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Foto Mowa Press
Daqui algumas décadas, você, caro leitor, possivelmente irá contar para os filhos ou netos que viu um certo argentino jogar. Talvez tenha uma dúvida: quem jogou mais, Pelé ou Messi? Quando for revirar no baú, encontrará o ABC Domingo de 10 de junho de 2012, que estampa os feitos de “La Pulga”, que, ontem, nos esmagou. A vitória deles por 4 a 3 sobre nós passa definitivamente
pela genialidade do melhor do mundo.
Entre as seleções atuais de Brasil e Argentina há duas diferença básicas: Lionel Messi e Mano Menezes. O treinador, quando ainda comandava o Grêmio em 2007 na decisão da Libertadores, afirmou que não marcaria individualmente Riquelme, do Boca Juniors. Deu no que deu. Cinco anos depois, afirmou que seu time não exerceria marcação especial sobre o camisa 10 argentino. Novamente, deu no que deu.
Messi não tocou mais que cinco vezes na bola no primeiro tempo. Não precisou. No seu primeiro gol, aos 30min, recebeu toque de Higuaín – o centroavante que os argentinos adoram odiar –, após tropeço de Sandro. Conduziu com um toque e fez o gol com o segundo. Virou o jogo aos 34min ao deixar a zaga olhando o lance com a admiração de quem realiza tal proeza no videogame. Aliás, quem é melhor: o Messi dos games ou o real?
Antes dos gols argentinos houve um gol brasileiro: é verdade. Rômulo marcou aos 22min. Também é verdade que Neymar sofreu dois pênaltis. Mas também é real que nossa seleção nos enganou mais uma vez. Toca para lá, toca para cá. Contundência ofensiva que é bom, nada. É a tal “bonitinha, mas ordinária”.
Na base do made in Inter, Oscar – o mais valorizado nestes quatro jogos – empatou após uma tabela com parede perfeita de Leandro Damião. Os vingadores do Mano estavam dispostos a fazer justiça com os próprios pés: quando Romero soltou a bola do escanteio nos pés de Hulk, o atacante fez 3 a 2. Mas eles empataram novamente, com Federico Fernandez, que aparou de cabeça o escanteio.
O empate até aos 38min do segundo tempo era justo. Havia igualdade em campo entre vinte e um jogadores. Exceto um. No momento é até injusto enfrentá-lo. Ele é de outro nível. Quem o desafia deveria ter o direito de entrar comdoze ou treze jogadores. Messi arrancou da direita para o meio. Viu o espaço e colocou no ângulo direito de Rafael. Golaço. Impiedoso. Se ele for desse mundo, certamente é o melhor de todos disparado.
Para nosso consolo, a Argentina não estará nos Jogos Olímpicos. Aliás, alguém ainda é capaz de perguntar que é melhor, se Neymar ou Messi?