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Ensino

Verão em sala de aula para recuperar 94 dias de greve

Alunos terão aulas de segunda a sábado. Ano letivo começa a partir de 26 de fevereiro
10/01/2018 20:40 10/01/2018 20:40

Diego da Rosa/GES
No Pedrinho alunos terão aulas de segunda a sábado até o início de fevereiro
Sem férias para livros e cadernos. Assim serão os meses de janeiro a março para os estudantes da rede estadual gaúcha na recuperação dos 94 dias de greve do magistério. A paralisação, que durou de 5 de setembro a 8 de dezembro do ano passado foi uma das mais extensas da categoria no Estado, perdendo apenas para a greve de 1987, quando as atividades escolares ficaram suspensas por 96 dias.

No Instituto de Educação Professor Pedro Schneider, o Pedrinho, no Centro de São Leopoldo até o início de fevereiro alunos e professores estarão em salas de aula, recuperando conteúdos e realizando as últimas avaliações do ano letivo de 2017. No local, as aulas estão previstas para ocorrerem de segunda a sábado até o dia 2 de fevereiro. O encerramento das atividades deverá acontecer no dia 9 do próximo mês, data limite também para as matrículas. Já a volta às aulas está marcada para 16 de março.

“É recuperar 90 dias em 30. É lógico que não dá para fazer as atividades da mesma forma, com os mesmos conteúdos e avaliações. Estamos compensando da maneira que conseguimos, com atividades também no contraturno e aos sábados. Apesar disso, professores e alunos estão bastante envolvidos. Na semana entre Natal e Ano-Novo foram poucos os estudantes que não puderam vir para a escola”, afirma o diretor, Vinícius Cunha dos Santos.

Segundo ele, a escola, que é uma das maiores de São Leopoldo com mais de 1,2 mil alunos, chegou a ter até 95% dos professores em greve no início da mobilização. “Nos primeiros dois meses tivemos apenas três turmas com aulas. Por fim alguns professores foram voltando. No final da paralisação tínhamos 50% de adesão”, diz. De acordo com o diretor, pais e professores foram bastante compreensíveis durante o movimento. “Acredito que os alunos possam sim ter tido algum prejuízo, mas temos que avaliar também o lado dos professores. Ninguém gosta de trabalhar de graça. Ver suas contas vencendo e não ter como pagá-las. A comunidade apoiou a greve”, afirma.

“Está valendo a pena vir para a escola” 

Apesar de grande parte da população estar em férias no Litoral ou na Serra, os corredores do Pedrinho seguem repletos de alunos. O clima dentro das salas de aula é de atenção e foco nos estudos. Conforme o diretor Vinícius Cunha dos Santos, as avaliações e provas finais serão aplicadas nas próximas semanas. Quem segue estudando não reclama. “A volta da greve foi bem tranquila. Os professores não estão deixando nada a desejar”, afirma o estudante do segundo ano do Ensino Médio, Tiago Ribeiro Barros, 20 anos. Ele garante que mesmo durante a paralisação não deixou os conteúdos de lado, estudando em casa.

Quem também não deu descanso para as disciplinas foi a aluna do terceiro ano do Ensino Médio Tariana Passos Neves, 17 anos. A jovem, que prestou vestibular para Jornalismo na Feevale comemora a aprovação, fruto de dedicação mesmo longe da sala de aula. “Estudei em casa, por conta mesmo”, diz. Mesmo com o futuro já desenhado, ela garante que tem sido de grande proveito os últimos dias de aulas. “Está valendo a pena vir para a escola. Estamos tendo bastante conteúdo novo e avaliações”, destaca.

Ano letivo começará a partir de 26 de fevereiro 

De acordo com levantamento feito pela 2a Coordenadoria Regional de Educação (2a CRE) em São Leopoldo 14 escolas fecharão o ano letivo de 2017 em janeiro, outras 10 em fevereiro e uma em março. Apenas uma instituição, onde os professores não aderiram a greve, encerrou as atividades ainda em dezembro. As aulas em 2018 deverão iniciar a partir de 26 de fevereiro naquelas escolas em que a recuperação ocorreu até janeiro. “Devem ser respeitados, pelo menos, 30 dias de férias, portanto, cada escola terá seu próprio calendário para o retorno”, explica a coordenadora da 2a CRE, Helenise Ávila Juchem.

Para Helenise, a dedicação, especialmente dos estudantes, durante a recuperação das aulas é vista com surpresa. “Me surpreendi com o número de alunos nas escolas. Estamos acompanhando de perto a elaboração das planilhas para garantia da recuperação da carga horária que falta para cada instituição. A qualidade da recuperação é de responsabilidade de cada escola, e está sendo acompanhada pela direção e supervisão”, comenta.


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