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BAH!rulho

Bala é o primeiro single do novo disco do Otto

Ottomatopeia é o sexto disco do pernambucano e deve ser lançado no próximo dia 28.

O pernambucano Otto está preparando o lançamento do seu sexto disco de estúdio, Ottomatopeia, que tem lançamento previsto para o dia 28 de julho. O novo trabalho é o sucessor de The Moon 1111 (2013). Nessa semana, o ex-integrante do Mundo Livre S/A liberou um lyric video do primeiro single do novo álbum. A música Bala tem produção de Pupillo, da Nação Zumbi. “É bastante biográfica, fala sobre o tempo e sobre como as decisões do presente afetam o futuro”, disse Otto, em comunicado à imprensa. Se liga aí:

Psycho Fest leva bandas ao palco do Mucker Bilhar & Pub em Sapiranga

Thesaddestdude, Vênus, Mercúrio ou A Virgem e Tomate Seco levam seu som ao bar sapiranguense.

O grupo independente T.S. Produções promove nesta sexta-feira (21/7) a Psycho Fest, no Mucker Bilhar & Pub, em Sapiranga. A noite terá apresentações dos parobeenses da Thesaddestdude com seu rock emo/indie/punk, além da Vênus, Mercúrio ou A Virgem, também de Parobé, com seu som experimental beirando a um post-punk shoegazer, além dos anfitriões da Tomate Seco, de Sapiranga, fazendo sua volta aos palcos depois de longos meses afastados, com seu som barulhento e minimalista. A festa, que conta com o apoio do programa independente de rock Movimento Rock N' Roll que rola às 22 horas das quintas-feiras na rádio Ferrabraz e pela Web, começa às 21 horas e terá ainda os DJ Moza Vaz e Alex Pzenika e sorteio de brindes. Os ingressos custam apenas 5 reais. Se liga aí:

O Terno lança clipe inspirado na conectividade das redes sociais

Banda de São Paulo segue divulgando seu terceiro disco, chamado Melhor Do Que Parece .

Os paulistanos da banda O Terno lançaram nesta terça-feira um clipe novo do seu terceiro disco: Melhor Do Que Parece (2016). Cheio de referências às redes sociais e à internet, o vídeo da música Não Espero Mais ficou muito bacana. Tim Bernardes, Guilherme D'Almeida e Gabriel Basile, que fazem um rock cheio de referências ao som dos anos 60 e 70, também sempre capricharam nos clipes da banda e mais uma vez acertaram a mão. Se liga aí:

Éverton Luiz Cidade lança Quió, seu novo livro de poesia

Primeiro evento de lançamento será nesta sexta-feira, em São Leopoldo, e contará com show da banda Siléste.

Meu irmão corpo

Logrou êxito

E dilúvio

A fome é didática

Não te procurei

Galhofa

Das coisas tristes

Do telhado

Chovia sabão

Que

Eu irmão do corpo

Tinha jogado

Pra não chover

Em dia de festa

De não morrer.

Giovani Paim/Divulgação
Éverton Luiz Cidade está lançando livro de poesia
Com esses versos, o poeta Éverton Luiz Cidade abre seu terceiro livro, chamado Quió. O lançamento sucede as obras Santo Pó/p (2012), lançado pela Makbo Editora, com ilustrações de Gabriel Renner, e O Bonde Transmutóide (2015), que saiu pela Vibe Tronxa Comix, com ilustrações de Diego Gerlach – além de inúmeros outros zines. Conhecido principalmente pelo seu trabalho como vocalista e letrista das bandas Viana Moog e Siléste, o leopoldense Cidade é uma figura importantíssima para a cena underground da nossa região. Ele atua como uma espécie de catalisador, agregador e incentivador de artistas e bandas independentes. Quió foi lançado pelos selos Ovo e Go Die, de Novo Hamburgo.

E a primeira festa de lançamento do seu novo livro está marcada para a noite desta sexta-feira (14/7), no Atelier De Biba Jacques, em São Leopoldo. O evento ainda terá um show da Siléste, que prepara seu terceiro disco. O livro também terá eventos de lançamento no bar OCulto, em Porto Alegre, no dia 20 de julho; no Museu do Rio, em São Leopoldo, no dia 20 de agosto; e no Studio D-Hope, em Novo Hamburgo, no dia 27 de agosto.

"Minha poesia não é grande poesia. É derivativa, sub-conscientemente copiada. Faço poema mixo, de mix, de mistura. Mas muito mais de mixo mesmo, de poema pobre, de rimas pobres, de rimas fáceis e comuns. De nonsense e sentimentalismo exagerado. Essa é a minha estética, mas o fluxo é mais importante que a estética", destaca Cidade. "Sou um vetor danificado do que me rodeia. Um vampiro da experiência alheia", aponta.

O Bah!rulho conversou com o Cidade pra saber um pouco mais sobre esse novo livro. Dá uma conferida na entrevista – na qual o cara nos brinda com mais algumas doses da sua genialidade beat – e aproveita pra dar play nos clipes da Siléste ali embaixo e entrar no clima do show que vai rolar durante o lançamento do Quió nesta sexta. Se liga aí:

Quais as temáticas abordadas nesse novo livro?

O Quió é um livro de fluxo externo/interno. É menos sobre mim e mais sobre os arredores. O personagem que carrega o livro transita em consciência sonâmbula alheia. É tomar um valium com coca-cola.

O que te inspira no dia a dia para criar?

O que falta nele. O glamour. A riqueza da beleza simples. O transcender sem dor nem culpa. O amor como algo arrebatador. O entender da graça.

Quais as tuas influências na poesia?

A poesia dos meus amigos. HQS. Placas de trânsito. Santinhos. Anúncios de loja. Uma dor imensa e um desconforto por estar ainda de passagem.

É importante pra ti ser compreendido ou reconhecido como um músico/poeta, ou a produção te basta?

Quando menos velho me bastava produzir e exercitar o ego e me aproveitar de tudo ao meu redor que me fosse imediato. Agora que as doenças e a morte são próximas gostaria ao menos de ser aceito. Não gostaria de levar pra outra vida esse desconforto de ser inapto. Eu sempre vi meu trampo/arte como a única parte realmente interessante e valiosa do que sou. Perdi muito por ela e vou continuar perdendo. Porque ela é o amor que me arrebata. Só me sinto vivo no palco ou escrevendo. Meu trampo/arte é uma junção de The Fall/Ronald Golias/Dorival Caymmi. A sinto assim.

Existe diferença entre escrever para letras de música e para a produção poética?

A poesia é brigar com o cosmos. As letras são jogos de armar revoluções para boêmios.

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