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Consumidor retraído

Litro da gasolina registra aumento de 40 centavos em três meses em São Leopoldo

Com reajustes sucessivos, preço do litro da gasolina exige criatividade dos consumidores, mas abastecer com etanol ainda não compensa
10/01/2018 20:10 10/01/2018 20:41

Diego da Rosa/GES
Aumento no preço da gasolina afeta o movimento nos postos
Enquanto o IBGE aponta que a gasolina aumentou 10% a nível nacional em 2017, São Leopoldo percebeu o mesmo aumento em um intervalo de três meses. Em outubro, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP), o preço da gasolina era comercializado, em média, por R$ 3,88 na cidade. Hoje, os postos apontam R$ 4,29, aumento de 40 centavos, que já se aproxima dos valores praticados na capital.

Cai o movimento

Circulando pela cidade na tarde desta quarta-feira (10), o cenário em diversos postos de combustíveis era semelhante: frentistas de braços cruzados e bombas vazias. “Fazia tempo que eu não via isso. O movimento tá muito fraco mesmo. Não vou te dizer que todo mundo tá abastecendo menos, mas aqui a gente sentiu bastante”, relata o operador de caixa Paulo Machado, que trabalha em um posto de gasolina na Avenida João Corrêa.

Entre os consumidores afetados pelos sucessivos aumentos da gasolina está o engenheiro químico Luiz Fabiano, 66, que abastecia seu automóvel em um posto na Avenida João Corrêa na tarde de hoje. “Antigamente, eu não sentia as mudanças. Mas agora estou repensando alguns passeios. A gente prioriza trechos mais curtos”, revela Fabiano, que abastece seu automóvel sedan pelo menos uma vez por semana.

Procon vai intensificar ações

Em julho de 2017, a Petrobras revisou a política de preços de diesel e gasolina comercializados em suas refinarias, para para acompanhar a volatilidade da taxa de câmbio e das cotações de petróleo e derivados. Na prática, os preços passaram a ser reajustados diariamente. Mas essas alterações não são percebidas pelos consumidores: a reportagem percorreu o Centro de São Leopoldo ontem à tarde e verificou variação de apenas 10 centavos em oito postos pesquisados.

Diretor do Procon de São Leopoldo, Clovis Okada afirma que o órgão pretende fiscalizar mais de perto os postos de combustíveis, para apurar se existem indícios de cartel (acordo para fixação de preços), a exemplo do que o Procon de Porto Alegre faz na capital. “O consumidor tem toda razão de questionar a transparência dos valores dos combustíveis. Se o ajuste é diário, por que ele não percebe na bomba?”, questiona.

Abastecer com etanol não compensa

Com os sucessivos aumentos do preço da gasolina, consumidores que possuem carros flex podem cogitar abastecer o automóvel com etanol para economizar. Mas, como o álcool tem rendimento 30% inferior ao da gasolina, o preço do etanol não pode superar 70% do preço da gasolina.

Em São Leopoldo, o litro da gasolina é comercializado por R$ 4,29. Assim, o litro de álcool precisaria custar menos de R$ 3 para compensar. Ainda não é o caso (confira a tabela). O cálculo é rápido: basta dividir o álcool pela gasolina. O resultado precisa ficar abaixo de 0,7 para valer a pena.

Aumento de 10% em nível nacional

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE como a inflação oficial do país, fechou 2017 com variação de 2,95%. É o menor índice desde 1998, além de ser menos da metade dos 6,29% registrados em 2016.

A baixa inflação é atribuída à queda de 1,87% no preço de alimentos e bebidas, porque, se dependesse apenas da gasolina, o índice seria muito maior. Segundo o IBGE, o preço do combustível teve variação de 10,32% em 2017, sete pontos percentuais a mais que a inflação oficial. Também impactaram o grupo de transportes o preço ônibus intermunicipal (6,84%), emplacamento e licença (4,29%), e ônibus urbano (4,04%).

Composição do preço

Ao pagar R$ 4,29 no litro de gasolina no posto de combustível, o consumidor talvez presuma que os grandes responsáveis pelo custo do litro são os donos dos estabelecimentos.

Mas, de acordo com a Petrobras, apenas 12% do preço do litro da gasolina compete à distribuição e revenda. Além desses 12%, o consumidor paga impostos, remunera a parcela da Petrobras e cobre o custo do Etanol Anidro.

A conta total mostra que cerca de 29% do preço diz respeito à realização da estatal, 17% são tributos como CIDE, PIS/PASEP e COFINS, 29% são tributos do ICMS, e, finalmente, 13% é o custo do Etanol Anidro.


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