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Psicologia

TOC: quando manias e rituais viram doença

Transtorno provoca alterações no comportamento, pensamento e emoções
03/01/2018 08:30

Divulgação/Divulgação
TOC envolve alterações dos pensamentos, do comportamento e das emoções

Sair de casa e não ter certeza se as bocas do fogão foram corretamente desligadas pode ser uma preocupação comum para muitas pessoas. Retornar ao lar para ter 100% de que tudo está ok na cozinha, pode acontecer. No entanto, para algumas pessoas essa chateação pode estar inserida em um quadro patológico maior, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). “O TOC é um transtorno psiquiátrico em que a pessoa apresenta alterações dos pensamentos (obsessões), do comportamento (compulsões) e das emoções”, explica a psicóloga Vanessa Marmitt, da Unimed Encosta da Serra. Preocupação excessiva com sujeira, germes e contaminação, ou verificar repetidamente portas e janelas, por exemplo, podem ser comportamentos ligados ao transtorno.

O problema é comum e atinge cerca de 3% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas suas causas não estão bem esclarecidas. “Vários fatores influenciam no seu desenvolvimento, como fatores biológicos (hereditariedade), psicológicos e ambientais (eventos estressores ou traumáticos)”, informa a psicóloga, frisando que a maior probabilidade de desenvolvimento do TOC ocorre entre pacientes que tenham familiares com o problema.

O TOC, no entanto, é tratável. Em uma parcela significativa dos casos, os sintomas melhoram a ponto de não mais interferirem no dia a dia do paciente, ou até desaparecem. “O principal tratamento é a terapia cognitivo-comportamental, que envolve um conjunto de técnicas que o paciente aprende a utilizar para dominar o desconforto decorrente das obsessões e para reduzir ou eliminar as compulsões”, destaca Vanessa. A psicóloga relaciona que é comum a comorbidade do TOC com outros transtornos psiquiátricos, como a depressão, o transtorno do pânico e fobias. Em muitos casos, é necessário associar a terapia ao tratamento medicamentoso, com avaliação do médico psiquiatra.

Procurando apoio

Geralmente a pessoa com TOC demora a buscar tratamento, mesmo quando tem sua vida gravemente comprometida pelos sintomas. “A desinformação pode ser o principal fator, pois muitas pessoas desconhecem a doença e, portanto, não sabem que seus sintomas constituem uma patologia para a qual há tratamento”, observa Vanessa.
Em alguns casos, é comum a pessoa reconhecer seus pensamentos e comportamentos como ilógicos ou absurdos, e isso faz com que tenha vergonha ou receio de expor o conteúdo das obsessões e procurar ocultar as compulsões/rituais realizados. Já outros podem acreditar que não há nada de errado no seu comportamento.

A psicóloga observa que a presença de uma pessoa com TOC na família frequentemente produz mudanças, limitações e sofrimento na vida de quem convive com ela. “É comum o surgimento de conflitos devido, por exemplo, ao tempo excessivo levado para fazer tarefas simples como tomar banho, escovar os dentes, vestir a roupa. Mas a família pode se tornar uma aliada e ser suporte importante para o paciente quando conhece os sintomas do TOC e se dispõe a ajudar fornecendo apoio, incentivo e colaborando para o tratamento”, conclui.

Obsessões mais comuns

  • preocupação excessiva com sujeira, germes e contaminação
  • dúvidas e necessidade de ter certeza
  • preocupações excessivas com doenças ou com o corpo
  • preocupação excessiva com simetria, alinhamento, exatidão, ordem ou sequência
  • medo de cometer falhas
  • preocupação em armazenar, poupar, guardar coisas inúteis ou economizar
  • pensamentos supersticiosos como preocupação com determinados números, cores de roupa, datas ou horários
  • pensamentos com conteúdos agressivos, sexuais ou religiosos

Compulsões mais comuns

  • repetições ou confirmações
  • evitar o contato com objetos considerados contaminados, como trincos de portas, bolsas, roupas, corrimãos de escadarias ou ônibus
  • lavagem ou limpeza excessiva (das mãos, do corpo, de roupas, da casa)
  • verificações (portas, janelas, torneiras, gás, interruptores, aparelhos elétricos)
  • contagem
  • acumular ou guardar coisas inúteis
  • repetição de determinados rituais.
  • as compulsões também podem ser mentais. Este tipo de compulsão não é percebido pelas demais pessoas por ocorrer mentalmente. Exemplos: rezar, repetir palavras e frases, fazer listas

(Fonte: Vanessa Marmitt, psicóloga da Unimed Encosta da Serra)


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