Viver com Saúde - 06/02/2012 17h33
Atualizado em 06/02/2012 17h41

Saiba quais são as vantagens e as desvantagens dos genéricos

Embora os remédios de referência comercial contenham os mesmos princípios ativos e na mesma proporção, o assunto ainda gera grandes discussões.


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Da Redação

Espanha  - Os remédios genéricos e a prescrição por seu princípio ativo são adotados em vários países a fim de otimizar a despesa em fármacos. Os genéricos e os de referência comercial contêm os mesmos princípios ativos e na mesma proporção, além de ter a mesma fórmula e via de administração. O assunto, no entanto, envolve grandes discussões. Em uma pesquisa feita com 800 médicos da Federação de Associações Científicas Médicas Espanholas (Facme), cerca de 80% temem que a prescrição por princípio ativo possa dar lugar a mudanças reiteradas nos remédios, o que geraria confusão, perdas de fidelidade às marcas e duplicidades, especialmente entre os doentes crônicos, os polimedicados e os de idade avançada. “Somos os principais responsáveis por proporcionar ao doente a melhor opção de tratamento. Neste momento, é certo que devemos ser parte ativa no controle da despesa de saúde, mas sempre deve prevalecer o bem-estar do paciente”, afirma o médico Miguel Ángel Caracuel.

Por que são mais baratos?

Os remédios genéricos têm um preço menor que seus equivalentes comerciais porque seus fabricantes não precisam fazer investimentos em pesquisa para sua criação. Sua fórmula é definida pelos fármacos de referência, cuja patente pertence aos laboratórios que os desenvolvem. Após um período no qual têm direito à exploração comercial, o Governo quebra a patente e assim o remédio pode ser produzido por outro laboratório autorizado. Como os seus fabricantes não fazem investimentos em publicidade os preços também ficam mais baixos.

Saiba mais

De acordo com a pesquisa, 75% dos profissionais diz que “seus pacientes notam mudanças na efetividade de alguns remédios embora contenham o mesmo princípio ativo, dose e via de administração”. Por este motivo, 78% dos consultados não aprova os programas de mudança em massa de prescrição de remédios de marca para genéricos.

Um dos motivos que podem explicar as diferenças no efeito dos genéricos e dos remédios de marca está no fato de que, apesar de que tenham os mesmos princípios ativos, podem ter diferenças na composição de suas soluções. Por isso, alguns pacientes podem apresentar alergias a estas substâncias.

Para evitar este problema, países como Estados Unidos e Canadá só aceitam genéricos que contenham exatamente as mesmas substâncias dos fármacos de referência, enquanto a União Europeia e Austrália aceitam que sejam diferentes.

Embora os Governos exijam testes que demonstrem a bioequivalência entre os genéricos e os de marca, eles aceitam uma margem de diferença de até 20% em sua efetividade, o que pode ser suficiente para desigualdades no tratamento






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