03 de Fevereiro de 2012 - 20h04

Um reencontro emocionante

Por Por Débora Ertel

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Quarta-feira passada comecei o dia meio chateada, pois por muito pouco perdi o ônibus. Mas logo em seguida meu mau humor foi embora porque fui recompensada com uma cena de afeto que não via há muito tempo. Ao chegar na parada estava sentadinho no banco um menino de uns 12 anos. O guri usava uma roupa surrada, daquelas que a gente adora usar em casa, e nos pés tinha chinelos. Até achei meio estranho ele querer andar de ônibus vestido daquele jeito.

Uns minutos depois encostou um ônibus da Unesul, que voltava de Foz do Iguaçu. Na frente, ao lado do motorista, estava um homem com estatura baixa, careca, com boné, segurando uma mochila e parado atrás de uma mala de viagem gigante. Quando a porta abriu, o homem mal pôde tirar a mala do veículo. O guri já estava paradinho ali do lado. 

Ele não perdeu tempo e se pendurou no pescoço do viajante, chegou a dar uns pulinhos, mas teve que parar para poder abraçar com a toda a força de uma longa saudade aquele homem. Não tenho certeza, mas pelo que pareceu, os dois só poderiam ser pai e filho. Foi lindo ver aquele momento de amor fraterno. O cara ficou até meio sem jeito, sem saber o que fazer, pois não esperava que o menino reagiria daquela maneira.

Ainda bem que eu usava óculos escuros, pois caso contrário, quem também estava ali no ponto de ônibus veria que meus olhos ficaram umedecidos. Depois do reencontro emocionante, fiquei me perguntando por que quando crescemos se torna cada vez mais difícil demonstrar e dizer o quanto se ama uma pessoa. A gente enche a tela do computador para dizer eu te adoro, ou até, eu te amo, para um pessoa que “conhecemos” na semana passada, mas deixamos o silêncio criar uma distância enorme entre nós e aqueles que são realmente importantes.

O ontem já foi e o futuro não nos pertence. Então, só nos resta o presente. 

Foto: reprodução

1 Comentários
RAFAEL FERNANDO ERTHAL
Esteio, 05/02/2012 às 22:36
Oi Debora estava ansioso para ver seus posts, fazia tempo que não lia. Trabalho na Unesul e fiquei emocionado com esta postagem, realmente nos ônibus rodoviários principalmente no interior as pessoas se abraçam e se beijam, as despedidas a cada viajem me emocionam..
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