

Enviar por e-mailHá apenas 11 anos iniciou-se o século XXI. Mas já podemos afirmar que o Facebook é a mais importante invenção dos próximos 89 anos. Produto da internet, o Face mercadologicamente é um fenômeno incomparável. Primeiro porque permitiu a milhões de anônimos, aparecer na telinha, um novo ambiente que já dá mostras de superar a da televisão, pasmem, inclusive em credibilidade. Aproximou pessoas carentes, sem ter que tirá-las de casa, passando pela tribulação da balada que atravessa as madrugadas. Permitiu a comuns e anônimos, ter um espaço para divulgar suas mais absurdas bobagens, pensamentos e opiniões quase sempre estapafúrdias, sem censura, e melhor ainda, sem custo. Virou um mural de oportunidades profissionais desbancando a liderança inconteste dos anúncios classificados. Para os anunciantes mais mão-fechada, surgiu como a materialização de um sonho, um milagre impossível, permitindo que ainda longe do retorno da mídia off-line, pudessem anunciar produtos sem custo algum, sob o manto da visão isolada de agentes opinativos, que externam suas avaliações sobre determinadas marcas e produtos, tentando informar ao mundo, uma visão que a princípio parecia ser exclusiva, só deles.
Na essência de sua linguagem prevalece o conteúdo sobre a forma, o que lhe confere um tom diferente da comunicação mais conservadora.
Permitiu os crimes da internet publicando fotos que não deveriam ultrapassar certos limites. Superou as barreiras jurídicas ao revelar informações em segredo de justiça.
O Facebook, viabiliza o autoelogio camuflado, aquele em que o cara enaltece seu próprio negócio, seu cônjuge, seus filhos, sem exatamente dar na cara, servindo a todo tipo de manipulação. Outro aspecto importantíssimo é a compulsão com que os jovens, principalmente, se atiram ao uso da ferramenta. Com muito mais intensidade e disponibilidade do que em outros tempos as pessoas se ocupavam em torno das mídias mais usuais. O mistério porém, permanece: como medir resultados na boca do caixa?