11 de Fevereiro de 2012 - 11h07

Pesquisa sobre escrita e leitura no EF

Por Cristiano Rosa

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Sempre gosto de apresentar aqui resultados de pesquisas que envolvam escrita e leitura realizadas com alunos, pois eles refletem a realidade do país e nos faz pensar o que esses dados nos dizem sobre o futuro desses jovens. Na última terça-feira, dia 7 de fevereiro, foi divulgada uma pesquisa pelo Movimento Todos Pela Educação.

Em 2011 foi aplicada em 250 escolas de todo o Brasil a Prova ABC, com o objetivo de avaliar o desempenho em escrita, leitura e matemática dos alunos que concluem o 3º ano do Ensino Funamental, e constatou-se que 53,3% dos alunos tiveram desempenho considerado satisfatório na escrita, com base nas escalas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), metodologia do Ministério da Educação.

Em relação à leitura, o índice de estudantes com as habilidades esperadas ficou em 56,1%. No quesito redação, o Nordeste teve o desempenho mais baixo: só 30,3% dos estudantes apresentaram domínio da escrita de acordo com a série que cursavam, tendo a região também o menor percentual de alunos (42,5%) com habilidade de leitura satisfatória. O Sudeste é a região com o melhor resultado para a prova de escrita (65,6%).

Na prova de redação, 80,7% dos estudantes do ensino privado tiveram desempenho satisfatório, contra o percentual de 44,3% verificado entre alunos das escolas públicas. Proporção semelhante foi apresentada na avaliação de leitura, em que 79% dos alunos da rede particular se saíram bem e apenas 48,6% dos estudantes do ensino público tiveram bom resultado.

Agora pensemos: quais são os fatores que delimitam essa diferença entre os alunos do ensino privado e o público. A pesquisa afirma que é o acesso à educação pré-escolar; além de terem cursado essa etapa, o fato dos alunos terem melhores condições sociais e econômicas também foi apontado como razão.

Tais condições explicam, mas não deveriam justificar a diferença entre as modalidades de ensino. Podemos avaliar também a base familiar dessas crianças, pressupondo que os pais que pagam a escola dos filhos têm, além de mais conhecimento intelectual, o poder de incentivo aos estudos, que nas famílias mais carentes costuma faltar. Porém, não podemos também classificar a classe social dos alunos pelas escolas que estudam.

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