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Pesquisa

Pílula e DIU estão relacionados a maior risco de câncer de mama

Mulheres que utilizam métodos contraceptivos hormonais têm maior risco de ter a doença, afirma estudo
03/01/2018 12:00

Divulgação/PixaBay
Antes de adotar ou deixar de lado métodos contraceptivos hormonais, é fundamental conversar com um profissional

Mulheres que utilizam métodos contraceptivos hormonais têm maior risco de ter câncer de mama. A diferença, de 20%, é pequena com relação àquelas que não utilizam tais medicamentos, mas mesmo assim significativa. A conclusão é de estudo, publicado no final do ano passado na revista New England Journal of Medicine, que acompanhou 1,8 milhão de mulheres dinamarquesas por 10 anos. Embora a correlação entre pílulas anticoncepcionais e câncer de mama já tenha sido analisada, é a primeira vez que uma pesquisa avalia a relação entre a doença e o uso de pílulas e outros dispositivos hormonais mais modernos, que têm uma intervenção hormonal menor. Trabalhos anteriores consideravam apenas os medicamentos mais antigos, com alta dosagem de estrogênio.

O estudo estima que o uso de anticoncepcionais hormonais eleva em 13 casos para 100 mil mulheres a incidência do câncer de mama, ou um caso extra de câncer de mama para cada 7.690 mulheres por ano. O oncologista Stephen Stefani, do Hospital do Câncer Mãe de Deus, de Porto Alegre, observa que, por se tratar de um estudo de grande proporção, os resultados são de imenso valor científico, mas é preciso avaliar com cuidado o significado deste risco aumentado. “A pergunta que fica no ar é: quão relevante é esse número de casos, em questões absolutas, frente ao grande benefício do anticoncepcional para a população de uma forma geral, ao evitar gravidez indesejada?”, questiona.

O médico observa que qualquer medicamento pode implicar em efeito colateral, mas o que interessa saber é se esse efeito é importante a ponto de modificar a necessidade de uso. Sobre as revelações do estudo, Stefani diz que a comunidade médica acredita não haver um risco significativo a ponto de se decidir abandonar o método contraceptivo hormonal, mas que há situações em que seu uso deverá ser avaliado. “Se tenho uma paciente que tenha alto risco para ter câncer de mama, por conta do histórico familiar ou história pregressa, deve ser considerada a possibilidade de usar outros métodos contraceptivos, que não sejam os hormonais, mesmo os mais recentes”, destaca.

Medir vantagens e desvantagens

O oncologista reforça que antes de qualquer decisão, seja adotar ou deixar de lado métodos contraceptivos hormonais, é fundamental conversar com um profissional para medir as vantagens e desvantagens de cada uma das opções. “Medicina é uma ciência de probabilidades, toda vez que tomo uma decisão, tenho que colocar riscos e benefícios na balança, o que a gente não pode fazer é desconsiderar os riscos, da mesma forma que não pode achar que só existe benefícios ou aumentar os riscos de forma exagerada”, diz, ressaltando a importância de avaliações individuais. “Por exemplo, anticoncepcional e cigarro é uma combinação que não pode ser feita, porque aumenta muito o risco de complicações cardiovasculares. A mulher que usa anticoncepcional hormonal, não pode fumar, aliás, ninguém pode fumar, mas se vai usar anticoncepcional hormonal é pior ainda, e isso tem que ser equacionado”, alerta Stefani.

Pesquisa

O estudo, financiado pela Fundação Novo Nordisk, envolveu 1,8 milhão de mulheres dinamarquesas em idade fértil por uma década, período em que foram identificados 11.517 casos de câncer de mama neste grupo. Os pesquisadores concluíram que as mulheres que usam anticoncepcionais hormonais registraram risco 20% maior de ter câncer de mama. A pesquisa destaca ainda que a probabilidade de desenvolver a doença cresce entre aquelas que usaram o medicamento por mais de 10 anos – 38%. Além disso, entre as mulheres que usam dispositivo intrauterino (DIU) que libera o hormônio progestina – nem todos os DIUs liberam hormônios – têm risco de câncer de mama 21% maior do que aquelas que não usam.


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