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Buraqueira

Com duas crateras na pista, viaduto da João Corrêa na BR-116 desafia condutores

Dnit afirma que conhece o problema, mas alega que faltam recursos para manutenção
12/01/2018 16:51 12/01/2018 16:51

Calotas, parafusos de rodas, restos de pneus, pedaços de parachoque e até uma surdina. O cenário é típico de um ferro-velho ou de uma oficina, mas os destroços são resultado de duas crateras em plena BR-116, no viaduto da Avenida João Corrêa, sentido capital-interior. Um cone sinaliza a buraqueira, mas não é suficiente para alertar os condutores, em especial nos dias de chuva ou à noite, quando a visibilidade diminui.

“Pelo menos duas vezes por semana um carro para aqui. É pneu furado, calota torta, muita gente não vê o buraco porque fica na descida do viaduto”, relata o frentista Jeferson de Oliveira, de 26 anos, que trabalha em um posto de combustíveis localizado às margens da BR-116, poucos metros depois do viaduto. “Até no Waze (aplicativo de trânsito) esse buraco tá marcado. Já faz mais de seis meses que isso tá aberto. E só vai piorar”, prevê Oliveira.

Quem trafega no sentido interior-capital encontra quatro problemas na via. Antes de acessar o viaduto, há um buraco na pista da direita. Subindo a via, mais um buraco, não sinalizado, com meio metro de diâmetro. Em seguida, há o afastamento nas juntas de dilatação do viaduto, que provoca um vão na pista, com vários centímetros de comprimento. À frente, já na descida do viaduto, mais uma cratera, sinalizada por um cone. “Eles estão toda hora arrumando as tartarugas aqui na frente, não sei por que deixam o buraco aberto. É uma vergonha”, critica Oliveira.

Morador de São Leopoldo, o estagiário Guilherme Steffenon, 23, trafega pelo trecho diariamente, e considera os buracos um exemplo de descaso da administração pública. "A gente paga os impostos justamente para isso. Vão esperar alguém sofrer um acidente ali para arrumar? É muito perigoso", opina.

PRF notificou o Dnit

De acordo o chefe da 1ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, Rodrigo Rodrigues, a PRF comunicou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) via ofício a respeito dos problemas na via. “Eles disseram que iriam providenciar o conserto. Infelizmente nós não temos mais o que fazer, porque eles são responsáveis pela manutenção da rodovia.

Ele relata que o órgão foi comunicado de danos materiais em veículos que circulam pelo trecho, mas não há acidentes relatados pelos condutores. “Tivemos casos de comunicações de veículos que entortaram roda, furaram pneu e perderam calota na região, mas esse tipo de ocorrência é registrado via internet, não precisa a PRF ir até o local. Danos materiais, se o veículo continua rodando, a PRF não precisa ir até o local”, explica.

Dnit afirma que falta dinheiro

Procurado pela reportagem, o Dnit afirmou que tem consciência dos problemas na via, mas justifica que o contingenciamento de recursos imposto pelo Governo Federal impede a autarquia de fazer a manutenção do trecho. Confira a íntegra da nota emitida pela por meio da Unidade Local de São Leopoldo do Dnit::

“Esclarecemos que os problemas em questão são de conhecimento deste órgão, porém, a recuperação das juntas de dilatação do viaduto no Entr.BR-116/Av. João Correa, requerem uma contratação emergencial para a restauração estrutural da Obra de Arte Especial.
Entretanto, devido ao contingenciamento de recursos para os contratos, inclusive os de manutenção/conservação das rodovias federais, imposto pelo Governo Federal, informamos que não há empenho para a execução de quaisquer trabalhos na BR-116.
Tão logo essa situação seja normalizada, elencaremos os pontos mais críticos da rodovia a serem sanados, e as providências serão tomadas.”

  • Parafusos de rodas, restos de pneus e até uma surdina se acumulam ao lado da pista
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • Primeiro buraco sobre o viaduto não conta com sinalização
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • Segundo buraco sobre o viaduto está sinalizado com um cone
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • Dilatação entre as juntas do viaduto provocou um vão na pista
    Foto: Diego da Rosa/GES


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