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16 de Junho de 2012 - 22h30

Sal, eu?

Por Thaila Alff

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Esses dias eu estive no hospital. Ao chegar senti o clima que tomava conta daquele lugar: pessoas desenganadas, sem esperanças, sentindo dores, tristes... E aquelas feições cabisbaixas me contagiaram e em pouco tempo sem perceber eu já estava como elas, cabisbaixa. Mas lembrei da passagem “Vós sois o sal da terra; vós sois a luz no mundo” (Mt 5, 13-14). Era preciso ser diferente daquilo que eu via, destoar, levar a luz àquela escuridão. Respirei fundo e abri um sorriso e era como se um clarão  passasse a fazer parte daquela atmosfera de morte.

Isso me fez lembrar algo que aprendi com Margaretha Adiwardana, missionária especialista no socorro à vítimas de catástrofes que já atuou nos maiores desastres mundiais dos últimos tempos. Tive oportunidade de ouvi-la na Conferência Missionária do MBCV. Em entrevista ela me contava que em alguns lugares era proibido falar do evangelho. Como levar a Palavra? Com atitudes. Mesmo sem dizer absolutamente nada, as pessoas acabavam percebendo que havia algo diferente em sua equipe e automaticamente eram alcançados pelo amor de Cristo. 

Evangelizar não é falar de Jesus, é VIVER COMO ELE. Em três situações Pedro foi reconhecido como discípulo, mesmo negando e as pessoas disseram: “verdadeiramente também tu és deles, pois a tua fala te denuncia” (Mateus 26:73). Pedro foi reconhecido, pois seu modo de ser o entregava. Mais do que as palavras, nossas atitudes devem também nos “entregar”. Que por onde passarmos possamos levar a agradável sensação de estar na presença de Deus.

Ser como Cristo é uma tarefa árdua, de luta constante com a natureza humana, nossos impulsos e desejos. O erro virá, pois ninguém é perfeito, mas se o arrependimento vir do coração, as misericórdias se renovam sobre nossas vidas e ganhamos a chance de tentar novamente. 

Inicie uma nova vida, recomece se preciso, retome os bons hábitos, tome para si novos costumes e decida-se ousar viver como Cristo. 

Ouça a música “O meu querer”, de Paulo César Baruk clicando aqui. Ela traz uma bela reflexão sobre nossas atitudes. DTA! 

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