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Trânsito

Com 2/3 dos radares desativados, infrações em São Leopoldo caem pelo 2º ano seguido

Foram 41,9 mil multas em 2017, 30% menos que em 2016. Em Sapucaia e Esteio o número dobrou
13/02/2018 10:08 13/02/2018 10:27

Depois de atingir o pico de 94.951 infrações em 2015, as multas de trânsito aplicadas pelo Município de São Leopoldo começaram a cair. Foram 59.849 infrações em 2016 e 41.939 em 2017, de acordo com dados do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran/RS).

Daniel Stein Rohr/GES-Especial
Radares da Avenida São Borja estão desativados

A redução de quase 18 mil multas de um ano para o outro pode ser explicada, em parte, pela conscientização dos motoristas, mas a principal justificativa, de acordo com o diretor de Trânsito da Secretaria de Segurança e Defesa Comunitária, Paulo Ricardo Kuhn, é o corte de 21 para sete no número de radares fixos nas avenidas da cidade.

Economia

Em maio de 2017, a Prefeitura fez alterações no contrato de aluguel dos equipamentos eletrônicos para reduzir valores considerados muito onerosos ao caixa do Município. De R$ 253 mil, valor do contrato mensal firmado pela administração anterior, o aluguel passou para R$ 89 mil. Até o final do vínculo, que se encerra em maio deste ano, a Prefeitura economizará R$ 2,8 milhões.

Para isso, foram desabilitados 14 radares fixos, em avenidas como Thomas Edison, Mauá, São Borja e Imperatriz Leopoldina. “Outros tipos de autuações, como aquelas manuais, feitas pelos guardas municipais, não tiveram mudanças significativas. A grande redução foram multas em pontos fixos, porque deixamos de considerar os radares que existiam no ano anterior.”

Para compensar a redução dos radares fixos, a Guarda Civil Municipal aumentou a fiscalização com radares móveis. São monitorados entre três e quatro pontos por dia, divulgados antecipadamente no site da Prefeitura e nas redes sociais. A intenção da secretária é acionar o aditivo do contrato para estender o aluguel dos dispositivos por mais um ano.

Metade para placas de outras cidades

De acordo com números da Secretaria de Segurança, 49% das multas aplicadas nas vias de São Leopoldo são destinadas a veículos com placas de outros municípios. Comandante da Guarda Civil Municipal (GCM), Wagner Pires argumenta que a cidade é cortada por duas rodovias e tem quatro pontes, o que estimula condutores de outras cidades a circular pelas vias internas quando o fluxo das estradas está lento.

“Nós temos um fluxo de trânsito muito flutuante em São Leopoldo, quase o dobro da nossa frota. Em geral, são essas pessoas que tomam as multas, porque elas não acompanham o trabalho da Guarda Civil como os moradores”, entende.

"Ninguém respeita o pedestre"

Um dos pontos desativados pela Prefeitura no ano passado, na Avenida São Borja, é motivo de indignação dos moradores que circulam pelo local. Zelador de um condomínio com 223 apartamentos, onde moram mais de mil pessoas, Edi Luis Turra considera uma calamidade o desligamento dos radares no trecho. “Ele marcava antes, e agora parou de marcar. Muita gente passa fincado, e ninguém respeita o pedestre, é impressionante”, critica. “No horário de saída das escolas, fica realmente bem difícil, porque às vezes o da esquerda para, mas o da direita continua. Tem uma padaria do outro lado da avenida, e temos muitos moradores idosos. É bem complicado”, resume.

Vendedora de melancias em um caminhão que fica posicionado a poucos metros dos radares, Janaína Martins da Silva concorda com o zelador. “Se eles tirarem o radar, tem que colocar uma sinaleira, ou mesmo uma lombada. Tem muita gente que não respeita a velocidade”, analisa Janaína, que acompanha o fluxo de carros todos os dias do mês. “Fico aqui até nove e meia da noite, posso te garantir que tem uns que chegam a 90 km/h, porque eu vi o painel marcar”, revela.

Os radares da Avenida São Borja, assim como nas Avenidas Mauá, Dom João Becker, Imperatriz Leopoldina e Thomas Edison, não estão funcionando desde o primeiro semestre do ano passado, mas continuam posicionados no local para fins educativos. “Sabemos que, se tirar, muita gente vai deixar de respeitar a velocidade”, reconhece Kuhn. O diretor não soube explicar, porém, por que a empresa não retira os radares dos locais, já que não há obrigação contratual.

Valor aplicado na secretaria

De acordo com informações obtidas junto ao Portal da Transparência, São Leopoldo arrecadou R$ 4.836.887,30 com multas de trânsito no Município em 2017. Ao contrário do que alguns moradores imaginam, esse valor não pode ser aplicado livremente pelo Município.

Segundo a Lei nº 9.503 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), o dinheiro arrecadado com o pagamento das multas de trânsito deve ser usado exclusivamente em sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização e educação no trânsito.

Secretário de Segurança e Defesa Comunitária, Carlos Sant’Ana confirma a destinação dos recursos. “Compramos viaturas, uniformes e equipamentos para a GCM. Parte vai para a Secretaria de Serviços Públicos para a sinalização”, explica.

No início do ano passado, quando a Prefeitura reviu o contrato de aluguel dos radares, cerca de 70% dos recursos das multas estavam comprometidos com dívidas do próprio sistema de fiscalização.

Onde ficam os radares

Atualmente, seis radares em pontos fixos estão em funcionamento em São Leopoldo:

Av. Feitoria, 1868
Av. Feitoria, 3141
Av. João Corrêa, 1535
Av. Unisinos, em frente à biblioteca
Av. Unisinos, portaria
Av. Integração, 920

INFRAÇÕES MUNICIPAIS

CIDADE 2012 2013 2014 2015 2016 2017

SÃO LEOPOLDO 17.761 29.110 40.621 94.951 59.849 41.939

SAPUCAIA DO SUL 2.929 1.880 1.770 25 581 1.135

ESTEIO 1.257 3.372 5.361 4.352 1.865 5.023

PORTÃO 168 200 250 234 320 343

CAPELA DE SANTANA 0 26 28 7 14 48

Fonte: Detran-RS


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