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Está mais barato comer

Conheça as causas para a menor inflação desde 1998

Queda no preço dos alimentos segurou o índice oficial
12/01/2018 19:57 12/01/2018 19:57

Diego da Rosa/GES
Feijão carioca foi o item com a maior redução em 2017
Divulgada recentemente pelo IBGE, a inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, fechou o ano em 2,95%. É o menor índice desde 1998 e representa menos da metade da inflação registrada em 2016. A explicação para o fenômeno, de acordo com o Banco Central, está na queda dos alimentos: a inflação do subgrupo alimentação no domicílio encerrou 2017 com deflação de -4,85%.

Ou seja, ficou mais barato comer em casa ao longo de 2017 na comparação com 2016. No total, a queda foi de 14,21 pontos percentuais, porque, em 2016, o subgrupo teve crescimento de 9,36%. Entre os alimentos com a maior queda, estão o feijão-carioca, com redução superior a 46% e o inhame, que caiu 41,82%.

Safra recorde

A justificativa para a deflação dos alimentos é a safra recorde registrada no País em 2017, com crescimento de 27% sobre a safra anterior. Economista e professor do curso de Ciências Econômicas da Unisinos, Marcos Lélis explica que os alimentos têm um peso muito grande no consumo das famílias, o que segurou a inflação, mesmo que gasolina, energia elétrica e gás de cozinha tenham apresentado altas consistentes. “Na cesta de consumo média do brasileiro, o alimento tem um peso muito alto, por isso ele segura o índice”, diz.

Lélis também cita o baixo crescimento da renda, que gera retenção do consumo das famílias, como uma explicação para a menor inflação registrada desde 1998. “O salário, na média, ainda não voltou ao que era em 2013, antes da crise. Ainda estamos em um patamar mais baixo do que em 2013. Isso ainda é uma consequência da recessão em 2015 e 2015”, pontua o professor da Unisinos.

Cada consumidor tem a própria inflação

Para algumas pessoas, a reação é de descrédito ao saber que a inflação registrou o menor valor desde 1998. Para o professor da Unisinos, isso acontece porque cada consumidor tem um cesta de consumo diferente e é impactado de forma individual pelo movimento dos preços.

“A gente teve um choque muito grande em energia elétrica (10,35%), gasolina (10,32%) e gás de botijão (16%), mas quem é mais impactado por isso é a classe média, menos afetada pelos alimentos. Quanto menor o poder aquisitivo, maior é o impacto dos alimentos. Nossa renda média não é alta, por isso a inflação ficou nessa faixa”, explica o economista.

Para a recepcionista Fátima Padilha, de 46 anos, que fazia compras ontem pela manhã em um supermercado no Centro, a queda dos alimentos não teve grande impacto no orçamento. “A gente até vê que diminuiu, mas o resto puxa pra cima”, argumenta.

Economista vê retomada a passos lentos em 2018

Lélis acredita que o cenário da economia brasileira mudou significativamente em relação a 2015 e 2016, quando a recessão atingiu seu auge, mas aponta que a retomada ainda é lenta. Na opinião do especialista, o crescimento de 3% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, projetado pelo mercado, não é suficiente para impactar de forma significativa o índice de desemprego, tradicionalmente a última área a reagir depois de períodos de recessão.

“A gente começou um processo muito lento de recuperação, mas a renda caiu quase 8% durante a recessão. Em 2018, se der tudo certo, vamos ter crescimento de 3%, mas, apesar da inflação estar controlada, esse crescimento ainda não é robusto para mexer de forma significativa na taxa de desemprego. Precisaríamos crescer pelo menos 3,5% para ter uma redução forte dos desempregados”, analisa o professor da Unisinos.

Conforme a pesquisa mais recente divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre alcançou 12,6%, totalizando 234 mil pessoas economicamente ativas (PEA) fora do mercado formal de trabalho. “Tem um índice, entre os jovens, que marca quase 25%, é isso que precisa mudar”, salienta Lélis.


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