Problema iniciou em setembro

Na edição de segunda-feira do Jornal NH, o Sindisaúde-RS e o Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul publicaram edital que ameaça paralisação dos serviços do Hospital Tramandaí entre a próxima quinta-feira, dia 11, e sábado, dia 13, deste mês caso os servidores não recebam o pagamento de salário e 13º. Depois de conviver por meses (desde setembro do ano passado) com os atrasos de salários e incertezas quanto aos pagamentos seguintes, os funcionários realizaram, com a organização do Sindisaúde-RS a primeira paralisação do ano, no dia 2 de janeiro. A Fundação Hospitalar Getúlio Vargas, de Sapucaia, que administra o Hospital Tramandaí, emitiu a seguinte nota oficial: “A partir do repasse da verba devida pelo Governo do Estado, efetuado nesta tarde, o pagamento dos salários referente ao mês de dezembro de 2017 será realizado na terça-feira, dia 9 de janeiro. Na mesma data, será efetuado o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos trabalhadores de nível técnico.”

Vice-presidente do Sindisaúde fala em caos

Os repasses, que, segundo Appel, são de R$ 1,2 milhão ao mês, vindos dos cofres do governo, são para praticamente todos os serviços realizados no hospital de Osório. Por conta do município, sob o repasse de cerca de R$ 200 mil, ficam situações emergenciais. “Eles alegam que não têm recursos. O São Vicente é o único hospital do município e estamos com falta de atendimento porque não tem médico, medicamentos, estrutura”, disse. “Diminui a oferta da central de leitos, não se tem antibióticos, impossível fazer cirurgias, não tem médicos. As internações não estão mais indo para central de leitos, está um caos”, reforça Appel.

Pendências

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual da Saúde, que se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa. Por e-mail, foi informado que foi feito repasse para a saúde de R$ 100 milhões pelo governo do Estado dia 28 de dezembro. Metade desse valor, conforme a nota, seria repassada aos municípios. A outra parcela seria destinada ao pagamento de hospitais e fornecedores. Contudo, o secretário-geral do Sindisaúde-RS, Julio Jesien, diz que esse repasse é referente ao pagamento dos salários de novembro. Portanto, o salário de dezembro, que deveria ser pago no quinto dia útil deste mês, não foi quitado, assim como o 13º salário. Ainda na nota, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Branco, disse que o Rio Grande do Sul tem, ainda, uma dívida com os municípios superior a R$ 500 milhões. “Evidente que o Estado gostaria de repassar um montante superior, no entanto, a absoluta falta de recursos nos impede de pagar uma parcela maior da dívida”, disse ele.

Sem água

O secretário-geral do Sindisaúde-RS, Julio Jesien afirma que não há previsão nenhuma para o pagamento dos trabalhadores. “Estamos em uma situação que não tem da onde tirar dinheiro. Quem está atuando é muito mais pela paixão do que pela razão. Esses trabalhadores têm um comprometimento muito grande com a comunidade e pra nós, fazer essa paralisação é muito ruim”, lamenta. “Alguns colegas tiveram água, luz cortados. Outros com falta de alimento em casa. O salário está atrasado desde setembro do ano passado por parte do governo do Estado, é uma vergonha.”


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