10 de Fevereiro de 2012 - 16h21

Só à base de paulada

Por Por Débora Ertel

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Embora ande de ônibus há anos, hoje foi a primeira vez que vi um cadeirante utilizando o elevador para subir no coletivo. Era um menino de mais ou menos oito anos. O atendimento do motorista e do cobrador foram nota dez. Quando o motora viu a criança, já encostou o buzum pertinho da calçada e rapidamente acionou o equipamento. 

Mas, infelizmente, nem tudo foi as mil maravilhas. Quando o cobrador quis baixar a rampa de acesso para fechar a porta, simplesmente a rampa não fechava. Isso aconteceu porque a plataforma estava torta e o braço hidráulico não conseguia voltar ao tamanho normal. O cobrador tentou inúmeras vezes, até que o motorista deu um jeito.


Ele foi até a painel da direção e buscou um pedaço de madeira, que lembrava o cabo de uma marreta. Com todo o "carinho" do mundo, ele deu algumas pauladas e uns ponta-pés na plataforma, e problema foi resolvido. A rampa fechou e a porta foi fechada. Por mais que a gente brinque que com "carinho tudo se resolve", essa falha no equipamento poderia ter trazido vários problemas. Um deles seria o cadeirante ficar trancado na rampa. Ainda bem que a cabo de marreta estava lá para resolver.

Foto: reprodução

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